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Altair Bordignon, tirou primeiro lugar na categoria Over, no 15º Enduro do Vinho, que ocorreu no dia 16 de julho de 2005, na cidade de Bento Gonçalves, RS. A Equipe INEMA conversou com ele e conta o que o piloto achou da sua participação na competição.
Para Altair, o Enduro do Vinho deste ano foi uma prova boa. Ele considera a região da Costa do Rio das Antas um local muito privilegiado para realizar este tipo de provas, pois possui ótimos locais e trilhas. "Participo do Enduro do Vinho a 12 anos já. A organização sempre apresenta trilhas diferentes, isso é muito bom." Ele ainda considerou a prova bem técnica, sendo que na primeira parte foi exigida as técnicas de navegação e roteiro dos pilotos.
A organização do evento, na opinião de Altair, é sempre muito boa. Em todos os anos que ele participou da prova de Bento, nunca houve motivos para reclamações quanto aos organizadores. Quanto a dificuldade, para o piloto as provas estavam acessíveis. "As trilhas que exigiam mais dos pilotos, que eram mais difíceis, nos tínhamos que descer e não subi-las," contou Altair. Ele cumpriu a prova em aproximadamente 6 horas e meia.
Altair ainda conta que houve uma trilha, próxima a ponte sobre o Rio das Antas, que no ano de 1995, já havia sido feita. O piloto diz que ela lhe chamou atenção, porque este ano, esta parte também era de descida. "Nunca botaram o pessoal pra subi-la, deve ser muito difícil," analiza. Altair ainda explica que essa trilha é uma das mais antigas da região.
Competidor de enduro desde 1889, Altair já ganhou 383 troféus e 35 medalhas. Desses são 22 vitórias, sendo 4 em brasileiros, 5 em campeonatos gaúchos e 6 vice-campeonatos. Também por isso, e por se dedicar bastante ao esporte, é que Altair sempre espera ficar no mínino entre os três primeiros colocados. Este ano, ele já venceu todas as etapas do AGPE/Rinaldi.
Altair brinca dizendo que seu interesse por motos começou antes mesmo de nascer. "Quando minha mãe estava grávida de 7 meses, ela estava na garupa da moto do meu pai, houve um acidente e meu pai a arrastou por alguns metros e eu sobrevivi. Depois, quando eu tinha um ano, em um outro acidente, caímos de moto e eu novamente sobrevivi. Meu pai depois, na década de 60 passou a vender motos. Com oito anos comecei a andar de lambreta e com 12 ganhei a minha primeira. Minha vida toda foi em torno das motos."
Porém, ele conta que seu interesse sempre foi mais voltado às motos grandes, de asfalto. Só na década de 80 é que começou a fazer trilhas. Em 81 comprei uma XL 250 e comecei em Off Road. As competições vieram a partir de 89. Para ele, que sempre foi apaixonado por motos, seu início nesse esporte não foi difícil. No primeiro ano quando competiu como estreante pela primeira vez ficou em 13º e acabou o ano campeão.
Com bastante experiência em navegação, ele conta que houve uma época em que ajudava um amigo, que fazia Off Road de jeep, a fazer navegação. "Ficava com um cronômetro, cuidando a quilometragem do carro dele e dando as indicações. Essa foi minha verdadeira escola de navegação", disse ele. Ele ainda contou que sempre teve equipamento de navegação inferior ao de seus amigos, e que isso não o impedia de ganhar deles. Apena em 2003, quando foi participar de uma etapa de um campeonato brasileiro, é que ele sentiu necessidade de comprar equipamentos mais modernos, mas ressalta que sempre se identificou melhor com os mais antigos.
Sua moto também, não é a mais moderna, pelo contrário. Ele brinca dizendo que em alguns casos, aparecem competidores com motos importadas e caras, enquanto a dele é simples, nacional, mas isso de forma alguma representa um empecilho para que ele dê o melhor de si e consagre-se campeão.
Aos iniciantes, Altair dá todo seu apoio e incentiva a gurizada. Como dicas, ele recomenda que o piloto de enduro de regularidade deve em primeiro lugar saber fazer o roteiro. "É melhor estar atrasado no cominho certo, do que em tempo certo no caminho errado". Segundo, o piloto deve sempre saber seu limite.
Dividindo uma metalúrgica com seu pai, Altair deixa sempre os finais de semana para fazer trilhas. "Só em três ocasiões não faço trilhas no final de semana: na sexta-feira Santa, em Dia de Finados e em Corpus Christis" ele ainda acrescenta que, não fuma, e bebe muito pouco. Isso porque considera esses vícios um mal para quem pratica qualquer esporte.
O trabalho, ele diz que não o atrapalha no esporte, pois sempre que é necessário se ausentar seu pai cuida dos negócios. Altair diz que competir ele pretende ainda por mais 4 ou 5 anos, mas trilhas ele fará até o dia que ainda conseguir subir numa moto. E, depois, qunado não puder mais com motos, continuará fazendo Off Road com jeeps. Tudo isso, porque pra ele é muito bom poder estar praticando esportes em contato com a natureza.
As competições mais importantes, de acordo com ele com certeza foram os brasileiros que ele participou por 7 anos. Nesses, ele ficou em primeiro lugar por 4 vezes, em segundo em uma ocasião e em terceiro lugar em duas. As amizades que são feitas durante os campeonatos, para ele é muito legal e muito compensador.
Com poucos patrocinadores, entre eles a Rinaldi que fornece pneus, Altair diz que apesar de ser difícil de conseguir, ele sempre manda seu currículo e está sempre procurando empresas que possam patrociná-lo. Quando o assunto é o esporte do qual ele tanta gosta, Altair não mede esforços para alcançar seus objetivos.
Equipe INEMA
Fonte:
Altair Bordignon Cidade:
Erechim-RS-Brasil Fotos: Lorena Herte de Moraes Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 19/07/2005
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