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Esforço da ginasta-estudante Marina

Não há limites para os sonhos. A ginasta Marina Giongo, já se dedica há seis anos à Ginástica Olímpica. Concilia muito estudo com o esporte e sabe das dificuldades que ainda poderá encontrar no caminho de seus desejos.

Ginástica, competições, treinos mais dois turnos de aulas. Marina Anderle Giongo, aos dezessete anos precisa de muita disposição e responsabilidade para conciliar suas atividades. A estudante de São Leopoldo se divide entre o esporte, as aulas no curso técnico e no colégio. Difícil é, não só o tempo para tantos compromissos, mas mostrar aos pais que a paixão pela ginástica olímpica não é impedimento para um bom desempenho como estudante.

Inicia a trajetória

O início, foi por acaso, mas o interesse não. Marina, desde pequena tinha vontade de conhecer mais sobre o esporte praticado por uma prima de Porto Alegre, na época, faltou informação sobre os locais onde poderia fazê-lo, mais perto de sua casa. Freqüentadora da Sociedade Ginástica de São Leopoldo, a estudante pôde então, participar de uma aula de verão, ocasião em que os técnicos da ginástica montavam uma cama elástica próxima a piscina do clube.

Foi neste, um dos parelhos preparatórios da ginástica que ela descobriu que o clube também dispunha de escolinha de Ginástica Olímpica. Aos 12 anos, passou a aprender o esporte e a cada novo exercício se envolvia mais com ele. No início, os pais derem total apoio a Marina, mas com o tempo, passaram a encarar com receio o compromisso crescente da filha com o esporte - desde 2003 ela é parte da equipe do clube.

Ainda assim, ela afirma que vê-la na ginástica é para eles motivo de orgulho. "Meu pai sempre disse que agradece por eu me dedicar ao esporte e nunca ter seguido por um caminho ruim." A rotina da atleta está pesada agora. Pela manhã, vai a escola onde cursa o ensino médio e a noite, freqüenta as aulas do curso técnico. Para a ginástica, restaram as tardes, três por semana, 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras.

As demais atividades, ficam para o final de semana, mas sempre depois da escola, que merece cuidado e dedicação especiais. Marina ainda faz parte do grêmio estudantil de seu colégio, o que também exige envolvimento. Para se sair bem em tantas tarefas, ela ensina que o segredo é sempre tentar fazer o melhor possível, se dedicar ao máximo àquilo que se propõe.

Nos treinos, Marina divide espaço com a amigas Camila Korb, Marianna Pires, Daniela Link, Franciele Fernandes, Ana Paula de Moraes, Thaiane Nunes, Tainá Peres, Nicole Costa, Júlia Heckler, Josiane Damas e Victória Schroeder, atletas que compõem a equipe feminina da Ginástica de São Leopoldo. O grupo participa dos principais campeonatos estaduais e também do torneio nacional de ginástica.

Treinos e superação

Para não atrapalhar o rendimento nos treinos, a atleta procura fazer uma alimentação equilibrada, sem excessos para não engordar. No seu nível de treinamento, não há necessidade de controle rigoroso, como o fazem as meninas da seleção, por exemplo, mas os técnicos estão sempre atentos, o excesso de peso pode atrapalhar bastante o rendimento.

Marina sempre se sai muito bem nas provas de salto, aparelho onde conquista suas melhores notas e colocações nas competições. "A técnica é mais acessível e exige bastante força," explica. Por isso, sente-se mais a vontade praticando exercícios de salto do que no solo, mesmo que o último seja seu aparelho preferido. Ela gosta das seqüências acrobáticas no solo, que por lhe causar medo, também trazem sentimento de superação quando consegue deixar o receio de lado e executar os exercícios.

A trave, aparelho de equilíbrio, é eleito por ela como o mais difícil, pois qualquer descuido da atleta pode levar a quedas. Marina já levou alguns tombos desde que está na ginástica. Caiu de costas e ficou alguns minutos sem respirar e em outra ocasião, quebrou o dedo indicador. Nada grave, ela conta que está aprendendo a se defender destes "pequenos acidentes".

Normal em qualquer esporte, a simples possibilidade de vir a cair na execução de algum exercício, pode causar medo às atletas, principalmente quando o que se tem a fazer é ainda novidade. Marina confirma que sente medo ao realizar exercícios novos. As acrobacias, diz, são as mais temidas, pois envolvem técnica, controle corporal e tem pouco limite a falhas.

A Ginástica no Brasil

A ginástica olímpica, desde que Daiane dos Santos passou a conquistar bons resultados passou a ser vista e reconhecida. Marina acredita que o esporte tem hoje no Brasil a divulgação que merece e nunca recebeu. "O mais importante não foram as medalhas que a 'Dai' conquistou em nome do Brasil, mas o caminho que trilhou para que outras ginastas sejam também valorizadas. Hoje o país pode dizer com orgulho que tem uma das melhores equipes de ginástica olímpica do mundo."

Com o crescimento da equipe brasileira, o interesse em divulgar o esporte aumentou, o que também atraiu o olhar do público. As pessoas acordaram para uma modalidade esportiva ainda desconhecida a eles. A ginástica, diz Marina, sempre foi grande, um esporte de excelência que agora tem investimento em seus atletas. Isso, graças aos primeiros ginastas que conseguiram destaque na mídia.

A estudante tem admiração por esses guerreiros da ginástica, principalmente pela atleta Laís Souza que considera ser uma pessoa determinada, que sabe como alcançar seus objetivos. "Sempre muito simpática e atenciosa, não se deslumbra com o sucesso que começa a fazer. Outros atletas que possuem essas qualidades são o Mosiah Rodrigues, o Diego e a Daniele Hipólyto."

Sem grandes planos para o futuro, Marina diz que sempre sonhou chegar ao seu máximo dentro de esporte, independente do quanto isto possa ser. Ao podium, já subiu muitas vezes, recebendo medalhas por conquistas individuais ou por equipe, aperfeiçoou suas técnicas e hoje já conseguiu realizar muito daquilo que buscava. Marina sabe das dificuldades de se obter bons resultados, mas trabalha muito para sua melhoria.

Marina em campeonatos

Depois de importantes conquistas em campeonatos de nível estadual, Marina passou a ir a provas nacionais. Uma experiência muito válida que serviu também para concretizar seus objetivos e fazê-la encarar o esporte com ainda mais seriedade. "Este tipo de campeonato é necessário para que o treino não vire uma rotina desagradável e sem expectativas."

A atleta é Campeã estadual, RS - 2004, Copa Escolar de G.O de São Leopoldo e Campeã Estadual de 2ª Divisão, Vice Campeã 2005 - Torneio Gaúcho de G.O e obteve a 5ª colocação no Torneio Nacional de G.O em 2005. Ainda que com bons resultados, as vésperas de provas costumam lhe deixar apreensiva, nervosa, o que combate com momentos de alegria e descontração.

A Ginástica Olímpica é para ela uma base, onde passou já muito tempo e pretende permanecer por anos, mesmo que saia do esporte como atleta. "Sei que ainda há muito por vir e quero continuar na ginástica nem que seja como incentivadora."

A equipe feminina da Ginástica de São Leopoldo está a procura de patrocínio para o transporte das meninas de casa até o ginásio, para a participação em competições e alguns projetos. Contatos com o grupo podem ser feitos através da técnica:

Camila Corrêa
Telefone: (51) 30374900
E-mail: gosaoleo@gmail.com
Sociedade Ginástica São Leopoldo


Equipe INEMA

Fonte: Marina Anderle Giongo
Cidade: São Leopoldo-RS
Fotos: Marina Anderle Giongo
Publicado: Michele Wesner Fernandes
DATA: 13/12/2005 <%insert_data_here%>

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