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Em Sapucaia do Sul, no Parque Zoológico, uma equipe treinada, com todo o preparo que se faz necessário, cuida da saúde de mais de mil animais que habitam suas dependências e fascinam visitantes.
Como vivem os animais
Em uma área de 160 hectares, 1210 animais vivem harmoniosamente o convívio com a natureza, visitantes e funcionários do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul. Uma equipe que conta com 20 tratadores, 3 veterinários além de biólogos e zoólogos, é responsável pelos cuidados e bem estar dos animais.
O tratador, explica Renato Petri Leal, biólogo e funcionário do Parque há mais de quarenta anos, é a pessoa mais próxima ao animal. É dele, portanto a responsabilidade de observar e analisar se todos os bichos sob seus cuidados estão saudáveis. A rotina do tratador é toda direcionada aos cuidados com os recintos e bem estar das espécimes que habitam seu setor.
Conforme narra Leal, os funcionários destinados aos cuidados com os animais se dividem por setores. Todos os dias, assim que chegam ao zoológico, fica a encargo deles fazer uma vistoria no setor para ver se seus habitantes passam bem. Então, começam a limpeza em cada um dos recintos. Esta "faxina," até que seja feita em todos as selas, pode levar o dia inteiro.
Em cada uma das selas em que entra, enquanto limpa o recinto e alimenta os animais, o tratador observa-os atentamente para ver se estão com comportamento normal, uma mudança pode significar doença. Alguns animais são alimentados uma vez ao dia, outros duas. "Até no momento da refeição, o tratador deve ficar atento, um bicho que não está comendo normalmente pode ter algum problema e é preciso investigar o porquê," completa Leal.
Quando se descobre no setor, algum animal doente é também o tratador que auxilia em sua remoção até os veterinários. Por isso, são estes funcionários tão próximos dos bichos e para desempenhar tal função, faz-se fundamental um treinamento. "Antes de começar no trabalho o funcionário assiste a palestras e aprende as formas adequadas de executar seu serviço. Também, passa algum tempo apenas acompanhando o trabalho dos tratadores antigos, para só então poder sair sozinho."
Tantos cuidados ajudam a preservar não só a integridade do funcionário como a dos animais. Os "moradores" mais ferozes do parque zoológico, também recebem a visita diária dos tratadores, mas claro, este não divide espaço na sela com eles. Leal fala que os recintos das feras são divididos em duas salas. O funcionário tranca o animal em uma delas, enquanto limpa a outra.
Com cuidados, segurança e preparação adequada, o Parque Zoológico de Sapucaia está há muitos anos sem registrar acidentes em suas dependências. Proporcionar um ambiente seguro, entretanto, requer conhecimentos e cuidados desde a construção do recinto onde ficará o animal, até o tratamento saudável dos mesmos.
"Um recinto deve ser construído observando-se três aspectos: o animal, que deve estar seguro dentro de sua sala, sem que a mesma seja invadida por outros bichos; o tratador, que deve estar livre de perigos e certo de que não terá contato com o animal; e o visitante, que conta com parapeito e telas de proteção que evitam a queda dentro da sela," explica Leal.
Animais em extinção
No Parque Zoológico de Sapucaia habitam alguns animais em ameaça de extinção a nível estadual, nacional ou mundial. A lista abaixo é composta por animais citados por Renato Petri Leal, zoólogo do parque.
As Aves:
Papagaio de Peito Roxo
Sabiá-Sica - papagaio que habita o norte do Brasil
Ararajuba ou Guarajuba
Papagaio Charão
Arara Azul
Harpia ou Gavião-Real
Côndor Andino
Os Mamíferos:
Tamanduá Bandeira
Tamanduá Mirim
Jaquatirica
Urso de Óculos
Onça Pintada
Anta
Animais maiores:
Rinoceronte Branco
Elefante
Girafa
Porco do Mato
Bugio Ruivo
Macaco Aranha
Sagüi de Cara Branca
Chimpanzé - animal africano
Mandril - animal africano
Fonte:
Renato Petri Leal - Seção de zoologia
Equipe INEMA
Fonte:
Parque Zoológico - Sapucaia do Sul Cidade:
Sapucaia do Sul-RS-Brasil Fotos: Luciano Wosiack Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 10/02/2006
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