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Nos dias 13, 14, e 15 de janeiro de 2006 Ronésio e seus parceiros de jornada, Saulo e Mauro, realizaram uma viagem que culminou com uma trilha inesquecível. Confira a parte I de como foi esta aventura!
Em 2003 eu e o Saulo saímos de Imbé e fomos até o canyon Fortaleza e rodamos 620 km por trilhas e estradas de chão batido em três dias. Desta vez a proposta inicial era ir de Canoas até Cambará do Sul para melhor conhecer a região e registrar tudo em fotos para o Inema.
Para isto, contávamos com um mapa do exército bem detalhado e uma bússola, além da boa vontade dos moradores dos locais por onde passávamos que nos davam informações dos caminhos a seguir.
Nossa jornada começou em Canoas de onde saí às 6:30 da manhã, pela Avenida Ozanan, Estrada do Nazário até Santa Tecla onde encontrei o Saulo e Mauro me esperando, vindos de São Leopoldo.
Após as fotos iniciais, fomos pelo interior de Santa Tecla até Morungava, onde atravessamos a RS-020. Seguimos em direção a Glórinha pelo Passo do Pinto e chegamos na Costa do Miraguaia. Esta região é muito bonita e tiramos belas fotos. O mapa utilizado estava desatualizado e mostrava apenas as estradas principais. Desta forma fomos explorando as trilhas até chegarmos nas estradas mostradas no mapa. Passamos pela localidade de Imbiraçu e pegamos a estrada em direção à Santo Antônio da Patrulha.
Atravessamos pela cidade alta e fomos até o município de Caraá, onde abastecemos após rodarmos 132 km chegando em torno de 13 horas. Almoçamos um excelente almoço caseiro e como o dia estava muito quente fomos até a prainha do Rio dos Sinos onde ficamos de molho na água para nos refrescarmos.
Após este descanso, seguimos em direção a Riozinho por estradas vicinais e por trilhas, cada uma melhor que a outra. Nos perdemos em alguns trechos, mas quem tem boca vai a Riozinho e não foi difícil encontrar o caminho, chegando na cidade pelas 17 horas, após rodarmos 184 km desde a saída e minutos antes de desabar o maior toró, para refrescar (um pouco) o dia abafado. Fui dormir cedo e passei uma noite de cão, devido ao calor e aos mosquitos que sugaram metade do meu sangue, mas a canseira era tamanha que dormi de qualquer jeito.
No sábado, acordamos cedo e após tomarmos um café reforçado e abastecer as motos seguimos até a Cascata do Chuvisqueiro, onde tiramos belas fotos e conhecemos outra cascata que fica ao lado. Como não podia deixar de ser, tomamos um banho de cascata. Seguimos pela localidade de Chuvisqueiro e subimos a serra por uma antiga estrada que virou uma excelente trilha, com belas paisagens e o arroio Chuvisqueiro no fundo do vale, passando pelo Quebra Cabo e chegando na estrada São Francisco-Barra do Ouro, junto ao Rincão dos Kroeff.
É praticamente impossível descrever a beleza da região. A cada momento, parávamos para tirar fotos, pois não tínhamos pressa. Seguimos em direção a São Francisco e entramos no Potreiro Velho, seguindo por uma estrada de fazenda em direção a Tainhas.
Foi então que resolvemos conhecer uma trilha que tinham nos falado, onde o pessoal de Caxias do Sul descia e saia na Rota do Sol. Nossa verdadeira aventura começou nesta trilha por volta das 13 horas. Começamos a descer e de cara vimos que as dificuldades seriam grandes. Porém não tínhamos noção do tamanho da enrascada que estávamos nos metendo
A trilha em questão é um caminho por onde o pessoal da região maneja o gado de baixo para cima da serra. As descidas são em "S" curtos e íngremes, com diversos degraus de pedras e cavas enormes onde a moto cabe inteira. As curvas são fechadas, nos obrigando a manobrar as motos em alguns trechos puxando pelo quadro.
E tome descida, degraus e mais degraus e um visual de arrasar, que compensa qualquer esforço. Por falar em esforço, é necessário um bom preparo físico para encarar esta trilha. Por diversas vezes, paramos para recuperar o fôlego e descansar os braços.
Em uma bifurcação da trilha, pegamos à esquerda e a trilha ficou cada vez mais difícil. Resolvemos deixar as motos e seguir a pé cerca de 1,5 km para ver se estávamos no caminho certo. Sábia decisão, pois chegamos em uma casa no meio do nada onde o morador, que vivia isolado de tudo e de todos, nos disse que a trilha terminava na sua casa. Voltamos após nos refrescarmos e pegarmos água no riacho de águas cristalinas que descia da serra.
Continua...
Fonte:
Ronésio da Silva Cascaes Cidade:
Canoas-RS-Brasil Fotos: Ronésio da Silva Cascaes Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 23/01/2006
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