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Veja a parte II das dicas para realizar uma moto viagem à Ushuaia, no Chile!
Roupas e acessórios pessoais
Casaco de couro, se possível com protetores em Kevlar. Luvas de couro. Botas.
Calça de couro ou jeans. Capacete (integral para viagens). Lenço para o pescoço
ESCOLHENDO E AJUSTANDO O CAPACETE
Você pode ter um capacete aberto para dar aquela voltinha na praia e atender a lei, mas na hora de pegar a estrada, escolha um capacete integral. Alguns capacetes abertos, muito usados por proprietários de Cruisers, não têm o selo do INMETRO, portanto, dependendo do guarda de trânsito, podem virar um problema.
Na escolha de um capacete, dê preferencia em primeiro lugar pelo material de fabricação, Kevlar e Plástico Injetado, são mais resistentes que Fibra de Vidro. Leve também em conta o fabricante, boas marcas devem ter preferência. Muito importante também é o tamanho do capacete. Capacetes com o mesmo número têm as formas diferentes e podem não vestir tão bem.
Capacetes largos podem tender a sair da cabeça em velocidade e colocar a sua segurança em risco. Capacetes apertados, com o tempo vão causar dores que podem impossibilitar o usuário de seguir viagem. Via de regra, o capacete deve entrar justo mas sem apertar demais. As partes de espuma vão ceder com o tempo e se ajustar ao seu rosto e cabeça, mas as partes em isopor merecem cuidados especiais.
Se seu capacete está machucando na testa, localize a posição e pressione fortemente com o polegar a fim de "amassar" um pouco o Isopor, afrouxando a pressão em sua testa, uma colher pode ajudar também. No caso de estar machucando na orelha, retire a forração até expor o isopor, com a ajuda de uma faca ou canivete, aumente a área destinada a orelha, dos dois lados, e recoloque a forração. As orelhas devem ficar livres de qualquer pressão sob o risco de dor intensa após algum tempo de uso do capacete.
Para uso do capacete por tempo prolongado, é aconselhável usar bandana por baixo, isto evitará que o suor deixe o capacete com cheiro desagradável, além de proteger a cabeça do atrito com o mesmo. Alguns aconselham molhar a bandana nos dias de calor intenso, desde que haja tempo e condições para secá-lo antes da próxima utilização.
As viseiras devem ser mantidas limpas e sem arranhões. Você pode sair a noite com sua viseira e descobrir perigosamente que não consegue enxergar nada quando cruza com a luz de um carro em sentido contrário. A viseira um pouco arranhada que você acha que dá para usar durante o dia pode tirar sua visão e causar um acidente a noite.
Para a maioria dos motociclistas, estas dicas não são novidades, mas podem ajudar quem está começando a se aventurar pelas estradas. Deixamos claro que estes são apenas conselhos baseados nas experiências de motociclistas experientes e colaboradores. Não podemos nos responsabilizar por qualquer incidente que venha a acontecer durante uma viagem. No mais pense primeiro na sua segurança e boa viagem.
VIAJANDO SOZINHO
Semelhante ao mergulho, deve-se evitar a viagem solo, ou seja, uma só moto. O mínimo recomendado são dois motociclistas. No caso de pane, é importante haver alguém para buscar socorro enquanto a moto não fica sozinha. Mas se for inevitável, seguem alguns conselhos que podem ajudar na sua viagem:
Comunicação
Sempre que possível, leve um telefone celular e os números de locais e pessoas que você possa precisar, como por exemplo: o hotel que você está indo, o mecânico etc. Lembre-se que alguns celulares tem cobertura limitada, como é o caso de celulares de cartão.
Check-up
Desnecessário lembrar que a moto deve estar em condições para a viagem. Por menor que seja a distância, você vai estar longe de casa e isto aumenta muito um pequeno problema.
Dentre os itens normais de manutenção preventiva, dê especial atenção:
Condições e calibragem dos pneus. Nível do óleo, verificando se a distância não excederá a hora da próxima troca. Nível do fluido de refrigeração (quando aplicável). Condições dos freios. Fixação dos retrovisores (indispensável o uso). Regulagem do motor.
Programação
Com o auxílio de mapa, programar as paradas de acordo com a autonomia da moto e seus limites físicos pessoais. Para motociclistas com menos experiência, aconselha-se uma parada a cada 100 km aproximadamente. Para viagens longas e motociclistas em boas condições físicas, os primeiros 100 ou 200 km não mostram o cansaço, mas acreditem, as paradas iniciais farão muita falta no final.
Para programar as paradas pode-se contar com a ajuda de mapas rodoviários que mostram postos de abastecimento e paradas. Na Internet pode-se obter mapas no site www.estradas.com.br (e outros mais). ou então por meio de guias especializados adquiridos nas bancas de jornais e revistas.
Quando em grupo, deve-se lembrar que as máquinas e as pessoas têm limites e necessidades distintas. Cabe aos "mais fortes" auxiliarem os "mais fracos", e não o contrário. É uma questão de conversar antes da viagem.
Advertência
Se uma moto ou carro, normalmente com dois ocupantes chega rápido em você e não te ultrapassa, procure o primeiro posto policial ou parada, pode ser uma tentativa de assalto. Em caso de pane e sem garupa, não deixe a moto na estrada. Procure parar um caminhão ou pick-up e transporte a moto até lugar seguro.
No transporte sem cordas para amarrar, coloque a moto transversalmente, se possível, arme o descanso lateral, posicione-se no lado oposto ao descanso e peça ao motorista para ir devagar. Se a garupa for mulher, é mais seguro ela ir procurar socorro de preferência em um carro de família e você ficar com a moto.
Fonte:
Ozana Salas Cidade:
Uberlândia-MG-Brasil Fotos: Ozana Salas Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 09/03/2006
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