|
Com o objetivo de ver o impacto e as conseqüências causadas pelo turismo, Carlos e seus amigos realizaram a Travessia Malacara, no dia 10 de fevereiro de 2006. Confira o relato desta aventura!
Após uma boa preparação e alguns canios já desbravados em nossa região (vinhedos) e longas reuniões, os integrantes do Clube de montanhismo ecológico Leão Gropo decidiram fazer a travessia do Canion Malacara cituado na serra geral, com o intuito de avaliar as conseqüências que o turismo estaria causando a estes tão delicados patrimônios da humanidade, e também adquirir um conhecimento ainda maior na área de canionismo.
Saída de Bento Gonçalves hora: 15:38 do dia 10-02-06. O grupo partiu rumo a Cambará do Sul via rota do sol, chegando no portico de itaimbézinho às 18:20. Com chuva apesar de a previsão ser de tempo bom, como já era de se esperar, pois nesta região existe um micr-clima. Pedimos informação ao guarda-parke como poderíamos chegar ao canion. Após algumas informaçoês chegamos à fazenda Malacara, onde nos foi permitido que pernoitassemos junto ao curral.
Começou a enterdecer e juntamente com a chuva o frio tomou conta do lugar, Começamos a catar lenha para a fogueira a qual se tornava difícil de acender pois a lenha estava muito molhada. Armamos as redes pelo meio do curral mas devido ao chão de terra e as paredes do curral não terem janelas, o minuano soprava sem tréguas. A não ser de quem foi mais esperto e conseguiu um pelego e se ajeitou pelos cantos. Ao amanhecer a chuva já não nos castigava, então decidimos partir rumo ao vértice do canion, e após uns 7 km chegamos ao destino. Ninguém dos integrantes conhecia o rumo a ser tomado, tínhamos uma informação de um "guia" que encontramos nesta fazenda.
Encontramos uma possível trilha já visto que a mesma estava bem demarcada, dando idícios de alguém a usava com freqüência. Não deu outra, estávamos realmente no caminho certo. Começamos a decida por sinal bastante técnica e perigosa, às 09:40 (nosso primeiro contratempo "o horário") chegamos ao leito do rio 25 minutos após. Nosso segundo contratempo (achávamos que seria molesa) travesia curta em pouco tempo, começamos a relachar e curtir o visual. Discutimos sobre o impacto que o turismo estaria causando, no mesmo o qual achamos que não era de grandes proporções.
Avaliariamos mais tarde, mais abaixo, e seguiamos as anotações. Notamos que as trilhas não estavam bem definidas tendo em vista as varias rotas, que muitas vezes não davam em lugar algum, (isso explica o fato de perda de tempo, pois deve-se voltar a trilha original. Mas como estávamos preparados com equipamento de comunicação, não enfrentamos este tipo de problema. Seguimos em frente encontrando as dificuldades, a qual superamos com facilidade, devido aos equipamentos de montanhismo.
Paravámos seguidamente para fotos, anotações e curtir o visual. Paramos também para o almoço na cachoeira que chamamos de buraco do inferno, onde após algum tempo retomamos a caminhada seguindo as trilhas existentes até a cachoeira 5(cinco)fios, a qual realizamos um rapel. Neste momento a chuva havia retornado ao centro do canion, após a descida olhamos nos equipamentos e percebemos que estávamos apenas na metade do percurso, as dificuldades começaram a aparecer. Encontramos muitas barreiras quase que intransponíveis devido aos deslizamentos ali ocorridos tornando a travasseia ainda mais difícil nos atrasando em pelo menos duas horas nossos plano eram chegar ao final ainda no mesmo dia, mas como a chuva não dava trégua e os deslizamentos nos impediam a passagem, tínhamos que fazer ancoragens muito acima das trilhas originais.
Como a segurança dos integrantes estava em primeiro lugar essa decisão foi crucial, para que pudéssemos concluir com a maior segurança a travessia do mesmo este processo nos atrasou, nos obrigando a pernoitar dentro do canion, terceiro contratempo (como ninguém conhecia este canion e achávamos que teríamos condições de finalizar o mesmoainda no entardescer, mas devido a forte chuva e a noite que se aproximou rapidamente decidimos achar um bom lugar para um breve descanço, que por sinal durou a noite toda pois logo abaixo encontrava-se um outro afluente de maior intensidade), nos retendo a este local até que tivéssemos uma perspectiva melhor no dia seguinte.
Como não tínhamos planejado pernoitar no canion estávamos munidos apenas de roupas secas, um pequeno toldo de barraca um isolante e redes, esticamos as cordas colocamos o toldo próximo a uma rocha que nos abrigou em parte, pois a água que escoria da mesma crusava por baixo dos equipamentos, o cansaço começou a bater e os mosquitos que por sinal não deram trégua o tempo inteiro obrigaram-nos a nos ajeitar da melhor forma possível. A noite foi passando e com o amanhecer os ânimos já estavam mais calmos onde tomamos um bom café e em seguida partimos rumo ao destino final da travessia.
Este percurso já com o rio mais cheio nos atrasou ainda mais no objetivo planejado, chegando ao destino (pinguela) às 10:38 Hs de domingo, chegamos num bar próximo e começamos a nos organizar para o resgate do veículo que havia ficado na fazenda, após alguma conversa conseguimos uma carona até a cidade onde o Jeferson pegou um taxi e resgatou o veículo, apesar das reclamações do taxista que teve o carro inundado após a travessia de um rio que se encontrava muito cheio, por volta das 12:00Hs ele retornava.
Arrumamos o equipamento e partimos rumo a Br 101, onde pegamos um atalho por uma estrada intermediária e saímos novamente na rota do sol. Por volta das 18:00 chegamos em Bento Gonçalves, no dia seguinte a noite confreterniamos com um belo jantar feito pelos Sres.Benini e Jeferson. Assim concluímos nosso objetivo com uma pequena ressalva, " Por mais experiente e conservacionista que sejamos devemos levar em conta que a natureza é o nosso maior patrimônio e deve ser preservada nos seus mínimos detalhes ", e também não aconselhamos ninguém sem conhecimento a fazer esta aventura.
Texto: Carlos e Emerson.
Fotos: Emerson e Samir.
Fonte:
Carlos Benini Cidade:
Bento Gonçalves-RS-Brasil Fotos: Emerson Ribeiro Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 06/03/2006
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|