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Oitavo ano de homenagem aos combatentes

Ocorrida em setembro de 2005, a 8ª Cavalgada do Combate, mais uma vez, homenageou os heróis que em 1923, tombaram pelo Rio Grande. Organizados pelo piquete Marca de Taura, 116 cavalarianos percorreram o trajeto demarcado.

"O mérito não é do piquete de comando e sim de todos os que fazem acontecer a Cavalgada do Combate," fala Gerson José Perón, patrão do Piquete Marca do Taura, organizador da cavalgada desde sua primeira edição. Ano a ano, sempre no mês de setembro, o grupo prepara um passeio pela natureza, em direção ao cemitério onde estão os corpos dos combatentes de 1923.

No oitavo ano em que se realizou, muitos foram os cavalarianos participantes, cerca de 116, conforme Peron. Enfrentando sol, na saída e chuva no retorno, o grupo foi formado por jovens, crianças, adultos, idosos, famílias, todos entreverados no estilo bem campeiro, com ordem e respeito. Contando apoio e demais acompanhantes, a cavalgada envolveu 250 pessoas nos seus dois dias de trajeto.

A cada edição realizada, a cavalgada reúne um número ainda maior de pessoas. Peron acredita, isto se deve ao fato de estar ela mais conhecida, o que a torna uma das maiores da Região, e também por estar surgindo mais adeptos ao cavalo e às cavalgadas. Mas, salienta, sem dúvida "o espírito da cavalgada", de homenagear os combatentes que pelaram e tombaram em defesa de seu chão, emociona e trás novos integrantes.

Existem ainda outros fatores que levam os tradicionalistas a percorrer os 60 km de trajeto, segundo fala Peron: "Acreditamos que alguns pontos chamam a atenção, como a organização, a preocupação do Piquete Marca de Taura com a atenção aos participantes, simplicidade, autenticidade, respeito e a igualdade a todos. E ainda, o fato de que não é preciso se preocupar com alimentação, o comando da cavalgada prepara almoço, janta, café da manhã. O participante paga uma taxa de inscrição com direito a 4 refeições."

Sempre com 90 dias de antecedência, o piquete Marca do Taura começa a se envolver e preparar a cavalgada. Procuram patrocínio, divulgam, escolhem o trajeto. Através das emissoras de rádios, jornais, convites e no "boca-a-boca" pelas hotelarias de cavalos, os organizadores conseguem fazer com que muitos tradicionalistas tomem conhecimento sobre seu evento e aí, fica mais fácil conseguir apoiadores.

Patrocinaram a 8ª edição, a Artefatos de Cimentos São João, Cassul, Pneus Rosset, Agropecuária Freio de Ouro, Organat, Alisul Alimentos. Peron afirma, não teve grandes dificuldades para buscar o apoio, já que o espírito gaúcho, tradicionalista e campeiro prevalece.

Em 2005, os cavalarianos saíram do Parque da Frinape, por terra. Cavalgaram um longo percurso pela Estrada Transbrasiliana (que atravessa todo o Brasil), passaram pelos povoados São João Giaretta, Chalé, Campo Erechim, Encruzilhada Erebango, chegando a sede do CTG Serranos do Combate na Fazenda Vanini. O percurso, conta Peron, é refeito todos os anos, para que os antigos participantes também vejam novidades. Mas, nem todos os trechos podem ser trocados, já que o destino é sempre o mesmo, o Cemitério do Combate.

Participaram, grupos das mais variadas regiões, bem conhecidos ou não no meio tradicionalista. Os 116 cavaleiros, representavam os grupos: Piquete Lanceiros do Camboatá, CTG Recanto dos Tauras, Cabanha Chapéu Preto, Cabanha JS Parceria, Piquete de São Valentim, Piquete de Erebango, entre outros. E na 8ª cavalgada, todos puderam contar com a tranqüilidade de serem acompanhados por uma ambulância, cedida pela Secretaria de Saúde de Erechim. Felizmente, não foi necessária para nenhum tombo de maior gravidade, mas houve quem precisasse passar por ela.

"No retorno da cavalgada, ao passar pela água, um peão montando a mula "Serrana", mansa por demais, foi jogado por ela contra um barranco, caindo dentro de uma grande poça d?água. Ao levantar, amparado pelos parceiros, meio tonto, cheio de barro e já com a ambulância ao lado, ele grita ?esse diabo vai me matar?! A mula saiu estrada a fora, deixando o peão a pé."

Novidade na cavalgada de 2005, ainda foi o palco montado para tertúlias e não novo, mas também sucesso, foi a tradicional bóia campeira. Peron, em nome da equipe organizadora, agradece a todos pela participação e apoio, pela ordem que tiveram no andamento da cavalgada e pelo respeito com o comando.

Equipe INEMA

Fonte: Gerson José Peron
Cidade: Erechim-RS
Fotos: Gerson José Peron
Publicado: Michele Wesner Fernandes
DATA: 14/03/2006 <%insert_data_here%>

Certificado de participação

Os organizadores

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