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Em Janeiro 2003 foi realizada a Expedição - Trekking em Torres del Payne e El Chalten. Confira como foi o deslocamento!
A ida, sete dias:
Saímos de Campinas dia 10 de janeiro, passando pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No caminho visitamos amigos em Curitiba (Claude e Eliane) e em Erechin (Moa). Entramos na Argentina por Uruguaiana e tomamos a ruta 14 em direção sul. Nós recomendamos a quem for para a Argentina, passar pelo Uruguai e entrar por Fray Bentos. Deve-se evitar cruzar as províncias de Missiones e Entre Rios no norte da Argentina, pois os guardas rodoviários corruptos destas províncias se especializaram em extorquir os turistas brasileiros.
Depois de Zarate, contornamos Buenos Aires pela ruta provincial 6 até encontrar a ruta 3 em direção ao sul. A ruta 3 segue ao longo da costa Argentina por mais de 2.600 km, passando por regiões muito bonitas e interessantes. Uma delas é a Península Valdez, onde pode-se ver pingüins, lobos do mar e elefantes marinhos e, dependendo da época do ano, baleias. Desta vez escolhemos acampar na Playa Dorada um pouco ao norte da Península Valdez (acesso por 50 km de ripio a partir da ruta 3). Lá aproveitamos para montar a placa de plástico transparente que iria proteger o nosso pára-brisa das pedradas do ripio. No total, viajamos seis dias até chegar à cidade de Cmte.
Luis Piedra Buena, já na Província de Santa Cruz (onde há um único hotel e um restaurante). Pouco depois desta cidade saímos da ruta 3 e tomamos a ruta 9 (em ripio) em direção oeste, para El Calafate. Esta estrada é muito bonita e segue o vale do rio Santa Cruz até encontrar a ruta 40. Ali, em Rio Bote, tomamos a direção sul por um asfalto esburacado e ripio, para Tapi Aike (onde há somente um posto de abastecimento) e o cruzamento de fronteira em Cancha Carrera.
A aduana argentina fica no meio do nada. Depois dos tramites toma-se uma estrada de ripio de uns 10 km até chegar na aduana chilena. Depois que entramos no Chile, as rodas de um carro que ia em sentido contrário arremessaram uma pedra no nosso pára-brisa que chegou a quebrar a proteção de plástico, mas o vidro ficou intacto. Depois de entrarmos no Chile, trocamos dinheiro, andamos mais uns 120 km em ripio até a entrada do parque (onde pagamos a entrada em pesos chilenos) e acampamos no Campamento Torres, ponto de partida do Grande Circuito. Fomos recepcionados por uma chuva fria e vento (normal). As torres estavam encobertas pelas nuvens.
Na Argentina há sempre uma estação de serviço (posto de abastecimento) a cada 150 km de estrada federal (asfalto ou ripio). Mas isso não garante que haja combustível porque há locais muito remotos onde o reabastecimento chega com pouca periodicidade. É importante levar combustível de reserva suficiente para andar, pelo menos, 200 km.
Deve-se levar em conta que o vento fortíssimo da Patagônia aumenta muito o consumo de combustível. De um modo geral as estradas são muito bem sinalizadas, inclusive as de ripio, e o povo é muito hospitaleiro e cordial. Em todas as províncias argentinas, com exceção de Missiones e Entre Rios, fomos muito bem tratados pelos policiais rodoviários. Para saber mais sobre a documentação para viajar na Argentina e Chile veja em "Fronteiras e Aduanas" no link Expedições. Para ter uma idéia do que se deve levar numa viagem destas consulte a nossa "check-list".
Por Marco A-De Paoli e Tércia Pilomia
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Campinas-SP-Brasil Fotos: Marco-A. De Paoli e e Térica Pilomia Publicado: Berenice Correa Date: 23/02/2006
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