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De Palmares do Sul a Torres, RS, 240 km de festas, alegrias e demonstrações de amor ao tradicionalismo. A 22ª Cavalgada do Mar, realizada entre 11 e 19 de fevereiro de 2006, foi mais uma vez sucesso, como fala Vilmar Romera, organizador.
"Passar à cavalo em meio aos banhistas do Litoral Norte Gaúcho é uma loucura. Eles aplaudem, ovacionam, ficam alegres de ver tantas pessoas reunidas em prol do tradicionalismo." Fala animado o organizador da 22ª edição da Cavalgada do Mar, Vilmar Ribeiro Romera.
Ele conta, tudo começou em 1984, quando em protesto contra o fechamento do Banco Sul Brasileiro, o Dr. José Machado, o Machadinho, saiu de Palmares do Sul em Direção a Torres, sob o lombo do cavalo, acompanhado de outros 38 cavalarianos. Se o protesto surtiu o efeito desejado ou não é indiferente. O importante é que desta atitude surgiu a cavalgada do Litoral Norte, que a cada ano reúne um número ainda maior de participantes.
Romera é integrante da cavalgada desde sua primeira edição, sendo organizador a partir do quinto ano. Um idealista como se define, ama as tradições do Rio Grande, a qual cultiva desde menino. A Cavalgada do Litoral Norte, vê com grande importância. "É legal fazer isto no mês de fevereiro, quando todos estão na praia, de roupas curtas, biquíni, bermudas, calção. Passamos por essas pessoas, todos pilchados, exibindo o orgulho de nossa cultura."
Em todo o percurso, estima, a partir de dados fornecidos pelas prefeituras de cada cidade, havia um número aproximado de um milhão de pessoas assistindo a passagem dos cavalarianos. Só em Capão da Canoa, eram 300 mil. Ver tanta gente animada e reunida em prol do tradicionalismo, é o maior motivador de Romera para a cada ano, enfrentar meses de trabalho duro até que todos os detalhes esteja acertados.
Ao somar toda a equipe de apoio, mais os participantes, a Cavalgada do Litoral Norte este ano, chegou a um número aproximado seis mil pessoas envolvidas. Soma alta para um evento que contou apenas com 38 cavalarianos em sua primeira edição. Os adeptos, que crescem ano-a-ano, são a prova de que o evento vem dando certo e agradando a todos que tem a oportunidade de participar.
O organizador diz, recebeu muitos telefonemas de agradecimentos, pessoas que queriam exprimir sua alegria de ter estado lá. Claro, também escutaram críticas, mas construtivas, para que possam proporcionar um evento melhor. "Tem pessoas que tiram férias para poder participar. Isso é maravilhoso. Acho que somos um estado com um bela e preservada tradição. É bonito poder cultivar isso e ver que as pessoas compartilham dos bons momentos em prol de nossa cultura," fala Romera.
Este ano, como habitual, foram percorridos 240 km, em média 30 por dia. A cada pouso, os cavalarianos foram brindados com festas e atividades promovidas pelas Prefeituras Municipais envolvidas, com destaque a Imbé. Lá, foi preparado um mini-rodeio, baile e festas que agradaram a todos. Por isso, exceção aos demais, em Imbé o grupo permanece dois dias acampado.
Mas, o diferencial mesmo desta 22ª edição, foi a participação de um grupo formado por quatro portugueses, vindos da região de Algarve, Cidade de Lagoa, Portugal. "Fomos, há dois anos atrás, em um grupo de 21 pessoas dos Cavaleiros da Paz, cavalgar na região. Na ocasião, fizemos alguns amigos, que na primeira oportunidade, vieram consagrar nosso evento," explica. Eles adoraram, disse Romero, querem voltar ao Brasil assim que possível.
Nenhum imprevisto atrapalhou o andamento da cavalgada. Mesmo o tempo colaborou, já que apesar de algumas chuvas pela madrugada, durante toda a semana o sol acompanhou o grupo de tradicionalistas que cavalgava pelo Rio Grande. Pelo sucesso e por tudo de bom que presenciou, Romera declara: "Chego a conclusão que Deus é gaúcho e que está sempre na garupa de cada cavalo. Só peço que no próximo ano possamos por o pé no estribo e ouvir dizer, 'lá vão os cavaleiros do mar'".
Com presença do Vice-governador do Rio Grande do Sul, Antonio Hohlfeldt, a cavagada teve largada em Palmares do Sul, trecho em que o grupo costeia a Lagoa de Palmares. Já na concentração, o clima de alegria e festa era contagiante, Romera brinca, recebeu tantos tapinhas nas costas que saiu de lá com dor. Compareceram pessoas representando quase todo o estado.
Equipe INEMA
Fonte:
Vilmar Romera Cidade:
Litoral Norte-RS-Brasil Fotos: Luciano Wosiack Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 24/02/2006
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