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Expedição Motomarítima IV

De 06 de dezembro de 2005 a 22 de janeiro de 2006, Bozoka realizou a Expedição Motomarítima saindo de Fortaleza à Antártida. Confira a 4° parte da grande aventura!

15/12/05 - Visibilidade zero e muita chuva:
Na hora do café da manhã veio a notícia. A interdição da BR 262 que liga Uberaba à Belo Horizonte, capital mineira, foi o assunto principal das manchetes e páginas dos jornais locais. O bloqueio da rodovia foi provocado pelas fortes chuvas que caem no Estado nos últimos dias.

Como na nossa rota havia uma cidade do triângulo mineiro (Uberlândia), logo ficamos preocupados. Mas por sorte nosso caminho é outro a BR 365. Saímos bem cedo de Montes Claros (MG) e pegamos muita chuva e neblina. Em alguns trechos a névoa dificultava a visibilidade. O campo de visão não passava de trinta metros, por isso a velocidade máxima era de cinqüenta quilômetros por hora.

Nos livramos da interdição, mas ainda tivemos que enfrentar buracos, com muita névoa. Os trechos da BR entre as cidades mineiras de Montes Claros e Jequital, Luislândia do Oeste e Patos de Minas, Patrocínio e a entrada da cidade de Romaria, também estão em péssimas condições de tráfego. Restos de pneus e cargas na estrada. Esse são os prejuízos de quem viaja pelas rodovias brasileiras. No caminho registramos várias cargas perdidas. Mas em alguns trechos da rodovia, já existem homens e máquinas trabalhando na recuperação da estrada.

16/12/05 - De Minas à São Paulo:
Hoje o dia foi bem tranqüilo. Tudo aconteceu como prevíamos. Até mesmo a chuva anunciada pelas previsões locais, não caiu. Com o dia ensolarado, foi fácil concluir a meta do dia: a cidade de São José do Rio Preto(SP).

Saímos, bem cedo, de Patos de Minas pela BR 365. Dormimos em um hotel fora da cidade, próximo à rodovia, para facilitar nossa saída pela manhã. Na BR registramos mais um acidente. Esta já é a quinta ocorrência em menos de duas semanas de viagem. Um caminhão de defumados foi desviar de um buraco e capotou. Rodamos pela BR 365 até Uberlândia (MG), sede dos maiores distribuidores e atacadistas do país.

Mas não ficamos muito tempo na cidade. Bozoka parou apenas para fazer algumas ligações e nós do carro de apoio fomos aos correios, enviar a segunda matéria da Expedição. Depois da BR 365 seguimos pela BR 153, também denominada rodovia transbrasiliana até São José do Rio Preto. Chegamos ao estado de São Paulo às quatro horas da tarde (cinco no horário de verão).

17/12/05 - Descanso em São José do Rio Preto (SP):
Depois de enfrentar o mau tempo em Minas Gerais, com muita chuva, vento frio e estradas danificadas resolvemos descansar hoje. Aliás estamos na estrada há três dias percorrendo quatrocentos, seiscentos e quinhentos quilômetros respectivamente.

O compromisso com a Traxx em Maringá (PR) marcado para este sábado teve que ser adiado para a segunda-feira. ão José do Rio Preto é uma cidade do interior do Estado de São Paulo, a 444 quilômetros da capital. A cidade é tranqüila, arborizada e organizada. Pouco se compara a agitação das cidades próximas à capital.

18/12/05 - De São José do Rio Preto (SP) à Maringá (PR):
Depois de um dia, merecido, de descanso estávamos ansiosos para "pegar" a estrada. O nosso próximo destino é a cidade de Maringá. A cidade paranaense fica a 432 quilômetros de Curitiba, capital do estado, e 413 quilômetros de Foz do Iguaçu (de onde deixamos o território brasileiro para entrar no Argentino)

Percorremos a BR 153 até Marília, interior de São Paulo e depois passamos pela estadual SP 333 até Florínea. Em território paulista não pagamos nenhum pedágio, mas ao entrar no Paraná começaram as cobranças. Apesar de, para quem viaja, ser dispendioso pagar pedágio, pelo menos temos a certeza de que vamos encontrar boas estradas pela frente. E depois da BR 116, as rodovias pedagiadas do Paraná são um grande alívio.

Pagamos três pedágios: Um de R$ 7,40; outro de R$ 4,40 e R$ e o último de R$ 5,40. Apesar da rodovia paulista ser o caminho mais curto para a cidade de Maringá (passamos por Sertanópolis, Warta e Rolândia - outra opção seria a BR 309 passando por Cornélio Procópio até Londrina) é preciso ter cuidado com os acessos. Nesta região são muitas as estradas que levam à pequenas cidades paranaenses.

Por conta desses acessos, nós do carro de apoio perdemos o bozoka de vista. O fluxo caminhões dificultou as ultrapassagens e o carro acabou ficando para trás. Como a moto está fazendo um bom desempenho (chega até 100k/h), foii difícil ficarmos juntos o tempo inteiro.

Chegamos à Maringá à tarde. E como não conhecíamos a cidade nosso ponto de encontro foi a revenda Traxx da cidade. O representante regional da Traxx Airton Luce que já estava a nossa espera e o dono da revenda na cidade Alysson Dalquana já planejaram todo o evento amanhã. Para quem não conhece, Marília é um local encantador. Como a cidade é planejada, o centro possui uma beleza estética sem igual, com lojas, trânsito e fluxo de pedestres organizados

O lugar fica ainda mais bonito por causa da arborização das ruas e da arquitetura de prédios. A catedral da cidade foge à regra das construções d muitas cidades do país. O Parque do Ingá, que fica ano coração da cidade, oferece várias opções de lazer, além de compor o cenário natural da cidade.

19/12/05 - De Maringá à Foz do Iguaçu (PR):
Nos despedimos de Maringá com uma visita à revenda Traxx da Cidade. No Atacadão Duas Rodas Motors, Alysson Dalquana, dono da loja, reuniu a imprensa local para entrevista com o Bozoka. Na revenda estiveram cinco equipes de reportagem de emissoras e jornais locais. Alysson acredita que a presença da Expedição é um grande incentivo aos clientes e uma oportunidade para muitos conhecerem a loja.

O Atacadão Duas Rodas Motors ainda não foi inaugurado, a loja possui apenas quatro meses. Mas o local já é muito conhecido na cidade devido à fábrica de bicicletas que funciona atrás da revenda. Em pouco tempo a "Duas Rodas" vendeu mais de vinte motos. Isso se deve a experiência que o proprietário tinha no segmento. Para ele a escolha pela Traxx foi só uma questão de tempo.

"Notei que o mercado tinha uma carência de outras marcas de motos. Quando conheci a Traxx achei que o custo-benefício iria ser bem melhor. E deu certo. A Traxx possui motos com design moderno, mais arrojado...." afirmou Alysson Dalquana. Os lançamentos da Traxx, como as motos de 150cc e 250 cc devem chegar à loja em Abril.

Deixamos a cidade de Maringá e fomos á Foz do Iguaçu (cidade Tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai). Trafegamos pela Rodovia BR 369 em direção à cidade de Cascavel. Depois seguimos pela BR 277. O trajeto é o melhor possível: sem buracos, com boa sinalização, a única desvantagem são os pedágios. Desta vez pagamos cinco. E tudo em dobro: para o carro e para a moto.

Em Foz do Iguaçu fomos muito bem recebidos por Reynaldo Vieira, integrante do Moto Clube "Guatis das Cataratas" - Foz do Iguaçu, que gentilmente nos cedeu sua chácara para ficarmos na cidade.

Fonte: Bozoka
Cidade: Belo Horizonte-MG-Brasil
Fotos: Bozoka
Publicado: Berenice Correa
Date: 24/02/2006 <%insert_data_here%>


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  Evento 3814 - Expedição Motomarítima -Bozoka

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