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Marcelo Fuzinato, proprietário da GAIA Expedições revela dicas e mostra como é a preparação para uma viagem à Amazônia, um local ainda desconhecido e de difícil acesso.
Com a disputa para decidir quem é o verdadeiro "dono" da Amazônia e a devastação constante de sua vegetação pela extração da madeira e outras riquezas de suas florestas, o amanhã é incerto. A existência da região vive ameaçada. Uma empresa procura levar aventureiros numa viagem que pode ser a última.
Apesar de não ser parte do lema da GAIA Expedições, a visita à Amazônia sempre é seguida por "bis". Passando por uma rota variada, com inovações anuais, boa parte do país integra este roteiro, entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais e São Paulo:
"O planejamento foi feito com a intenção de percorrer todas as estradas da Amazônia. BR 163, Transamazônica e BR 319, ligando Humaitá a Manaus, por terra", relata, apontando que o roteiro foi traçado a partir dali.
Os estados que fariam parte da trajetória foram considerados com base nas distâncias que seriam percorridas e nos possíveis graus de dificuldades durante a viagem. Para Marcelo Fuzinato, proprietário da empresa, a meta era percorrer todas as estradas do estado, desvendando cada pedacinho do desconhecido.
Destinos pouco conhecidos demandam uma preparação maior, a GAIA Expedições aconselha um planejamento de, no mínimo, seis meses, com muita pesquisa ou a média, um ano.
Tratando-se da Amazônia, muitas surpresas podem estar aguardando os visitantes pelo caminho. Grandes atoleiros de caminhões, onde pequenas quedas costumam acontecer; pontes precárias e dificuldade em conseguir informações corretas. Fatos um tanto corriqueiros, mas nada que um bom preparo e uma equipe especializada não possam resolver. Isso explica a escolha de veículos 4x4 para realizar tal expedição:
"Só com veículos 4x4 preparados você percorre as estradas da Amazônia. Na minha opinião só tem vantagens e nenhuma desvantagem, pois você pode atravessar um atoleiro de dimensões enormes e sair numa rodovia asfaltada e lisinha e continuar rodando com toda a tranqüilidade", argumenta.
Fuzinato ainda acrescenta algumas dicas valiosas para uma manutenção do carro, sem surpresas desagradáveis. Para ele, experiente em viagens do gênero, o básico é ter pneus lameiros, guincho, comunicação entre os veículos, sistemas de navegação via satélite e muita disposição.
Os carros são peças chave para uma expedição de sucesso, onde toda a bagagem, "o kit de sobrevivência", é acomodada. No entanto, outros cuidados devem ser tomados. Roupas adequadas também são importantes. Como a temperatura na região é muito alta e a taxa de umidade elevada, um vestuário leve é o ideal. Calças e botas são bem-vindas, devido ao relevo.
Há trechos em que a denominação "deserto" cai bem. Alguns pontos são isolados da civilização, por assim dizer. O aconselhável, conforme Fuzinato, é levar suprimentos para cinco dias, em casos de períodos longe de qualquer abastecimento, água e combustível reserva.
Além dos cuidados básicos, os aventureiros devem atentar ao fato da saúde. A Amazônia é conhecida pelos altos climas e pelas chuvas intensas e constantes. Os horários, entre idas e vindas, também devem ser selecionados para evitar riscos maiores. As densas florestas e águas salubres depositadas em alguns locais, principalmente, na zona rural, são palcos perfeitos para a contração de Febre Amarela e Malária, comuns na região. A vacina é primordial, quando não há, o repelente é a salvação, já que os mosquitos estão por trás de sua transmissão.
A equipe se preparou bem para a hora do descanso. Quando pousadas e hotéis à beira da estrada estavam na rota, sono tranqüilo garantido, mas a falta de acomodações não é problema para viajantes bem preparados. Barracas amarradas no teto dos carros são uma boa pedida para situações de emergência.
E quando o estômago fala mais alto? O que fazer? Restaurantes à beira da estrada fazem parte do roteiro de um planejamento organizado, na falta de um, nada como uma comidinha caseira preparada pelos próprios aventureiros. Com preparação e conhecimento, ninguém passa sufoco. Expedições não exigem alimentação especial.
A Expedição Amazônia realizada pela GAIA conta com três carros e seis pessoas experientes em viagens longas e Off-Road. Fuzinato explica que, ao longo da viagem, as funções de cada um vão se destacando. Uns cuidam da comida, outros do roteiro, da navegação, do apoio, e assim por diante. A recomendação é estar sempre em grupo, um ajudando o outro:
"Sozinho jamais. A administração pessoal é mais complicada em viagens longas, mas todos devem sair de casa com a cabeça empenhada em vencer os desafios e ser solidário durante a expedição. Paciência e respeito entre os integrantes são fundamentais para que as coisas dêem certo", esclarece.
Para a aventura ficar completa, Fuzinato revela um último, mas não menos importante, conselho: Procurar informações com quem já foi ou já conhece bem o local, preparar-se e estar ciente das dificuldades que poderão aparecer pelo caminho. Enfrentar desafios, com responsabilidade.
Ele ainda acrescenta os cuidados tomados pela GAIA antes de aventurar-se pela Amazônia:
"Conhecemos a região e temos contatos na maioria dos lugares. Além disso, sabemos dos imprevistos que podem ocorrer, transmitindo segurança e apoio às pessoas que viajam com a gente. No caso da Amazônia, levamos um mecânico especializado para apoiar o comboio também".
Equipe INEMA
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Amazônia-AM-Brasil Fotos: Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Publicado: Natália Cagnani Date: 14/02/2006
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