|
De 06 de dezembro de 2005 a 22 de janeiro de 2006, Bozoka realizou a Expedição Motomarítima saindo de Fortaleza à Antártida. Confira a 3° parte da grande aventura!
11/12/05 - Cruzando Alagoas. Sergipe e Bahia:
Hoje o dia foi bem proveitoso e podemos até adiantar nossa rota. Nosso ponto final do dia era a cidade de Estância em Sergipe, mas conseguimos ir mais adiante e cruzar o Estado da Bahia. Saímos de Maceió, capital alagoana, depois de um passeio pelo centro histórico e orla da cidade. Maceió possui vias largas e sinalizadas que facilitam a locomoção, tanto de carros quanto de pedestres, pelo calçadão.
Na avenida à beira mar ficam os melhores restaurantes e hotéis da cidade. Na praia da Pajussara, uma das mais visitadas, muitos pescadores oferecem passeios de jangada até os recifes que ficam em alto mar e formam piscinas naturais. Sem dúvida esse deve ser um passeio que realmente vale a pena. Mas não podíamos nos dar o deleite. Era preciso pegar a estrada.
Nos despedimos de Maceió, com a bela paisagem do rio Manguaba, e seguimos pela BR 101 em direção ao estado de Sergipe. Na rodovia o tráfego de caminhões é intenso. Caminhões-cegonhas, carretas e baús...a maioria vem carregado e viaja em alta velocidade. Parecem não temer as curvas da Br 101. Por isso, quem passa por aqui é preciso redobrar a atenção.
No caminho registramos dois acidentes. No primeiro, um caminhão que levava frutas e cana-de-açúcar virou numa curva. Parte da carga foi saqueada por pessoas que moram próximo ao local do acidente. No outro, o motorista teve menos sorte. Ele não morreu, mas tombou em frente ao posto da polícia rodoviária de Sergipe. Foi desviar dos cones de sinalização e acabou batendo num poste de iluminação.
Nossa última parada em Sergipe foi a cidade de Própia. A cidade possui uma vista panorâmica do Rio São Francisco. O "velho Chico", que neste ponto, passa por processo de revitalização. O rio é a fronteira molhada entre os Estados de Alagoas e Sergipe. Cruzamos Sergipe e chegamos á Bahia. No estado baiano percorremos poucos quilômetros. Como já tínhamos passado da rota, que era a cidade de Estância (SE), resolvemos parar na cidade de Alagoinha e seguir só amanhã em direção à Feira de Santana para pegarmos a Br 116.
12/12/05 - Atropelamento na BR 116:
Deixamos a cidade de Alagoinha, a 114 quilômetros de Salvador, capital bahiana e seguimos em direção ao sul do estado. Nosso objetivo era a cidade de Feira de Santana.
Feira de Santana é uma cidade que surgiu da união de estradas que antigamente era utilizadas por vaqueiros. Por conta dessa movimentação, hoje a cidade possui o principal entroncamento rodoviário das regiões norte e nordeste do país. A rotatória da acesso às Br 101, BR 324 e Br 116 (que neste trecho é conhecida como Rio-Bahia) e muitas outras rodovias estaduais. Feira de Santana é hoje a segunda cidade mais populosa do estado.
Um alerta para quem não conhece a região é prestar muita atenção nos acessos às Brs. Um erro na entrada das rodovias pode fazer o motorista perder muito tempo para voltar a rota.
Na cidade deixamos a Br 101 e entramos na Br 116. O trecho de Feira de Santana até a cidade de Argoim está totalmente danificado. Além dos inúmeros buracos na estrada, o perigo aumenta devido aos veículos de carga no contrafluxo, a falta de sinalização e de acostamento. Muitos motoristas se arriscam em ultrapassagens perigosas e acabam provocando muitos acidentes. Um fato nos deixou extremamente abalados.
Presenciamos um garotinho, de aproximadamente oito anos de idade, sendo atropelado. Uma Topic, que fugiu do local sem prestar socorro à vítima, colheu o menino de frente e passou por cima dele. Bozoka que vinha atrás do carro quase se envolvia no acidente, mas conseguiu desviar do garoto. Ele não teve condições de ajudar porque um caminhão que trafegava em zigue-zague atrás dele o impedia de parar.
Quando o nosso carro de apoio que vinha atrás passou no local o menino já estava no chão. Outro motorista parou para ajudá-lo, mas em vão. Foi uma pena não termos conseguido identificar a Topic. Paramos um pouco à frente e decidimos ficar em uma cidade mais próxima. Nosso destino do dia era a cidade de Vitória da Conquista, mas resolvemos ficar em Jequié.
13/12/05 - Dia de planejamento em Jequié (MG):
Hoje não "pegamos a estrada". Escolhemos o dia para fazer revisão da moto e do carro, refazer a rota, comprar remédios, acessórios do carro de apoio e alguns equipamentos para filmagem. Mas essa também foi uma parada estratégica para descansarmos. Estamos fazendo uma média de 500 quilômetros por dia e como já estamos rodando há mais de uma semana, foi melhor parar. E a cidade de Jequié, tranqüila e pacata foi perfeita para um bom descanso.
Na cidade também compramos mais remédios, como: comprimidos para purificar água, analgésicos, vitaminas, protetor solar e pomada fibrase para queimaduras devido à um pequeno imprevisto que aconteceu com o Bozoka. Ele queimou a mão com um maçarico ao soldar o escapamento do carro de apoio. Já que o dia foi de revisões, a gente aproveita o espaço para reforçar a segurança e dar dicas de acessórios para quem pensa em realizar em se aventurar nas estradas de moto.
1. Dois capacetes (chuva e sol)
2. Air Bag para Motociclistas ( HIT AIR)
3. Blusa de tecido que permite que o corpo transpire.
4. Cotoveleiras
5. Veste com protetor acoplado de canela joelho e quadril
6. Calças impermeáveis
7. Camelbak (bolsa de água)
8. Luvas de chuva e de pilotagem
9. Óculos para o dia (azul ou transparente) e para a noite (lentes amarelas)
10. Cinta Abdominal
11. Capa de chuva
12. Botas Impermeável com dispositivo bloqueador que previne torções e fraturas de tornozelo.
14/12/05 - Minas debaixo de muita chuva
Saímos de Jequié(BA), ainda de madrugada, para evitarmos o trânsito intenso da BR 116. Nosso destino era a cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais. A BR 116 é o temor de muitos que viajam e conhecem bem as estradas do país. A rodovia é considerada uma das piores (senão a pior) do Brasil.
Mas até cruzar a divisa da Bahia tivemos que permanecer na tão temida rodovia: esburacada, sem sinalização, sinuosa e perigosa. Desde a cidade de Manoel Vitorino (BA) à Cândido Sales (BA) o asfalto está totalmente danificado.
Este, até agora, foi o nosso pior trecho. Foram mais de 200 quilômetros de buracos e mais buracos. Após 25 quilômetros da divisa entre a Bahia e Minas Gerais, um alívio para a Expedição: a BR 251. O trecho até a cidade de Salinas (MG) é simplesmente um "tapete". Dá gosto trafegar pela rodovia e admirar a paisagem.
A BR cruza a Serra do Espinhaço que oferece belas paisagens rochosas. Em alguns trechos a água jorra das pedras formando pequenas bicas de água gelada e cristalina. Não há quem resista. (Nem nós). Paramos para um pequeno banho. Hoje o céu nublado ameaçava trovoadas. Mas a chuva que pegamos foi pouca porque rodávamos contra o movimento das nuvens.
Chegamos em Montes Claros(MG) às seis e meia da noite (sem horário de verão) mas ainda estava claro. Tivemos que adiantar o relógio e rodar a cidade para procurar um hotel. A maioria estava sem vagas. Montes Claros é a maior cidade do norte de Minas e um importante entroncamento rodoviário que liga as regiões Centro-Oeste e Nordeste.
Fonte:
Bozoka Cidade:
Estância-SE-Brasil Fotos: Bozoka Publicado: Berenice Correa Date: 24/02/2006
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|