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O diretor da Federação Paranaense de Pára-quedismo, Jorge Derviche Filho, fala ao INEMA sobre a sua direção e um pouco deste esporte que vem ganhando adeptos a cada dia.
Jorge Derviche Filho engenheiro da cidade de Curitiba/PR e também diretor da federação Paranaense de Pára-quedismo, é um fiel seguidor deste esporte repleto da mais pura adrenalina. "Para mim é quase uma religião, tal a forma que o pratico e gosto. Mais da metade de minha vida estou associado a ele" afirma.
Há 32 anos dentro da Federação, entrou no mesmo ano em que deu o seu primeiro salto de Pára-quedas, 1972, ele já atuou em várias áreas. O seu primeiro cargo foi o de diretor e logo presidente da Federação, em 1987, esteve um período como Diretor Técnico de 1999 à 2001 e ainda atuou também como Secretário Geral de 1997 à 1999.
E durante estes anos, Jorge vem trabalhando em vários projetos. Um de seus principais objetivos, porém, é desenvolver o esporte no Paraná. "Desde que assumi em 2.003 já consegui criar cinco novos clubes no Paraná, três deles no interior e pretendo tornar o Paraná modelo na organização nacional do pára-quedismo".
Além de estar sempre presente na direção geral, em organização de eventos e campeonatos representa a FEPAR nos órgãos superiores do esporte, participando e supervisionando tudo o que organiza e projeta de perto e também recebe o apoio e a colaboração de toda a equipe que compõe a diretoria.
Já a respeito do crescimento do pára-quedismo no Brasil, Jorge afirma que o esporte tem tido uma procura consideravelmente grande. Por ser um dos primeiros esportes radicais do mundo, o pára-quedismo virou coqueluche nacional e tem aumentado muito, principalmente nos últimos três anos.
A FEPAR, ainda contribui muito para que haja incentivo a este esporte disponibilizando meios, desde aeronaves a baixo custo até projetos de incentivo junto com a Prefeitura Municipal de Curitiba, "mas cada um segue seu caminho e vai em busca conforme seu interesse" diz o diretor.
Hoje, o pára-quedismo é um esporte radical com um grande número de praticantes e para que isso continue, trabalham muito e procuram sempre se dedicar ao máximo na organização e na segurança dos pilotos.
O pára-quedismo em si é um esporte de risco. Mas Jorge acrescenta, "cumprindo seriamente as medidas de segurança as possibilidades de um acidente são mínimas o tornando um esporte extremamente seguro e emocionante".
E ainda é importante ressaltar, que não se deve nunca esquecer de usar o pára-quedas reserva, nas situações de risco, e manter a calma também é importante, para evitar apuros. Já para aqueles que estão iniciando neste esporte radical, ou pretendem iniciar é necessário ter em primeiro lugar, uma excelente saúde física e mental, procurar uma boa escola e um instrutor honesto e seguir cegamente tudo aquilo que ele disser.
A idade que se pode começar a praticar o pára-quedismo é 15 anos, mas Jorge recomenda que se inicie em uma idade mais madura, entre os 20 e 21 anos, por ser um esporte radical, é necessário que haja uma boa conscientização e maturidade.
O pára-quedismo proporciona a quem o pratica a sensação da mais pura liberdade, de êxtase completo em um momento único só seu, onde ninguém mais no mundo, naquele momento, poderia sentir uma sensação tão sublime. Faz com que você enxergue a vida com outros olhos, outros valores, além de reparar nas perfeitas e maravilhosas criações da natureza e ao mesmo tempo sentir a adrenalina pulsar nas veias.
Equipe INEMA
Fonte:
Jorge Derviche Filho Cidade:
Curitiba-PR Fotos: Jorge Derviche Filho Publicado: Aline Vanessa Kremer DATA: 04/04/2006
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