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Aventuras de uma viagem a Machu Picchu

Depois de algumas reuniões, mapas marcados, o roteiro ficou definido. No dia 13 de janeiro de 2001, às 4h da manhã um grupo de amigos partiu para uma aventura até Machu Picchu, no Peru, passando pela Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

Saímos de Canoas, grande Porto Alegre-RS, onde moramos, rumo a São Borja fronteira com a Argentina. Viajamos o dia inteiro, 1.000 Km, dormimos em Resistência-Arg., cidade onde numa praça haviam árvores com o tronco gordo. Próxima parada , mais 1.000Km, Salta, muitos lugares para conhecer, escolhemos a Encosta do Bispo, no Parque Nacional Cardones.

Subimos o morro Piedra Del Molino com 3.348m sobre o nível do mar (m.s.n.m) , um lugar encantador, apesar de termos sofrido com a altitude, a primeira que enfrentamos, tivemos dores de cabeça, enjôos e ficamos um pouco desanimados. Continuamos nossa viagem até Purmamarca, cidadezinha tipicamente indígena, com casas de barro, almoçamos e partimos. Passamos por um salar, que é uma imensa salina em pleno deserto seco, a chuva do dia anterior tinha deixado um espelho de água que no horizonte confundia-se o fim da salina e o início do céu. Não podemos atravessar para o Chile no mesmo dia e tivemos que dormir em Susques, já na divisa. Era um povoado muito pequeno, nenhuma rua tinha qualquer tipo de calçamento, barro puro, hotel nenhum, só uma pensão, e havia somente um quarto disponível para quatro pessoas se não chovesse pois tinha muitas goteiras. As mulheres dormiram no quarto, os homens nas camionetes, ou melhor tentaram , pois o frio intenso, tinha nevado no dia anterior, e os males da altitude, 3.675 m.s. n.m, foram cruéis.

Partimos pela manhã em direção a San Pedro de Atacama. Chegamos na aduana, Paso de Jama , 4.200 m s.n.m. , eles tem tubos de oxigênio para quem necessitar. Era um lindo dia de sol, frio, neve à beira da estrada e uma altitude de 5.200m, só os motorista conseguiram ver a paisagem, pois o restante da trupe estava derrubada. Mas logo chegamos no deserto, bem mais baixo. Ao meio dia estávamos em San Pedro de Atacama(chegue antes da 12h pois a aduana fecha para o almoço). A cidade é pequena, os habitantes te recebem muito bem. Não existe calçamento também, só terra. O interessante que a meia noite desligam a energia elétrica só voltando a ligá-la às 7h da manhã.

Nosso primeiro passeio foi conhecer os gêiseres de El Tatio, uma aventura inesquecível iniciada às 3h30 da manhã, acompanhando um grupo de vans de turismo. Foram 95 Km nos altiplanos do deserto, a 4.000 m de altitude, uma estrada cheia de calamitas(costeletinhas), nossa voz saía toda tremida. A visão que se tem é de um caldeirão fervente, muitos vapores que cheiram a enxofre e devido a altitude é muito frio, tem gelo por toda parte, é algo muito lindo. Água fervendo saindo de dentro da terra, e aquela paisagem de gelo ao redor, imperdível. Voltando para a cidade fomos conhecer o Vale de La Luna, com suas montanhas de areia, e esculturas naturais de sal misturado com rocha, pois este vale já foi uma grande salina.

Depois de dois dias era hora de partir em direção a Iquique, litoral do Chile, zona franca, compra-se muito bem eletrônicos, relógios, binóculos ( o que foi muito útil) . Esta cidade é rodeada por uma imensa montanha de areia, as casa não tem telhas normais somente tábuas ou algo parecido, é muito seca pois não chove ha 40 anos, eles tem um sistema de alarme para toda a cidade no caso de algum foco de incêndio.

Acordamos às 5h da manhã com o tal alarme. Um mar lindo, o Pacífico, mas extremamente gelado, a turma não conseguiu tomar banho, cassinos lindos e à noite famílias vão a beira mar no calçadão, se divertir. Foi o lugar que melhor nos hospedamos. Saímos pela manhã chegamos em Moquegua à tarde, uma cidade barulhenta com um trânsito muito louco, não existe sinaleiras nem placas de trânsito, quem chega primeiro na esquina buzina e vai (leve um abafador de ouvidos quando for para lá), mas uma cidade tipicamente indígena, mulheres com seus chapéus adornados com muitas flores coloridas, saias muito armadas com direito a "pompom" e tudo mais. Outro dia, nosso destino agora é Puno, cidade a beira do lago Titicaca , almoçamos em Desaguadero, que também é a beira do Titicaca, mas do lado boliviano, foi aí que descobrimos porque nos recomendaram não comer carne, um grupo de pessoas tentavam colocar em cima de um ônibus um quarto de boi, já pronto para açougue, amarrado em cordas, esfregando na lataria sem nenhuma proteção. Cena de horror.

continua...

Fonte: Beatriz Silveira Disegna
Cidade: Canoas-RS-Brasil
Fotos: Camila Silveira Disegna
Publicado: Camila Silveira Disegna
Date: 25/08/2005 <%insert_data_here%>

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  Evento 3144 - Aventuras de uma viagem a Machu Picchu

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