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Felipe Wemuth, ciclista em crescimento

Felipe Wermuth, ciclista catarinense patrocinado pela Sundown Bikes, vem se destacando cada vez mais nos campeonatos de Down Hill desde que começou a competir. Veja a seguir o que ele contou ao INEMA sobre sua carreira.

Desde criança, Felipe já gostava de bikes. Resolveu então, comprar uma BMX com a qual aprendeu a fazer saltos, curvas. Isso tudo, ele conta, fez sozinho, andando com amigos. Esportista, ele não demonstra interesse apenas nas bicicletas. Já teve moto e gosta muito delas. "Quando fiz 5 anos ganhei uma mini moto (panda) e adorei. Passei então a participar de corridas locais." Felipe também diz que quando ficou um tempo sem moto, não parou de pedalar. "Ainda voltei a andar de moto e fazer corridas, mas agora só estou pedalando, com saudades da moto, sem dúvida".

Nas Bikes, o que lhe atrai é a emoção, a agilidade, a rapidez necessária, mesmo que em muitas vezes não é possível se ver o que virá em frente. Felipe diz que no Down Hill (DH) é preciso estar pronto para qualquer situação que apareça, ou seja, o ciclista deve estar sempre um passo à frente da bike. Pedalar lhe proporciona um grande bem estar e muita alegria. "Aprendi que um atleta, por melhor que seja não vence sempre. É importante saber perder também e manter a humildade mesmo se for "o rei" da vez," comenta ele.

Sobre o Down Hill, ele fala que as pessoas ainda têm uma impressão errada do esporte, pois muitos acreditam que para praticá-lo não é preciso ter preparo físico, já que são só descidas. Mas, ao contrário, o Down Hill exige muito do físico. "Em uma descida todo o condicionamento do atleta é requisitado, são poucos minutos que demandam toda a energia." Felipe ainda lembra que é muito importante ter uma boa concentração para conseguir se manter relaxado antes das descidas.

Seu treinamento e preparo, o ciclista faz só com a Bike. De vez em quando ele pedala pela cidade para ficar mais íntimo do equipamento. "Brincadeiras assim ajudam, mas sem duvida é preciso treinar no ritmo de corridas para não ficar nervoso em competições e para ter referências quando se estiver competindo." Ele também faz alongamentos antes e depois da prática de qualquer esporte para não ficar com dores musculares e prejudicar o treinamento do outro dia.

Felipe diz não gostar de treinar sozinho, pois se ocorrer alguma acidente não haverá ninguém para auxiliá-lo. Por isso, ele sempre procura alguém que possa acompanhá-lo. Seus grandes companheiros de pedalada são seu irmão Guilherme Wermuth e os amigos Marlon Wiese, Mário Bacic. Esses moram na mesma cidade que o ciclista, Rio Negrinho, SC e sempre que podem o acompanham nos treinos. O pessoal do Cross Country também sai com ele.

Esses treinos são feitos aproximadamente 5 vezes por semana, isso quando não ocorre de ter algum compromisso inadiável, ou impedimento devido a condições climáticas. Na alimentação do atleta, muitas frutas, verduras e demais alimentos saudáveis. As gorduras e carnes em excesso ele procura evitar.

Num esporte onde tombos são inevitáveis, Felipe fala que já caiu muito, mas nunca houve quedas muito graves. Lesão séria, também não teve, apenas algumas de rápida recuperação, que só exigiram gelo e pomadas. "Tombos há como prevenir, não fazendo coisas muito arriscadas que não levam a nada." Para ele, o terreno mais adequado são os úmidos, sem muito barro nem poeira.

Felipe até hoje já correu uns 8 a 10 campeonatos nas categorias Júnior e Elite do Down Hill e na juvenil do Cross Country. Participar da competições, lhe proporcionam "As melhores emoções possíveis, adrelina, bem estar, vontade ganhar".

Ele avalia que o esporte está agora em crescimento constante, com um bom número de participantes. Na opinião dele, o reconhecimento também já é grande, apesar de não ser tão reconhecido quanto alguns esportes populares. No entanto, para que o esporte seja mais visto e conhecido, Felipe acredita que seja necessário o apoio da mídia. "Ela poderia mostrar os benefícios que esse esporte pode trazer, tanto para saúde física quanto para a mental." As Federações e os atletas contribuem bastante com o esporte hoje.

Admirar as paisagens dos lugares por onde se treina ou se compete, também é muito agradável. "Existem locais muito diferentes e muito bonitos que devem ser observados. Com as competições, já tive oportunidade de conhecer muitos lugares e considero isso ótimo quero continuar fazendo sempre. Pra aqueles que pretendem iniciar, Felipe recomenda que pedale sem compromisso, aproveite e dê um passo de cada vez. "Nunca é tarde pra nada. Se a pessoa tem vontade, é o que basta para começar, indo em busca de seus objetivos e criando metas."

O esporte, no momento está em primeiro lugar na vida do atleta. "Amo veículos de duas rodas. Minha vida gira em torno do esporte, talvez isso possa mudar, mas agora significa tudo pra mim" comenta Felipe que também tem o sonho de ser reconhecido mundialmente pelo esporte que pratica.

Sua homenagem ele deixa ao atleta Markolf Berchtold (também catarinense), devido à sua dedicação de tantos anos e também por ser o único brasileiro no DH que representa mundialmente o Brasil. Além de ele ser uma pessoa dedicada a ajudar os outros.

Entre os planos futuros de Felipe está a vontade de correr mais provas fora do país para poder aprender mais com o pessoal de fora e assim elevar sua pilotagem. Para aqueles que têm um sonho, ele diz que nunca desistam e que corram atrás dele. Ele ainda aproveita para agradecer a todos que já o ajudaram e estão ajudando.

Equipe INEMA

Fotos: Ximiti

Fonte: Felipe Wermuth
Cidade: Rio Negrinho-SC
Fotos: Felipe Wermuth
Publicado: Michele Wesner Fernandes
DATA: 01/08/2005 <%insert_data_here%>

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