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A aventura de Leandro Valim enfim realizou-se. De 7 a 11 de novembro de 2005, cruzou com sua moto, três países, Argentina, Uruguai e Chile. Em cinco dias percorreu mais de 5 mil quilômetros. Confira as dicas para uma viagem deste tipo.
O motociclista Leandro Valim, há poucos dias retornou de sua primeira grande aventura de moto. Conheceu o Uruguai, Argentina e Chile em cinco dias, percorrendo grande distância. Aos 34 anos, trabalha como contador em Porto Alegre e no mês de novembro, aproveitando seu período de férias, resolveu viajar, sozinho. Moto, roteiro, bagagem, documentos, são muitos os detalhes que precisou organizar para que sua viagem não tivesse imprevistos.
Viajar longas distâncias em pouco tempo, exige também preparo físico para suportar horas a fio, na mesma posição, sobre a moto. Leandro preparou sua resistência física com corridas ou caminhadas mais longas e acha importante a quem for fazer uma longa viagem de moto, trabalhar a musculatura de braços e pernas quando houver disponibilidade. Uma boa alternativa para quem nunca fez nada neste sentido, sugere ele, é numa primeira vez montar um roteiro de 800 km para então sentir como seu organismo se comporta.
Quanto à moto, Leandro afirma que é fundamental conhecer todos os componentes de seu veículo. "Na minha experiência o pneu não foi o adequado e numa próxima, já sei que preciso cuidar melhor desse aspecto," exemplifica. Também é importante observar o quadro de manutenção preventiva, normalmente encontrado no manual do proprietário e caprichar ao máximo com o básico, como pneus, relação e lubrificação.
Na bagagem, uma viagem de moto não permite que se leve grande quantidade de objetos e roupas. É preciso selecionar e levar o mínimo possível, somente aquilo que for indispensável. Leandro usou o mesmo macacão de couro em todo o percurso, trocava a camiseta e a roupa de baixo e nos trechos mais frios vestia também um agasalho de moletom e umas luvas cirúrgicas para diminuir a perda de calor nas mãos. Não esqueça também, de levar uma roupa de chuva.
Já o limite de tempo que você irá pilotar, Leandro explica que depende da resistência de cada um, do equipamento e da rodovia, planas, retas, curvas, influenciam para o desgaste físico do motociclista. Para ele, até sete horas de estrada era tranqüilo, mas depois que passava de dez horas, o cansaço começava a vencê-lo. Para amenizar, até paradas necessárias para o abastecimento ajudam a "esticar as pernas".
O modelo de moto que Leandro possui exige preocupação constante com o combustível, por isso foi necessário que se mantivesse atento ao odômetro parcial para ver o quanto havia rodado e ao mapa para verificar se haveriam cidades maiores no percurso a frente. Em alguns casos, perguntava quantos quilômetros até o próximo posto em cada parada. Por isso, antes de viajar de moto é preciso conhecer a média de consumo de seu veículo.
Em viagem a outros países, é importante que se respeite as regras vigentes lá, evitando confrontos ou incômodos com policiais. Leandro afirma que a abordagem da Polícia, foi a melhor possível, não teve quaisquer problemas. "Só me pediram para ver os documentos nas aduanas e num bloqueio de caminhões em Uspallata, ocasião em que o policial até me estendeu a mão e como todos os outros que só quiseram saber da moto e dos detalhes da viagem, somente me desejou boa sorte!"
Para hospedagem, o motociclista não fez nenhum planejamento anterior a viagem. Chegava ao local e lá então se informava sobre lugares onde a estadia era de baixo valor e onde a moto estivesse em segurança. Tudo ocorreu muito bem na viagem de Leandro. Foi a maior distância internacional já percorrida por ele que já havia feito outros percursos menores no Brasil.
Para quem conhece as dificuldades e os prazeres de se estar de moto na estrada, só mesmo situações muito adversas podem fazê-lo pensar em desistir. "Quando eu me deparei com aqueles 30 km de chão batido que não terminavam nunca, no final do segundo dia eu pensei no que eu estava fazendo naquele lugar. Mas, no outro dia, já com o corpo descansado, eu nem lembrava dessa idéia estava novamente focado em chegar aos Andes."
Leandro que é um apaixonado pelas motos, sonha agora em realizar outras aventuras, mas dessa vez acompanhado por amigos e pela namorada. Só mesmo se tivesse passado por uma grande dificuldade, como acidente grave ou risco de segurança ele não se veria motivado a repetir a viagem.
Quem quiser também programar sua aventura, Leandro aconselha, "não deixe de falar com quem já fez algo parecido ou principalmente com quem conhece o roteiro que se deseja percorrer."
Equipe INEMA
Fonte:
Leandro Valim Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Leandro Valim Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 21/11/2005
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