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De 06 de dezembro de 2005 a 22 de janeiro de 2006, Bozoka realizou a Expedição Motomarítima saindo de Fortaleza à Antártida. Confira a 5° parte da grande aventura!
22/12/05 - Conhecendo a Usina de Itaipu:
Uma viagem como esta nos dá oportunidade de conhecer pessoas especiais e lugares incríveis. Nestes dias que ficamos aqui em Foz do Iguaçu excluímos nossa visão preconceituosa da cidade. Foz é muito mais do que a Ponte da Amizade. É uma cidade bem planejada, bonita e de comércio organizado (me refiro á AV. Brasil no centro da cidade de Foz).
Aqui na cidade tivemos a oportunidade de conhecer também a maior hidrelétrica do Mundo: a Usina de Itaipu (Em segundo lugar fica a hidrelétrica Guri na Venezuela e em terceiro a Grand Coulee nos EUA).
A Usina Hidrelétrica de Itaipu foi construída em 1975, no Rio Paraná. A Usina completou 22 anos de produção de energia e com geração de 14 mil megawats de potência nas dezoito das vinte turbinas existentes. Na época da construção 40 mil pessoas trabalharam nas obras. Um ritmo de trabalho equivalente à construção de um prédio de 20 andares a cada 55minutos.
Em 2004, foi eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno, juntamente com o Eurotúnel (no canal da Mancha), O Empire State Building (EUA), a torre da Canadian National (Canadá), o Canal do Panamá, a Golden Gate Bridge (EUA) e as obras de proteção do Mar do Norte (Holanda). Mas a Usina não é totalmente patrimônio brasileiro. É binacional: parte do Brasil e parte do Paraguai.
A energia produzida aqui abastece 25% do consumo brasileiro e 90% do paraguaio. Do lado brasileiro a distribuição, para a região sudeste, é feita pela Subestação de Furnas. E como o nosso anfitrião Reinaldo Vieira é engenheiro civil da obra (podemos dizer que ele "é o cara") fizemos a "visita técnica" (realizada por profissionais, engenheiros e técnicos. Existem ainda as visitas especiais e as realizadas por turistas) e tivemos acesso à lugares reservados e de alta segurança, como salas de controle, de segurança... Chegamos a descer, de elevador, 60 metros abaixo do nível do rio.
O que mais nos impressionou nessa visita foi ver de perto as turbinas funcionando e entrar dentro da barragem. Acreditávamos que a barragem era feita de concreto maciço por dentro, mas é totalmente oca. As placas de concretos foram construídas e montadas uma a uma. Isso permite caminhar por dentro da barragem. A sensação é impressionante. O local é úmido e as paredes são geladas. No verão as placas de concreto absorvem a umidade e tudo lá dentro fica frio. É como se estivéssemos em um ambiente com central de ar condicionado. No inverno é o contrário, fica quente.
Tudo na Usina é grandioso e colossal. O concreto utilizado na obra poderia construir 210 estádios como o Maracanã (RJ) e o volume de rochas e terra removidas em Itaipu é equivalente a mais de duas vezes o volume do Pão de Açúcar. E é isso que desperta o interesse e a curiosidade de muitas pessoas. O completo turístico do Itaipu recebe, por mês, cerca de 1500 visitantes de vários países. Deixamos a dica: Conheça Itaipu.
23/12/05 - Conhecendo as Cataratas do Iguaçu:
Um passeio à Foz do Iguaçu não seria completo sem uma visita à Usina de Itaipú e às Cataratas. Como já tínhamos visitado à Usina ontem não custava nada estender o passeio. As cataratas ficam à uns 17 quilômetros do centro de Foz do Iguaçu, na divisa do Brasil com a Argentina.
Cada país tem seu próprio Parque Nacional. Do lado brasileiro, que é muito mais estratégico do que o argentino, é possível caminhar por um passarela e ficar bem próximo às cataratas. O lado brasileiro integra um conjunto de 275 quedas, formadas pelo rio Iguaçu, com extensão de mais de dois quilômetros na fronteira.
Além de poder ficar bem perto das quedas e sentir a força da natureza, o visitante ainda pode fazer passeios de botes de borracha até a base das quedas, um trekking pela reserva ou visitar o parque das aves. E como sempre tivemos sorte, a melhor época para ver as cataratas é neste período, no qual começa o verão e quando as chuvas são rápidas e o volume de água é maior.
O único alerta do guias do parque é não alimentar os Quatis, animais silvestres que vivem na reserva, vez por outra, aparecem para a admiração dos turistas. Os Quatis são agressivos e podem transmitir a raiva. Foi uma pena mas não conseguimos ver o animal. Fizemos apenas o registro de um tucano....Lindo e solto na natureza. O Parque Nacional do Iguaçu é patrimônio da humanidade e abriga a maior faixa de floresta nativa da região. E é um daqueles lugares em que você constata como a natureza é tão perfeita.
24/12/05 - Véspera de Natal na Argentina:
O dia hoje foi cheio de emoções e contratempos. Perdemos uma hora (marcada em relógio) no congestionamento da fronteira Brasil-Argentina. Depois do engarrafamento ainda tivemos que passar por barreiras sanitárias, carimbar os passaportes, fazer o registro dos equipamentos na aduana e trocar real por pesos argentinos. Com o tempo perdido na fila, gastamos muita gasolina e assim, não podíamos seguir viagem. Em um posto, que estrategicamente fica depois da Aduana, pegamos outra fila para abastecer o carro e a moto Traxx.
Depois seguimos viagem....mas em pouco tempo fomos parados por quem já esperávamos: a polícia argentina. Nas quatro barreiras policiais que encontramos pela frente, fomos parados em três, só neste primeiro dia no território de ?Los Hermanos?. Em todas as barreiras, os policiais pediram passaportes, explicações sobre o motivo da viagem e principalmente queriam ver o seguro do carro, com validade no Mercosul. Como tomamos todas as precauções, eles só podiam dizer: adelante*.
Percorremos a Rota 14 da província de Missiones, em direção à cidade de Buenos Aires, capital do país. Pagamos quatro pedágios, mas pelo menos eram mais baratos do que os brasileiros: AR$ 2,70 pesos (US$ 1,00 dólar eqüivale à AR$ 2,90 dois pesos e noventa centavos). As estradas argentinas são perfeitas: (salvo os entediantes retões) sem buracos, conservadas e com ótima sinalização. As placas comunicam o tempo inteiro. As de declives e aclives aparecem constantemente. E quando não tem novidades na estrada, aparecem placas de alerta do cinto de segurança e curvas.
As pequenas cidades da Argentina se parecem muito com as do Rio Grande do Sul: A paisagem dos pinheiros, a arquitetura das casas de madeira. Nossa parada do dia foi em Santo Tomé, cidade no nordeste da Argentina. A cidade é bem antiga, com casarões, pouco movimento nas ruas e uma frota de carros que faz jus à temporalidade local. OBS: Com relação as comemorações de Natal preferimos deixar para amanhã. Hoje o dia foi cheio demais.
25/12/05 ? Natal na Estrada:
Hoje, para ganharmos tempo, decidimos sair bem cedo de Santo Tomé. Ao sair pegamos muita neblina e já estávamos esperando mudanças no clima.
Seguimos pela Rota 14 em direção a província de ?Entre Rios? na região El Litoral. Nosso destino era a cidade de Concórdia, no nordeste da argentina. A Argentina é divida em oito regiões: Buenos Aires e arredores, Província de Córdoba, Região Noroeste, El Litoral, Mendoza e San Juan, Distrito dos Lagos, Patagônia argentina e Terra Del Fuego.
No caminho fomos surpreendidos com uma forte chuva, que durou cerca de uma hora e meia, e muito vento lateral. Como as estradas argentinas são rodeadas por imensos campos de plantações, o impacto do vento nos veículos fica ainda maior. Por causa da chuva, Bozoka precisou trocar de roupas duas vezes (Em breve Bozoka fará comentário sobre pilotagem na argentina); e o vento impedia que ele ultrapassasse os setenta quilômetros por hora.
Mas apesar dos contratempos pela manhã pudemos nos adiantar na Rota. Cruzamos as Províncias de Missiones e Corrientes até a cidade de Concórdia. E o Natal? Nossa comemoração foi uma caminhada pelas ruas da cidade de Santo Tomé. Já a Ceia de Natal foi regada à sanduíches de presunto em caixa, batatas fritas e refrigerantes. Apesar de não p
Fonte:
Bozoka Cidade:
Foz do Iguaçu-PR-Brasil Fotos: Bozoka Publicado: Berenice Correa Date: 24/02/2006
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