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Participante da categoria Novatos do VI Enduro dos Pampas, ocorrido entre os dias 3 e 5 de março de 2006, Eduardo Fructos, o Presidente como é conhecido, fala ao INEMA suas impressões sobre as provas em Taquara, RS.
Eduardo Fructos, 45 anos, mais conhecido como "Presidente", mora em Porto Alegre, mas nos dias 3, 4 e 5 de março esteve em Taquara, RS, com o número 168, nas provas do VI Enduro dos Pampas. O esporte, passou a ser parte de sua vida em 1985, quando ele participou da primeira edição do Enduro dos Pampas. Porém, de 1987 a 2003 ficou sem andar de moto, ou seja é novo na modalidade.
O final de semana em Taquara foi tranqüilo. Eduardo saiu de Porto Alegre na sexta-feira anterior a prova, viajou por cerca de duas horas e já estava na largada promocional. O dia, para ele, foi muito legal, assim como o sábado e o domingo, mesmo tendo enfrentado trilhas difíceis.
"Participar de uma prova deste nível requer determinação, pois ali, estão reunidos os melhores pilotos de regularidade do País, e não dá para fazer feio, tem que largar e chegar."
Em 2005, logo depois dos Pampas, treinando em Porto Alegre, Eduardo rompeu os ligamentos do joelho. Passou 11 meses sem andar de moto e perdeu todas as demais etapas do campeonato gaúcho. Por isso, aconselha - para participar da é preciso estar bem preparado, ou não chegará ao fim, pois o terreno é misto e complica a vida de muito piloto experiente.
Quanto as provas da 6ª edição do enduro, no sábado foi tudo tranqüilo dentro do que o piloto esperava. Andou abaixo do seu limite, pois mesmo estando em forma de "barril," brinca, tinha que se poupar para domingo. "Quando cheguei na benzedeira, cerca de 15 pilotos trancavam a trilha, mais os que estavam chegando. Foi uma roiada sem limite, vi que ali perderia a prova, pois atrasei muito."
Quanto ao domingo, diz, "coroou o LAZA (Marcos Lazaretti, organizador), pois enduro de regularidade tem que ter navegação e não correria como muita prova por ai." Mas, ter gostado da prova não significa que o piloto não tenha passado por dificuldades. Em determinado trecho da trilha, caiu em uma pedra e o seu navegador parou de funcionar. A moto custou a pegar e foram 1800 pontos um em cima do outro.
Eduardo foi direto para o último neutro para tentar terminar a prova. Recuperou o navegador e voltou às trilhas. Ele conclui, o Enduro dos Pampas se consagra ano a ano como uma das melhores provas de regularidade do Brasil. Pilotos de quase todo o Brasil se deslocam ao Rio Grande do Sul para competir e com certeza levam boas recordações. "O clima da prova, novos pilotos, pilotos profissionais, pilotos antigos se encontram neste grande evento. A cultura do Enduro dos Pampas está plantada."
Voltando a prova, o piloto terminou na 31° colocação na soma dos dois dias. O resultado, era esperado, pois não houve preparação física nem técnica para a prova. Mesmo há muito tempo sem andar, e portanto cansando muito rápido, o piloto agüentou os dois dias de enduro. Além do mais, na categoria novatos, dividiu espaço com muitos pilotos do cross coutry, Enduro, Enduro de velocidade, o que deixa a prova muito competitiva.
Durante a prova algumas quedas aconteceram, mas a mais dura foi após o último PC (posto de controle). "Cruzei o asfalto com toda atenção e cheguei junto a alguns pilotos que aguardavam sua vez de subir a pedreira, o mesmo trecho em descida no sábado pela manhã. Cheguei perto de um cara que disse 'vai pela esquerda que lá em cima tem um degrau'. Vi que alguns pilotos estavam indecisos e larguei, subi a pedreira numa tocada só, zerei o PC e me empolguei acelerando na trilha a descer, só que depois da curvinha tinha uma erosão e ai cai. Resultado, mais 60 dias de molho."
Eduardo que este ano disputa o Campeonato Gaúcho também passou por situações inusitadas no VI Enduro dos Pampas:
"No domingo, passei por uma trilha bem fechada numa descida. Passou por mim o piloto 167 ?espremidinho? na moto, tentei buscá-lo, mas cansei. Recuperei o fôlego e continuei, foi quando dei de cara com uma 'senhora vaca branca' subindo na minha direção. Não tinha por onde sair, era eu ou ela, olho no olho. O que fazer? Liguei o farol , ela deu volta e se encostou na cerca, desliguei a moto e passei no embalo bem no silêncio. Deu certo, passado o susto, pois o animal era grande, mandei recomendações ao seu "boi" que abriu a porteira."
Eduardo agradece a todos os que o apoiaram a participar desta prova, e na sua recuperação: a esposa Tânia e a filha Bruna que sempre fazem o apoio, mas neste ano não puderam participar.
Fonte:
Eduardo Fructos Cidade:
Taquara-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 13/03/2006
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