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Depois de mais de um ano afastado dos circuitos como competidor, Rodrigo Leprechaun conta sobre sua volta em 2006.
Devido a vários acontecimentos em minha vida pessoal estive afastado por mais de um ano dos circuitos, principalmente pelo nascimento do meu filho Bernardo, hoje com 8 meses, um grande presente que Deus me deu.
Em 2005 não me afastei completamente do esporte, estive julgando quase todo o circuito catarinense, o que com certeza foi uma ótima experiência do qual me acrescentou muita coisa, ainda mais trabalhando ao lado de profissionais com muita competência, como Fábio Patrão, na minha opinião o melhor juiz que conheço, Head Judge do circuito Catarinense. Além disso uma experiência muito positiva foi nesse tempo ter pego as ondas em picos difer entes e com grandes atletas, no caso Eder Luciano e Gringo, no tempo que morei em Itapema, ainda durante o verão dava aulas de bodyboard. Em Julho e agosto passei mais uma temporada no Chile, mais precisamente em Arica, depois disso quase um mês no Peru.
Esse é um ano muito importante para mim, por estar voltando aos circuitos. Tenho treinado bastante e me dedicado física e psicologicamente para isso. Competi em fevereiro de 2006 em Pinhal-RS, ficando em primeiro na Master e quarto na drop Knee depois de fazer uma interferência na final, o que me motivo a dedicar-me mais aos treinos. Por não ter competido em SC no ano de 2005, vou ter que lutar pela volta ao ranking Profissional em 2007, buscando os melhores resultados na open esse ano, competir todo o circuito Gaúcho e Paranaense, além do Brasileiro e se possível alguma etapa do Latino Americano. Na Páscoa irá rolar no Uruguai um evento em formato diferente, que se espera ser excelente.
Os circuitos do Sul tem atletas de altíssimo nível, como Luis Gustavo, Eder Luciano e Sanderson Trevisan, com certeza os mais dedicados e que merecem respeito e cuidado muito grande ao competir com eles, mas que acima de tudo admiro muito e vejo como amigos do qual a gente sempre tira o melhor aprendizado possível. Quanto ao que se pode chamar de "verdadeiros adversários", é a dificuldade que se tem em conseguir apoio e patrocínio, isso é o que leva muita gente que pega onda muito bem a se afastar do esporte ou deixar as competições, além da falta de estrutura e planejamento de alguns eventos.
Esse ano estou sem patrocínio, no momento batalhando por algum. Conto apenas com o apoio de amigos, família e namorada, além de uma grande amiga que creio futuramente estar ajudando o bodyboard na área da psicologia esportiva, Juliana de Souza Felipe.
Obrigado.
Tenho o maior orgulho de ser bodyboarder, e de que meus amigos também são ou admiram o esporte, com certeza se tornou a minha vida de certa forma, influenciou muito, as roupas que uso, as pessoas com quem convivo, e as melhores experiências de viagens e conhecimentos de novas culturas, pessoas e lugares, devo isso ao bodyboard.
Que aqueles que gostam do esporte, lutem de alguma forma mesmo que pequena para dar a sua contribuição e vê-lo crescer.
Fonte:
Rodrigo Brunelli Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Rodrigo Brunelli Publicado: Michele Wesner Fernandes DATA: 27/03/2006
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