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Mesmo com um grande potencial para trazer títulos ao estado, os cadeirantes gaúchos estão lidando com a falta de patrocínio, o que os impossibilitam de participar de treinos adequados e viajar em busca de campeonatos.
Até o ano de 2004, os cadeirantes do Rio Grande do Sul possuíam dois horários cedidos pela Prefeitura, ambos no Parque Araribóia. Às quintas-feiras o horário era das 21hs às 23hs, o que impossibilitava, por ser tarde, o retorno dos atletas para suas casas, devido a falta de condução adaptada. Com isto, apenas 4 ou 5 atletas compareciam ao treino. O outro horário destinado aos treinos era no sábado, das 16hs às 18hs, e por ser final de semana, muitos não compareciam por compromissos diversos.
Para o ano corrente, a promessa foi ceder três horários. Seriam eles nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 18hs às 20hs, no Ginásio Tesourinha. Na ocasião havia, inclusive, ofício assinado pelo diretor do ginásio. Apesar dos horários excelentes e uma privilegiada localização, o que seria uma ótima e nova jornada, o horário de quarta-feira foi "cortado" do acordo, e nos outros dias era cedidas apenas metade da quadra. Isto já fez com que diversos atletas se afastassem da equipe devido ao desgaste.
O material usado pelos cadeirantes poderia ser considerado péssimo até 2004. Chegaram a comprar, em dois anos, mais de sete cadeiras de basquete novas, com o preço de R$ 1.500,00 cada. Todo este valor era custeado pelos próprios atletas. Com todo este empenho, a equipe conta, hoje, com um ótimo material, melhores do que o de muitas outras equipes brasileiras, o que demonstra o comprometimento da equipe com o esporte.
Mas o transporte se revela um grande empecilho para estes atletas. A partir de 2003, criaram a Liga Sul, com equipes do PR e SC, quando passaram a participar de torneios nestes estados. Porém, quem cedia o transporte para estas viagens parou de fazê-lo. Foi quando os atletas passaram a viajar em veículos próprios, o que atrapalha o desempenho dos cadeirantes, que chegam cansados e normalmente jogam no mesmo dia, tendo que retornarem cansados. Hoje a situação está no extremo, tendo como exemplo enquanto viajavam para representar o Rio Grande na 1ª Etapa da Liga Sul 2005, quando um dos veículos estragou e tiveram que retornar à Porto Alegre.
No ano anterior os atletas já haviam ficado sem transporte, mas dois dias antes receberam a notícia de que se locomoveriam de avião. Este fato ocorreu no Campeonato Brasileiro, após receberam a notícia de que não iriam custear o transporte da equipe, que seria a única representante gaúcha no campeonato, os cadeirantes pensaram em optar por automóveis até que receberam uma ligação da Base Aérea de Canoas informando que uma solicitação de transporte aéreo havia sido atendida. Então a equipe acabou seguindo à Anápolis de avião, uma experiência interessante mas ruim após acreditarem que não mais participariam.
Falta de transporte para os eventos, condições de planejamento (pois às vezes treinam mais não têm condições de ir aos campeonatos). Há um torneio internacional realizado em Mendoza/ARG, onde participam equipes da Argentina, Uruguai e Chile, em 2004 e 2005 a equipe brasileira foi convidada, mas este ano não tiveram condições de comparecer devido à falta de transporte.
Vontade e determinação não faltam para estes atletas gaúchos, o que os impossibilitam de estar presentes em campeonatos e trazendo mais títulos ao estado é a falta de apoio para a disponibilização de meios de transportes e espaços para treinos. Com estes imprevistos supridos, o Rio Grande do Sul passaria a contar com a participação dos cadeirantes em diversos campeonatos. E o melhor: trazendo títulos para o estado.
Se você sabe ou tem como ajudar entre em contato através do telefone: 51-98416381
Equipe INEMA
Fonte:
Luiz Portinho Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Luiz Portinho Publicado: Karine Viana DATA: 12/04/2005
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