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Praticante de Wind Surf, Wilhelm Schürmann já passou dez anos no mar junto à família, quando, inclusive, estudou por correspondência. Conheça um pouco mais dessa vida pouco convencional do aventureiro.
Com sete anos de idade Wilhelm Schürmann foi junto com a família, na época composta por mais quatro pessoas, percorrer o mundo num veleiro, por onde permaneceram por dez anos. Como era muito novo, afirma que se adaptou facilmente, imaginava possíveis aventuras com piratas e conhecer lugares incríveis.
A inusitada experiência foi considerada muito boa por Wilhelm. "Você não se dá conta até voltar e ver como é uma vida normal," diz. Segundo ele, o estudo por correspondência foi ótimo, visto que era possível fazer o próprio o horário e, muitas vezes, terminar o ano em apenas seis meses, mas sempre com disciplina.
Durante o tempo que ficou à deriva, Wilhelm conta que chegava a ler um livro por dia, além de pescar, ouvir música e estudar. Conforme afirma, o tempo passava mais rápido do que se pode imaginar. "Durante os turnos de vigia à noite, normalmente você está sempre atento e vendo se não muda o vento, se não vem chuva, se não tem navio por perto, fica olhando as estrelas e fica pensando na vida... quando vê, já está na hora de chamar o próximo e ir dormir com o barulhinho maravilhoso do mar". Com a descrição feita por ele é impossível não se imaginar vivendo a experiência.
As lições tiradas foram inúmeras, tanto que poderia escrever um livro. E ele costuma sempre dizer que viajar por dez anos é a maior faculdade da vida que existe, onde se aprende a desfrutar da vida com alegria, paixão e entusiasmo.
O mar se tornou algo indispensável em sua vida, tanto que não se imagina longe do que foi seu "chão" durante tanto tempo. Costuma dizer que seu sangue também é composto por água salgada e que não consegue ficar muito tempo longe do mar. Prova disto, é que acabou escolhendo ser windsurfista profissional.
O ingresso neste esporte ocorreu quando tinha dez anos, junto com o irmão David, na ilha de Martinica, no Caribe. Hoje, ele acredita que a grande influência veio do irmão, na época um tentava ser sempre mais veloz que o outro, e assim foram se aprimorando.
A primeira participação em campoenato surgiu aos treze anos, na ilha de Raiatea na Polinésia Francesa. Com isto, apaixonou-se pela competição e passou a se dedicar para tornar-se profissional.
Durante muito tempo foi preciso conciliar o esporte com as viagens da família. Na primeira viagem, realizada de 1984 a 1994, os Schürmann moravam no barco, assim, só era possível competir por onde passavam. Quando retornaram ao Brasil, começou a participar de vários campeonatos nacionais e internacionais. E, tão logo, vivia seu sonho de atleta profissional. Na segunda viagem, Magalhean Global Adventure, de 1997 a 2000, ele tentava sempre encontrar o barco quando não haviam competições.
O início pode ser visto como um pouco difícil. Por ter sido o pioneiro no Brasil a participar do Circuito Mundial Profissional, não tinha ninguém para viajar junto e, como não conhecia ninguém no começo, ficou um pouco mais complicado. Mas o fato de ter viajado tanto foi imprescindível para sua adaptação.
Entre as principais competições em que esteve participando está a PWA (Circuito Mundial Profissional), Campeonato Mundial de Fórmula, Campeonato Sul Americano, Campeonato Brasileiro, Jogos Mundiais da ISAF, EuroCup (circuito europeu), Campeonato Europeu, Campeonato Norte Americano, US open e inúmeros outros, totalizando mais de 100 campeonatos participados.
Com tantas participações no currículo e tanto amor pelo mar os títulos foram inevitáveis. Foi Vice-campeão Mundial da ISAF, Tri do Sul Americano, Bi no Brasileiro de Longa Distância, Campeão Brasileiro de Speed, oito vezes campeão Brasileiro Overall, Tetra no Brasileiro de Wave, Penta no Brasileiro de Slalom, Campeão Taitiano e também a quinta colocação no Circuito Europeu (EuroCup).
Para quem deseja ingressar no esporte e colecionar títulos como Wilhelm ele dá algumas dicas: "No começo é bom ter algumas aulas para pegar o básico, o bom do wind é que você pode fazer em represa, mar e lagoa, basta um pouco de vento para se divertir muito. Não desista no começo, pois parece difícil, mas garanto que fica fácil depois de algumas tentativas."
Wilhelm ainda acrescenta que não é preciso der super forte para velejar, e que o esporte se resume em "jeito". É preciso escolher o material certo para começar, não utilizando vela muito grande e pesada. "Divirta-se e não esqueça o protetor solar, isso é o windsurf, alegria e diversão com uma mistura de adrenalina e liberdade." Finaliza.
Hoje, disponibilizar tudo que presenciou tornou-se para o aventureiro e sua família uma grande emoção. Compartilhando as aventuras e levando tudo que presenciaram ao alcance de outras pessoas.
Maiores sobre as aventuras da família no site: www.familiaventura.com.br
Equipe INEMA
Fonte:
Wilhelm Schürmann Cidade:
Florianópolis-SC Fotos: Wilhelm Schürmann Publicado: Karine Viana DATA: 16/05/2005
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