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No carnaval de 2006, Saulo, Mauro e Ronésio fizeram uma nova aventura, desta vez visitando a região da nascente do Rio dos Sinos/RS. Confira o relato da aventura!
Em janeiro, fizemos uma aventura inesquecível, indo até Tainhas em três dias. Aventura esta, que foi memorável e vai ficar para a nossa história de trilheiros.
No carnaval, resolvemos repetir a dose. Desta feita, a proposta era ir até o Caraá, Maquiné e Riozinho, e explorar a região das nascentes do Rio dos Sinos, tudo devidamente registrado para o Inema.
Contando com um mapa do exército bem detalhado, uma bússola e a experiência adquirida na viagem anterior começamos nossa jornada em Canoas de onde saí às 6:30 da manhã, pela Avenida Ozanan, Estrada do Nazário até Santa Tecla onde encontrei o Saulo e Mauro me esperando, vindos de São Leopoldo.
Após as fotos iniciais, fomos pelo interior de Santa Tecla até Morungava, onde atravessamos a RS-020. Seguimos em direção a Glórinha pelo Passo do Pinto e chegamos na Costa do Miraguaia. Passamos pela localidade de Imbiraçu e desta vez descobrimos uma longa trilha, onde tiramos belas fotos, que nos levou até a estrada de Entrepelados e depois a estrada em direção à Santo Antônio da Patrulha.
Atravessamos pela cidade alta e fomos até o município de Caraá, onde almoçamos um excelente almoço caseiro. Após um breve descanso, saímos para explorar as trilhas da região, passando pelo Figueirinha e fazendo algumas trilhas do Enduro de Verão deste ano. Lá pela 15 horas, resolvemos ir para a localidade do Frade, onde pretendíamos pousar na Pousada Camélias Branca, da Dona Lisete e tomar um banho no Rio dos Sinos.
Porém a sorte da outra viagem nos abandonou. No meio do caminho, um enorme prego furou o pneu traseiro da moto do Mauro. Com tanta trilha e caminhos, ele tinha que passar em cima do prego. Como Murphy não anda sozinho, levamos câmara para eventual troca, mas esquecemos das espátulas para remover o pneu.
Mas não dá nada calcinha floreada. Desmontamos a roda e lá fomos, eu e o Mauro na garupa (com um pneu no meio de nós dois, para não ficarmos falados) procurar um borracheiro.
Rodamos 12km por trilhas e estradas até achar um que consertasse o pneu. Isto feito, retornamos e montamos a roda para seguir nosso caminho. Porém isto nos atrasou bastante e chegamos na pousada no fim da tarde, sem chance para o banho de rio.
Chegando na pousada, fomos muito bem acolhidos pela Dona Lisete, que nos preparou uma janta com galinha caipira, que só de pensar, já me bate a fome. Sem falar nos doces caseiros de sobremesa. Após o jantar fomos dormir ao som do Rio dos Sinos, correndo nas pedras.
Levantamos cedinho (tá bom, 7:00h não é tão cedo), e tomamos aquele café caseiro com chimias de tudo que é tipo (alguém já provou chimia de tomate?), pastéis, diversos tipos de bolos, tudo isso feito pela Dona Lisete. A nossa experiência anterior nos mostrou que é bom estar bem alimentados, pois não sabemos quando iremos comer de novo. Trilheiro é que nem guerrilheiro. Tem que comer tudo que pode, pois não se sabe se vai comer depois (claro que umas barrinhas de cereal e umas bolachinhas vão junto na pochete).
Nos despedimos do pessoal da pousada e seguimos rumo à nascente do Rio dos Sinos. Passamos pela entrada da nascente e seguimos a estrada em direção à aldeia dos índios. No fim da estrada pegamos uma trilha que subia, subia e subia, depois descia, descia e descia, show de bola, até sairmos na BR-101 próximo de Maquine.
Entramos em Maquine, abastecemos e seguimos em direção a Barra do Ouro, onde pegamos a estrada que vai para a serrinha do Quebra Cabo, onde tiramos belíssimas fotos e finalmente chegamos a Riozinho para almoçar, pela 13:00h.
Saindo de Riozinho, descemos em direção ao Caraá e fizemos o caminho de volta para casa. Um simples relato como este, por mais que se tente, é impossível descrever os locais, rios, cachoeiras e a sensação única de estar em contato com a natureza, e curtir o companheirismo e a viagem.
Sem dúvida alguma, esta viagem também ficará na minha lembrança e no meu coração. Aos parceiros Saulo e Mauro, o meu muito obrigado pela aventura e companheirismo, pois sem uma grande parceria, não se pode fazer uma grande aventura.
Um grande abraço a todos e até a próxima...
Saulo, Mauro e Ronésio
Fonte:
Ronésio da Silva Cascaes Cidade:
São Leopoldo-RS-Brasil Fotos: Ronésio da Silva Cascaes Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 04/04/2006
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