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Trekking em Torres del Payne e El Chalten V

Em Janeiro 2003 foi realizada a Expedição - Trekking em Torres del Payne e El Chalten. Confira como foi o retorno!

Começamos a volta no dia seguinte. Em El Chalten arrumamos o carro bem cedo, pois queríamos chegar até a cidade de Perito Moreno, pela ruta 40 em ripio. A temperatura estava 13 oC e nós, já aclimatados, estávamos de sandálias, camisetas e bermudas. Na estrada cruzamos com um sorridente ciclista pedalando a favor do vento. Fomos deixando aquela parte da cordilheira para traz e, depois de 90 km, reencontramos a ruta 40. Seguimos para o norte.

Durante umas quatro horas de viagem passaram quatro ciclistas japoneses e um carro, naquele dia a estrada estava movimentada! Depois decidimos tirar uma foto do primeiro ciclista que aparecesse. Apareceu um americano do Alaska que vinha empurrando a bicicleta. O vento lateral estava tão forte, que ele cairia se subisse na bicicleta para pedalar. Era um tipo simpático e feliz. Conversamos um pouco e seguimos viagem para Bajo Caracoles, onde abastecemos e pegamos a estrada para a Cueva de las Manos, onde iríamos ver as famosas pinturas rupestres da Patagônia. Foi um desvio de 40 km de ripio e "costelas", mas valeu a pena. Pagamos a taxa de entrada na "Cueva de lãs Manos" e havia um guia que nos deu explicações sobre a origem das pinturas e as mostrou. Além disso, a paisagem do "canyon" (cañadon) do Rio Pintado é maravilhosa.

Voltamos para a ruta 40 já no final da tarde e viajamos mais uns 50 ? 60 km até encontrar um ótimo e barato camping à beira da estrada, chama-se Casa de Piedra. Decidimos dormir ali. Depois descobrimos que havia uma trilha a pé que ligava este camping à Cueva de las Manos, mas já era tarde. A maioria dos turistas vem do norte, por isso não havia sinalização ao sul indicando esta trilha. No outro dia seguimos para Perito Moreno.

No caminho encontramos um casal de alemães viajando de moto (duas KTM) e com um pneu rasgado. Os ajudamos emprestando o compressor para encherem o pneu de reserva. Eles já estavam no terceiro pneu rasgado na ruta 40! Em Perito Moreno fizemos compras, abastecemos no posto BR e seguimos para o norte. Seguimos para Rio Mayo, Gov. Costa (asfalto) e Esquel, onde chegamos por volta das 20:30 h. Neste trecho retiramos o plástico que protegia o pára-brisa pois já estava todo marcado e riscado, além disso pretendíamos andar em asfalto o resto da viagem.

Em Esquel conseguimos um ótimo quarto em um tipo de motel e depois jantamos. Nesta cidade há um quartel, um presídio, uma pista de esqui e muitos hotéis e chalés para alugar (cabañas).Em Esquel mandei trocar o óleo do motor da Tiazinha e engraxar geral em um posto Shell. Enquanto isso a Tércia foi até a antiga estação ferroviária ver o trem Maria Fumaça turístico, que vai de Esquel a El Maiten. Depois de cuidar da Tiazinha, fomos conhecer Trevelin (9 km), onde há um museu contando a história da colonização do lugar.

Voltamos a Esquel, fizemos umas compras e saímos retomando a ruta 40. Andamos um pedaço em asfalto e depois entramos em um trecho de ripio em direção a El Maiten, onde chega o trem histórico. Depois de mais alguns quilômetros de ripio retomamos o asfalto para Bariloche. Cruzamos a cidade e tomamos uma estrada que vai ao longo do vale de um rio. Seguimos até a pequena cidade de Piedra del Aguilla, onde comemos e dormimos. No dia seguinte continuamos até a capital da província, Neuquem, e tomamos a direção norte para cruzar o deserto na província de La Pampa. O cruzamento do deserto é feito por uma estrada asfaltada de 200 km reta e plana. Dormimos na capital desta província, Santa Rosa, uma cidade pequena e muito agradável.

Na saída, no dia seguinte, passamos por uma Toyota branca brasileira parada em um posto. De Santa Rosa entramos na província de Buenos Aires e seguimos para Zarate. Depois de cruzar as pontes do Rio Paraná procuramos entrar no Uruguai em Gualeguaydiu. Antes de sair da Argentina passamos em um grande supermercado e compramos uma caixa do nosso vinho argentino preferido.

Saímos da Argentina, cruzamos o Rio Uruguai, e fizemos os trâmites aduaneiros. Fomos diretos para Fray Bentos, onde já sabíamos que havia um ótimo camping à beira do Rio Uruguai (havíamos acampado ali em 1990 em uma viagem com nossa primeira Toyota e as crianças ainda pequenas). Armamos a barraca e caímos nas águas mornas do rio. Era a nossa primeira "praia" depois de quase um mês de viagem.

Dia seguinte acordamos com chuva e cruzamos o Uruguai para o norte debaixo de uma chuva torrencial. Entramos no Brasil pela Barra do Guaira e seguimos para São Borja, onde dormimos. No caminho de volta ainda paramos em Erechin para rever o Moa e jantar com a turma do Jipe Clube de Erechin. Chegamos em Campinas no dia 6 de fevereiro as 22:30 horas. Foi uma viagem inesquecível.

por Marco A-De Paoli e Tércia Pilomia

Fonte: Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições
Cidade: Campinas-SP-Brasil
Fotos: Marco-A. De Paoli e e Térica Pilomia
Publicado: Berenice Correa
Date: 23/02/2006 <%insert_data_here%>

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  Evento 3872 - Expedição Torres del Payne e El Chalten 2003

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