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O carioca Flávio Cardozo encontrou no Sandboard uma paixão. Unindo natureza e adrenalina, ele se entregou ao esporte e fala sobre sua carreira como atleta.
Quando foi apresentado ao Sandboard por amigos, Flávio Cardozo se apaixonou pelo esporte e desde então, não parou mais. O técnico de segurança no trabalho nasceu no dia 15 de janeiro de 1973, na cidade carioca de Niterói e já pratica há sete anos.
A atração vem do contato com a natureza e a paixão por adrenalina. Incentivos não faltam para o ajudar a deslanchar no esporte. Renato Marendino, Raphael Garcia, a RedCullei, marca local, e a Academia BodyClub, que oferece toda a preparação física, são essenciais para o desenvolvimento do atleta. Apoios constantes.
Cardozo já participou de competições, na verdade, num único torneio realizado em Cabo Frio / RJ. Resultado? Incrível. Apesar de ter sido um, o primeiro lugar na categoria Big Air, e o segundo na Free Style garantiram uma conquista inesquecível:
"Esta conquista foi muito importante para mim, mas não pratico o Sandboard para competir e sim para curtir a natureza e a adrenalina do esporte. Já até pensei em sair para competir, mas a falta de apoio não nos deixa sonhar tão alto, além de eu não gostar de competir", confessa.
Ele afirma que sempre encontrou dificuldades, mas graças ao apoio de importantes pessoas, conseguiu se reerguer a cada queda. O atleta apenas lamenta a atitude, vaidade, de alguns sandboarders que, segundo ele, só pensam em se autopromover e esquecem que o esporte e a amizade que valem.
O Sandboard tem tudo para se desenvolver mais e mais, exceto por duas barreiras que insistem em não baixar a guarda, para Cardozo, a falta de apoio e a dificuldade de acesso aos locais de prática. Segundo ele, em Cabo Frio, a principal duna fica um pouco distante da cidade, e a do centro tem a prática proibida, onde há um Sambaqui.
Deixando as dificuldades um pouco de lado para olhar o esporte por si só, será que existe algum segredo para boas manobras e um aproveitamento máximo do esporte? Segredos não, mas um preparo adequado e supervisionado por um responsável:
"Ter muita atenção, verificar o equipamento, passar vela ou cera no fundo da prancha e ter muita calma. O excesso de confiança pode trazer problemas. Ouça sempre o instrutor e só arrisque quando se sentir seguro", adverte.
O melhor momento da carreira de Cardozo foi quando o esporte estourou na sua cidade. Não há alegria maior para um esportista que acompanhar a evolução de uma paixão. Ele, também instrutor de Sandboard, juntamente com outros, foram chamados a participar de vários programas televisivos, entre eles, Esporte Espetacular e Globo Esporte. "Valeu pela divulgação do esporte e pela diversão", agradece.
Para o técnico, o reconhecimento do esporte ainda é zero. Conforme ele, no seu estado ainda é fraco, mas em Santa Catarina e no Ceará, a história é bem diferente. Em sua visão, o Sandboard é bem organizado e apresenta ótimos atletas nestes dois estados.
Apesar da repercussão ainda estar em fase de amadurecimento, Cardozo conta com o apoio da RedCullei, loja surf/skate, e da Academia BodyClub: "Tenho muito a agradecer a estas empresas, pois sem elas, as coisas seriam mais difíceis", reconhece.
O Sandboard é um esporte para todos os gostos e para todas as idades. Agrada crianças, jovens e adultos, sendo, de acordo com o atleta, a manutenção que mantém a chama da vida acesa. Convergência para a evolução:
"O esporte transforma as pessoas", fala, lembrando o que mais chamou sua atenção ao longo da carreira de sete anos. A chama do amadurecimento. Cardozo aproveita para acrescentar preciosas dicas para um bom começo:
"Ter paciência, disposição e não pular etapas. A presença de um instrutor é muito importante nas primeiras descidas", enfatiza.
Equipe INEMA
Fonte:
Flávio Cardozo Cidade:
Cabo Frio-RJ Fotos: Flávio Cardozo Publicado: Natália Cagnani DATA: 13/02/2006
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