É através de um adestramento adequado que será possível tornar mais agradável a convivência entre o homem e seu cão. Quem fala sobre o assunto é o Soldado Meireles, que trabalha também trabalha com adestramento de cães.
Gerson Meireles, além de bombeiro, trabalha com adestramento desde 1990 e possui uma escola para treinamento de cães há aproximadamente três anos. Desde o início vêm se aprimorando na área de adestramento especializado.
Como exemplo de treinamento especial, Gerson cita os cães de Busca e Salvamento, possuídos pelo Quartel do Subgrupamento de Busca e Salvamento de Porto Alegre.
Primeiramente, o adestramento inicia com a adaptação (familiarização e socialização) com o adestrador. Neste estágio, o cão chega até a escola onde é feito um reconhecimento de todos os lugares com todos os outros animais, o objetivo é inibir qualquer tipo de agressividade por parte dos cães.
Também são treinados os comandos básicos de obediência quando o adestrador estabelece limites para o cão sem imposição de medo, mas sim, com a conquista da amizade.
Na última etapa, está o treinamento especializado, como guarda, companhia, faro, busca e outros. Neste final da fase, o cão é designado para a função que lhe é atribuída, desde que seu temperamento permita.
Segundo Meireles, o único complemento utilizado durante o processo com o cão nada mais é do que o carinho, com uma brincadeira e um afago de reconhecimento do adestrador para com o animal. Isto proporciona a sensação de dever cumprido.
Alguns trabalhos podem ser demorados, como os realizados com cães que já chegam mais ariscos ao local. Normalmente estes já estão na fase adulta e o caráter já está formado. Com isto, é preciso mais tempo para que haja uma aproximação amigável, onde o cão aceite o adestrador sem que aconteça algum tipo de acidente, e isto independe de raças.
O adestramento mais difícil é, para Meireles, aqueles mais longos. Isto normalmente acontece quando o proprietário adquire um cão e faz todas as vontades do mesmo, não impondo os limites necessários.
A idade ideal para iniciar o treinamento, é do 5º ao 24º mês, porém há exceções, pois o próprio Meireles já adestrou cães com idades variando entre 4 e 5 anos. Entre os animais que recebe, a idade mais comum fica entre o 7º mês e os dois anos de idade.
Ao perceber que não agiu de forma correta, o proprietário descobre que é tarde, pois o cão já assumiu um papel de líder. É nesta fase que começam os problemas onde o cão se impõe perante o dono e o adestrador.
O início do caráter do cão começa entre o 5º e o 10º mês de idade, se comparado com o homem, corresponderia à fase da adolescência.
Entre as raças que mais costuma receber na sua escola está o Rotweiller, o Pastor Alemão, o Labrador e o Pit Bull.
Diversas raças são indicadas a diferentes tipos de procedimentos. O Labrador, o Beagle ou o Coker, entre outros, são ideais para farejar. Por natureza, o temperamento destes animais está direcionado à caça, tornando-os mais indicados.
O adestramento para estas raças é feito através de muita paciência do adestrador para com o cão, pois o mesmo só poderá cobrar do animal quando o mesmo já tiver entendido o comando através de muita repetição.
Os cães ideais para servirem como guias para deficientes visuais são, na opinião de Meireles, os que vieram da cruza do Labrador com o Golden Retriver. Com eles, o adestramento é feito como o citado anteriormente, porém, com algumas peculiaridades.
A importância do adestramento é, na concepção de Meireles, o único modo em que o homem poderá conseguir maior proximidade com o animal. De forma racional e humana é possível impor condições para que o cão venha a obedecer, tornando um convívio agradável entre cão e dono. E como citou Meirelles, só assim o cão poderá ser chamado de "melhor amigo do homem".
Mais informações:
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Equipe INEMA
Fonte:
Gerson Meireles Cidade:
Morungava-RS Fotos: INEMA Publicado: Karine Viana DATA: 17/03/2005
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