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A tripulação do Brasil 1 tem cinco brasileiros, quatro deles que nunca participaram de regatas de volta ao mundo. Após os primeiros testes do veleiro, os estreantes sabem que teram que fazer muita força durante os 8 meses de competição.
"O barco é bem duro, para fazer todas as manobras precisamos nos esforçar bastante. Mas é surpreendente como o Brasil 1 é rápido", disse Kiko Pellicano, pouco antes de deixar Ilhabela em direção ao Rio de Janeiro. O Brasil 1 deixou o litoral norte de São Paulo na terça-feira pela manhã e chegou à Marina da Glória após 15 horas.
Nesta quinta-feira, os tripulantes voltam ao mar para continuar treinando. "Entrosamento vai ser fundamental. Como percebemos que o barco é muito pesado e exige força em todas as manobras, nossos movimentos têm de ser precisos sempre", analisa André Fonseca.
Fonseca, que acompanhou a construção do Brasil 1 desde o início, na cidade paulista de Indaiatuba, ficou orgulhoso com o resultado. "Não é muito normal colocar o barco na água tão rápido quanto nós colocamos e as primeiras velejadas foram muito boas. Agora é trabalhar para ter chance de chegar à frente", avisa.
Os estrangeiros da equipe também aprovaram o desempenho dos novatos. "Os garotos mais jovens são talentosos e só precisamos aprender a trabalhar em um barco assim. Como eles nunca fizeram uma regata como essa, é normal essa falta de experiência no começo para lidar com o barco e as posições. Mas em pouco tempo estaremos afinados", garante o proeiro Andy Meiklejohn.
O neozelandês mostrou desenvoltura durante os primeiros testes na água. Ele escalou o mastro inúmeras vezes. "Essa é a minha função. Quando me convidaram para o time, precisavam justamente de um especialista em mastros e escalar os mastros é algo que faz parte desse trabalho. Mas é muito legal ver como a vibração da tripulação está boa", completa Meiklejohn.
O Brasil 1 vei velejar até sábado, no litoral do Rio de Janeiro. No domingo, o barco sai da água e fica uma semana sendo ajustado. As primeiras análises em água serviram para afinar alguns instrumentos e analisar o comportamento das velas. A nova fase de testes começa assim que o veleiro voltar para a água.
A tripulação do Brasil 1 tem o comandante Torben Grael e os brasileiros Marcelo Ferreira, Kiko Pellicano, Joca Signorini, André Fonseca e o reserva Eduardo Penido, os estrangeiros Adrienne Cahalan (Austrália), Roberto Chuny Bermudez (Espanha), Andy Meiklejohn e Stuart Wilson (Nova Zelândia). O norueguês Knut Frostad só se junta ao time na África do Sul para as etapas dos mares do Sul.
O Brasil 1 é patrocinado por VIVO, Motorola, QUALCOMM, ThyssenKrupp, NIVEA Sun, Ágora Senior Corretora de Valores e Governo Brasileiro através da Apex (Agência de Promoção das Exportações do Brasil), Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Ministério do Turismo e Ministério dos Esportes e apoio especial da Varig.
A Volvo Ocean Race terá oito meses e os competidores navegarão por 31.250 milhas náuticas, mais de 57 mil quilômetros. A regata começa em 5 de novembro, com uma prova local em Sanxenxo, na Espanha. A primeira perna terá largada em Vigo, também Espanha, no dia 12 de novembro. A regata de volta ao mundo passa ainda por Cidade do Cabo (África do Sul), Melbourne (Austrália), Wellington (Nova Zelândia), Rio de Janeiro (Brasil), Baltimore, Annapolis e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Inglaterra), Roterdã (Holanda) e Gotemburgo (Suécia).
Mais informações: www.brasil1.com.br
Fonte:
ZDL de Comunicação Cidade:
Rio de Janeiro-RJ-Brasil Fotos: Marco Yamin Publicado: Camila Silveira Disegna Date: 15/07/2005
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Foto: Hector Etchebaster
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