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Uma aventura de Bike. Adepto do cicloturismo, sempre que pode Pedro Marcon Neto pega sua bicicleta e põe o pé na estrada. Pedalando, ela já conheceu belas cidades do Brasil e da Argentina, por exemplo, onde esteve de 20 a 28 de janeiro de 2006.
Já são dez anos de aventuras. Quando começou a andar de bike, a idéia do motorista aposentado, Pedro Marcon Neto, 62 anos, era apenas praticar um esporte saudável. Depois, começou a pedalar longas distâncias e logo já era adepto do cicloturismo. Com paciência, sem qualquer pressa de chegar, ele descobre muitas cidades, lugares e contempla belíssimas paisagens por onde passa.
Na companhia do amigo, parceiro de muitas viagens, Carlos José Lucas, também 62 anos de idade, Marcon pegou sua bike, arrumou as malas e se dirigiu à rodoviária de Porto Alegre, de onde pegariam um ônibus em direção a cidade de Paraná, na Argentina, o ponto de partida do passeio dos amigos. Era 20 de janeiro de 2006 e juntos, os companheiros iniciavam mais uma de suas aventuras rumo ao desconhecido.
Foi uma viagem de oito dias, bonita, tranqüila. A idéia dos parceiros era iniciar o passeio em Paraná, onde atravessariam um túnel de três quilômetros, por baixo do Rio Paraná até a cidade de Santa Fé, AR. Mas, este projeto precisou ser abandonado já que a passagem pelo túnel é proibida para ciclistas. "Fiquei triste, claro, mas tudo bem, ainda assim vimos o túnel de longe e prosseguimos viagem a Santa Fé, só que, pela estrada," conta Marcon.
Ao chegar na cidade os dois percorreram alguns bairros, onde puderam conhecer um pouco sobre a vida no local, viram monumentos e outras atrações. Segundo Marcon, tanto Paraná quanto Santa Fé, são municípios muito bonitos, organizados e ainda contam com a beleza do rio, encanto dos turistas que por lá passeiam. De Santa Fé, a pedalada agora levaria os amigos a São Lourenço, mais uma parada para contemplação.
No caminho, chamou a atenção de Marcon o Porto San Martin, importante porto fluvial da América Latina. Por decisão do amigo, que prefere parar menos, os viajantes viram-no apenas de longe, fizeram algumas fotos de navios ancorados e seguiram adiante. No almoço, o cardápio agradou, tanto que, ainda hoje, Marcon relembra o prato servido com água na boa. Peixes de rio eram oferecidos em muitos estabelecimentos e os amigos não poderiam sair de lá sem provar as delícias da cidade portuária.
"Antes de São Lourenço, em uma pequena cidade, paramos para almoçar e provar o peixe. Nos foi servido postas de surubim, primeiro a milanesa, depois com molho e pra finalizar, surubim coberto com queijo Rockfort. Tudo isso, acompanhado por um vinho Michel Torino, que além de ter preço baixo, estava uma delícia."
Depois de muito peixe e vinho, a viagem prosseguiu. Chegaram a São Lourenço, bela cidade, e seguiram pela Baigorria, onde deparara-se com uma casa de bikes. Lucas queria comprar uma peça para sua bicicleta e por isso os amigos pararam na Bike House. O material que precisavam, não encontraram, mas conquistaram amigos e ganhar alguns presentinhos, chaveiros, canetas, camisetas.
Em São Lourenço ainda, os aventureiros foram mais uma vez alvo da curiosidade dos habitantes, que fascinados, queriam saber para onde iam, o que fariam. "Uma senhora veio conversar conosco, fez perguntas - vem da onde, pra onde vai - queria saber sobre nós e a viagem. Quando dissemos a ela que nosso destino era Buenos Aires, ela ficou ainda mais encantada, falava: 'que lindo, que lindo', querendo mostrar que achava muito legal nosso passeio."
São Lorenço - Rosário. O próximo destino guarda também suas surpresas aos visitantes. Cidade com muitas belezas, Marcon a compara com Porto Alegre, tentando dar uma noção de seu tamanho. Foram dois dias de pedaladas pelas ruas planas e amplas do local, entre casas grandes e bonitas. Em Rosário encontraram também muitas lojas de bike, passaram pela Costaneira Norte e Sul, pela elevada na beira do rio e viram a bela ponte que ligas suas margens. Esta diz, lembra a de São Franciso, Califórnia, com seus cabos e arquitetura deslumbrante.
Por ali, também não era permitida a passagem de ciclistas, então, foram em frente no roteiro, rumo a última parada do trajeto traçado por Lucas, Buenos Aires. Como na estrada livre que precisariam pegar para chegar a capital argentina, bicicletas não podem trafegar, e na Ruta 9, o fluxo de caminhões na pista era muito intenso, devido as atividades do Porto San Martin, os ciclistas fizeram de ônibus os 400 km.
Na argentina, diz, o respeito com os ciclistas é muito grande, mas seguir pela estrada seria complicado, temiam atrapalhar o trafego dos veículos. Ao chegarem a Bueno Aires, hospedaram-se em um hotel e já com suas bicicletas percorreram inúmeros pontos turísticos. Porto Madeira, Costaneira Norte e Sul, La Plata, Punta de Los Niños, a última pela formação de suas casas coloridas, Marcon compara com a Disneylândia.
Mas, de todos os locais, o destaque fica para Tigre, em Buenos Aires. De onde estavam, 60 km de pedalada passando pela Casa Rosada, do presidente da república, e outros belos locais turísticos. "Tigre é um lugar muito legal! O caminho até lá também é lindo e agradável, as avenidas são amplas dentro da cidade, passa por mansões e as ruas são alamedas fechadas por árvores. Foi este o passeio que mais gostei de fazer."
Em Tigre ainda, os ciclistas visitaram a feira de artesanato e fizeram um passeio de barco no Delta do Tigre, onde puderam ver muitas ilhas e casas bonitas. Para as crianças, o lugar ainda conta com um parque de diversões que deixou Marcon admirado.
Os amigos pedalaram em média 7 horas por dia. Difícil precisar, já que paravam de tempos em tempos para ver e fotografar alguns lugares. Depois de cumprido o objetivo, chegar até Buenos Aires, arrumaram os alforges, as bikes e foram ao aeroporto, a volta seria de avião. Opção do amigo Lucas, que cansado de viajar, não queria passar muitas horas dentro de um ônibus.
Equipe INEMA
Fonte:
Pedro Marcon Neto Cidade:
Paraná - AR-EX Fotos: Pedro Marcon Neto Publicado: Michele Wesner Fernandes DATA: 08/02/2006
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