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Elcino e sua esposa Karla realizaram, entre maio e junho de 2005, uma viagem aos Lençóis Maranhenses. Confira a IV parte do relato de Elcino!
28.05.2005: De manhã ficamos conversando com pescadores nativos, não conseguimos mergulhar nos parrachos de Maracajaú devido ao tempo chuvoso e seguimos para Natal. A primeira providência aqui em Natal foi correr atrás de cabo de velocímetro, que quebrou no caminho, constatando a boa vontade e simpatia do povo potiguar - a mulher da primeira loja que paramos ligou para várias lojas até encontrar o cabo para nós. Realmente esta capital é diferente das que temos no sudeste e muito simpática, povo muito bom mesmo.
Estamos matando saudade de banho quente, café expresso, shopping (comida tailandeza deliciosa) e Internet. Brincadeira!!! Como se isso fizesse falta por onde passamos...Natal foi bom, shopping à tarde e forró à noite - a proporção era de dez mulheres para cada homem e o forró é do tipo brega. Do Rio até aqui em Natal já percorremos mais de 4.800 km.
Obs: -Nos preparativos da viagem revisei e lubrifiquei todos os cabos, trazendo para reposição somente o de embreagem, por ser o mais solicitado.
Quando chegar ao Rio, vou acrescentar os de velocímetro e contagiros ao conjunto de peças de emergência.
-O parabrisa que fiz está salvando o pescoço e o ombro (força do vento);
-Obrigado Erê, seu banco está salvando meu "rabo" e a patroa não reclamou nada até agora, pelo contrário, só elogiou;
-Outra providência importante para viagem longa é o tanque com maior capacidade.
29.05.2005: Saímos da cidade e fomos passeando pelas praias do sul - sempre surpresos com o crescimento urbano, almoçamos no mirante dos golfinhos (Búzios), seguimos por Nísia Floresta até a BR-101 em direção a João Pessoa e Campina Grande. Muita chuva no caminho; a rodovia de João Pessoa para Campina Grande é um tapete de mão única e duas pistas de cada lado.
Antes de chegar à "Princesinha do Agreste" tem a "fazenda das garças" que fomos obrigados a parar para apreciar algo incrível: - no final da tarde, milhares de garças vão se dirigindo para lá e as árvores ficam literalmente brancas de tantas aves, muitos bandos espalhados pelo chão e outros chegando sem parar. Nunca vi nada igual.
Campina Grande é muito bonita, limpa, organizada e muito geitosa, porém foi mais uma parada pra descanso e passeio na cidade (shopping, lagoa e restaurante). No "Manoel da carne de sol", restaurante tradicional no centro da cidade, foi servida a melhor carne de sol que já comi até hoje - uma delícia.
No hotel, que não era espelunca, aconteceu um fato que me tirou o sono: às 2:30 da manhã a Karla me pediu a água e falou: - tem um ponto de luz no meio da porta... Fui investigar e descobri um pequeno furo (feito com furadeira) a cerca de um metro de altura do chão que dava pra ver a cama, olhando do corredor pra dentro. Daí, fiquei imaginando mil coisas e querendo até chamar a polícia.
30.05.2005: De manhã o gerente, não entendendo como aquilo tinha acontecido, me levou pra ver os outros quartos e constatamos que só tinha naquele. Decidi não delongar o assunto nem minha permanência na cidade e fechamos a conta e partimos pra Caruaru. O caminho é muito legal, Serra da Borborema, com trechos cheio de pedras enormes, montanhas, criação de avestruz e outras curiosidades. Paramos em Toritama - terra do jeans e confecções - compramos blusa, cuecas e calcinhas e seguimos viagem.
O trânsito neste trecho é intenso, com muitas toyotas tipo "limusines" (alongadas) que me encantaram - dá vontade de ter uma, achei bonitas e muito charmosas. Esse é o principal meio de transporte coletivo aqui, sendo o equivalente de nossas vans e kombis, porém sempre com o teto cheio de mercadorias.
Caruaru é um barato, muito mais descontraída que Campina Grande, o povo é muito legal, prestativo e dá assunto pra gente sem frescura e na maior boa vontade. A famosa feira de Caruaru é muito legal, cheia de artesanato e produtos locais - estamos adorando. Amanhã e depois permaneceremos aqui para ir a museus e ver onde são os sítios arqueológicos e, é óbvio, curtir um autêntico forró. É uma pena que o "São João" ainda não começou.
A moto continua fazendo sucesso e despertando curiosidade, tanto por ser diferente das daqui (maioria 125) quanto pelas malas.
Segue...
Fonte:
Elcino Del Penho Júnior Cidade:
Maranhão-MA-Brasil Fotos: Elcino Del Penho Júnior Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 30/11/2005
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