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De 17 de dezembro de 2005 a 14 de janeiro de 2006 Alexandre Sampaio e seus amigos viajam pelo coração da América do Sul. Confira como foram os primeiros dias de viagem contados pelo aventureiro!
Churrasquinho de despedida no Motulak. Colamos os últimos adesivos nas motos e fomos dormir ansiosos pelo começo da viagem.
17 de dezembro de 2005 - Sábado, 489 km de asfalto
Fomos até a Motolak para as últimas despedidas e caímos na estrada. Nosso objetivo era um encontro de motociclistas em Canoinhas, o aniversário do Jakson Padilha. Ali passamos momentos muito agradáveis e furamos o primeiro pneu. Um prego no pneu traseiro da Fazer, nós mesmo arrumamos. A festa estava muito animada, com show do Elvis Couver.
Valeu Jakson, a recepção foi ótima e a festa inesquecível!
18 de dezembro de 2005 - Domingo, 779 km de asfalto
Saímos do acampamento em Canoinhas, tomando a BR 116, depois Campo do Tenente - Ponta Grossa, subindo a Transbraziliana, nossa conhecida da viagem ao Oiapoque - próximo a Ponta Grossa. A chuva começou a castigar, nos seguindo até alguns km antes de Araçatuba. Na entrada da cidade, um motociclistas se ofereceu para nos levar a um hotel, jantamos pizza.
19 de dezembro de 2005 - Segunda-feira, 572 km asfalto
Saímos de Araçatuba após a revisão das motos do Edson e do Geraldo na Multi-Motos, revenda autorizada Yamaha. Aproveitei para visitar um revendedor dos pneus Rinaldi local. Após ver a previsão de chuva na direção que pretendíamos seguir, em Alto Araguaia, optamos por desviar a viagem para Campo grande, onde chegamos sem chuva.
Visitamos a Vipeças, outro revendedor Rinaldi, e seguimos mais 50km para um hotel na beira da estrada em Bandeirantes. Aqui a natureza se mostrou exuberante, ao contrário das grandes plantações do interior de São Paulo. Tuius e Tucanos sobrevoaram a nossa passagem e macacos cruzaram o asfalto.
20 de dezembro de 2005 - Terça feira, 491 km de asfalto
Amanheceu chovendo e optamos por adiar a saída para as 9 horas. Mesmo assim, partimos abaixo de chuva que só parou após 100 km rodados. Nosso objetivo era Jaciara, perto de Rondinópolis, onde mora uma prima do Edson, a Tânia. Chegamos no meio da tarde e fomos recebidos pela filha dela, logo depois chegou a Tânia. Tomamos o primeiro chimarrão da viagem.
Na seqüência chegou outro primo do Edson, de Getúlio Vargas. Jantamos por ali e a conversa seguiu agradável até altas horas. Pernoitamos por lá. A família mora na cidade, mas vive de uma fazenda onde produz soja e milho. Estamos no compromisso de passar de novo na volta, para contar como foi a viagem.
21 de dezembro de 2005 - Quarta-feira, 50 km de estrada de chão e 737 km de asfalto
Saímos cedo da residência da prima do Edson em direção a Chapada dos Guimarães. No caminho, passamos os primeiros 50 km de estrada de chão. Foram tranqüilos, pois, estava seco.
Chegamos primeiro no marco do centro geodésico da América do Sul, uma bela vista para a região de Cuiabá, MS. Na seqüência fomos ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Conhecemos a Cachoeira Véu de Noiva e voltamos para a estrada. Na chegada em Sinop uma chuva de fim de tarde. Jantamos e dormimos cedo, pois, no próximo dia começaria o trecho de chão.
Sinop e toda a região tem crescido muito na agricultura, impressiona pela extensão dos campos de soja. A estrada é razoável, com muitos remendos e com acostamento de terra. Até aonde a vista alcança, as plantações ocupam a terra. O município tem cerca de 30 anos e abriga 200.000 pessoas. Crescimento propiciado pela a estrada que escoa a produção independente do clima.
Mas, também, reclamam que a situação econômica não foi favorável neste ano, os implementos agrícolas estão sendo vendidos com grandes descontos, e mesmo assim, não estão acontecendo investimentos.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Canoinhas-SC-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 05/01/2006
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