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Passeio 4x4 em Jalapão, o oásis Brasileiro

Dia 17 de janeiro 2006 André Barbosa Strauss e sua esposa Tatiane Cristina Reis Strauss, com patrocínio de Di Luiggio Pizzeria e Ernzen Metalúrgica, partiram ao Deserto do Jalapão / TO. Confira como foi!

Dia 17 de janeiro 2006, saímos de Campo Bom AS 5:30. Eu Andre Barbosa Strauss e minha esposaTatiane Cristina Reis Strauss com patrocínio de Di Luiggio Pizzeria e Ernzen Metalúrgica com destino ao Deserto do Jalapão.

Como nós já conhecíamos o litoral ate Angra dos Reis, decidimos fazer o caminho pelo centro do Brasil, o qual não aconselho ninguém a repetir. Por quê? Soja, soja, soja, gado, gado, cana. É gente, passamos por Caxias, Vacaria, Lages(SC), Ponta Grossa, Guajaiuiva, onde dormimos pela primeira noite, saímos novamente em direção a Ourinhos (SP), Ijundiara (MG), Brasília. Depois de 3 dias já estávamos enjoados de ver soja, cana e gado, então decidimos abreviar a viagem, parando em Chapada dos Veadeiros (GO); foi a melhor idéia que tivemos até aquele momento, já não agüentávamos mais ver só plantações. Quase nada de mata, horrível, me decepcionei muito por ter escolhido este caminho, mas quando chegamos na Chapada dos Veadeiros (São Jorge, distrito de Alto Paraíso, cidade dos loucos e místicos) aí sim!

Saímos dia 24 para fazer o primeiro passeio no Parque da Chapada, e que maravilha, valeu a pena, beleza indiscutível, se você for para lá procure a guia Débora Gauchinha.

Curtimos 4 dias lá: cascatas, cerrado, águas termas, era água por todo o lado. Minha esposa apelidou o lugar de "5 pila", porque tudo para entrar e conhecer custava 5 reais. Chegando lá todos te explicam para onde você deve ir e o que fazer.

O preço do diesel ficou entre R$1,89 (RS), R$1,90 (SC), R$1,73 (SP), R$1,99 (GO). Foi difícil se despedir da Chapada mas, fazer o quê? Deixamos muitos pontos turísticos para ver em outra oportunidade.

Agora sim, Jalapão ai vamos nós! Seguimos até Porto Nacional (TO), lugar histórico, a beira do rio Tocantins, vale a pena! Pousamos lá para sair de manhã cedo. O início do Deserto do Jalapão, o portal do Jalapão, é a cidade de Ponte Alta, lugar bonito com muitos atrativos naturais, todos relacionados com águas cristalinas, quase sempre.

Dia 24/01 entramos no portal do Jalapão, uma dica: não compre o artesanato de capim dourando nas lojas da cidade, deixe para comprar direto dos artesões, em Mumbuca, logo depois de Mateiros. Poucos metros adiante já
havia uma placa indicando um ponto turístico, nem consegui ver o nome, uma espécie de gruta linda e um córrego no meio! Deu vontade de ficar ali! Seguindo em direção a cascata da velha e a prainha, água limpa, areia brancas... por um instante parecíamos estar no mar ou num paraíso qualquer. Neste dia acampamos na beira do rio, camping selvagem, muito bom.

Não aconselho a fazer o deserto do Jalapão sozinho, vá de dois ou mais, alguns lugares se precisa de um 4x4, mas dá para ver muitas coisas com um carro comum. É preciso paciência, ida e volta em torno de 340km de chão batido; se você for de carro comum, vá na época da seca (entre maio e setembro). Levantamos acampamento e, agora em direção as dunas. O Jalapão também pode ser apelidado de "5 pila"! O caminho é difícil, tem 4 estradas, é necessário pegar a bem da esquerda, pois as outras estão com muita areia e erosão. Só que eles se confundem às vezes, sempre se mantenha o máximo a esquerda, não é longe, eu fiquei no meio do caminho; o rapaz da portaria só cobrou e não me avisou nada, então fui a pé o restante, mais foi bom igual, dunas de areia amarela, ali sim estava o verdadeiro oásis brasileiro.

Seguimos em direção a Mateiros, quase esqueci, leve combustível de reserva em Mateiros, o diesel esta R$2,50 e a gasolina R$3,30. Paramos para almoçar no restaurante Dona Rosa, comida caseira, de qualidade e barata. Em Mateiros seguindo em direção a São Felix você entra para o fervedouro: tem placas indicando muita areia na estrada, seguindo adiante tem a vila de Mumbuca, onde fazem o artesanato de capim dourado; voltando para estrada tem a Cachoeira da Formiga, uma das águas mais limpas e cristalinas do Jalapão. Seguimos a São Felix e lá passamos a noite, na pousada da Irá, barata e limpa. Chegando lá procure o guia Uanderson, um rapazinho simpático que fica sempre pela praça disposto a ajudar, ele mostrará os pontos turísticos de São Felix.

Dia 26 fomos em direção a Taquaruçu, cidadezinha linda com 80 quedas de águas aproximadas, bastante vegetação. Vale a pena passar por lá! Ficamos 4 dias. Um dia em Palmas bastou para me decepcionar: capital faraônica, meramente administrativa, onde não se produz nada, só tem comércio e palácios, do governo. Se você quiser trabalho vão lhe dizer tem que fazer um concurso publico, risos. Dia 30 saímos de Palmas para retornar.

É válido lembrar que fizemos todo o percurso com um guia atualizado 4 rodas, 90% válidas as informações! Pegamos 200km de estrada muito ruim, mais estão recapando e duplicando algumas. Record em pedágio foram os estados do PR e RS, nos outros estados não pegamos.

Vale a pena viajar, andamos só de dia, é claro, não é tão perigoso como falam! Onde andamos não vi nada de mais. Percorremos algo em torno de 9.000 km.

Agradecimentos à todos os amigos que nos deram força e aos patrocinadores Di Luiggio Pizzeria e Ernzen Metalúrgica.

Fonte: André Barbosa Strauss
Cidade: Jalapão-TO
Fotos: André Barbosa Strauss
Publicado: Caroline Dranoff
DATA: 24/03/2006 <%insert_data_here%>

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