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Rolante, RS, recebeu muitos trilheiros no sábado, 8 de abril de 2006. Todos foram conferir as emocionantes trilhas da região e aproveitar um dia cheio de desafios e lama na 3ª Trilha 4x4 de Rolante.
Em um dia ensolarado de sábado, tendo como cenário a bela paisagem da cidade de Rolante, Rio Grande do Sul, o INEMA acompanhou a 3º Trilha 4x4 do município de Rolante. A região caracterizada pelo eco turismo recebeu aproximadamente 250 jeeps, uma média de 500 pessoas, que aproveitaram o belo dia em uma trilha junto à natureza.
A concentração começou por volta das oito e meia da manhã no Centro Municipal de Eventos de Rolante, conhecido como parque da Cuca e Fest, já que é lá que o município realiza anualmente a festa da Cuca, outro atrativo da cidade.
Enquanto os jipeiros chegavam e se acomodavam a equipe da organização se encarregava das inscrições. Na terceira trilha o participante no ato da inscrição ganhava uma camiseta do evento, um caneco de chopp, um ticket garantindo o almoço e uma cuca, bem como o adesivo indicando a participação.
O tema da trilha desse ano era "Paraíso junto a natureza". Segundo Adriano Alvicio Bauer, Presidente do Jeep Club de Rolante, a trilha 4x4 quer acima de tudo manter o contato com a natureza como lema. "Procuramos sempre em nossas organizações manter a natureza em primeiro lugar, preservando ao máximo e incentivando esse cuidado", destacou o Presidente e grande incentivador do esporte na região.
Os jeeps se dividiram em três comboios para a saída, cada grupo com uma diferença de meia hora para manter a organização da trilha. Logo de início o primeiro obstáculo: um pequeno riacho que cruza a cidade, começa o ronco das máquinas, nada muito complicado para os potentes motores com tração 4x4.
Mas o que todo mundo queria mesmo era o barro, ingrediente que faz a festa da galera jipeira. Esse estava por vir em seguida em um atoleiro, enquanto uns passavam e seguiam a trilha, outros já estavam com barro até o pescoço literalmente. A cada patinada a lama voava para trás e proteja-se quem puder, essa é a mais pura diversão.
Nessas horas de apuro emocionante os participantes deliram e mostram a que vieram, encontrar obstáculos e testar ao máximo a resistência de cada veículo. Esse momento também é marcado pela solidariedade e através de guinchos um puxa o outro, dando continuidade no percurso.
Como é uma trilha o evento tem como prioridade a amizade e companheirismo, ninguém estava alí em busca de um título ou algum prêmio. O que todos querem mesmo é diversão e um pouco de adrenalina.
Nos banhados mais críticos do percurso a organização do evento se previniu e colocou a disposição dos jipeiros tratores e retroescavadeiras para ajudar na hora de desatolar. Muitas vezes só a força de um jipe puxando outro não é suficiente para o resgate, como fica evidente nas fotos. Os potentes tratores puderam estar presentes graças à Prefeitura da cidade que cedeu as máquinas.
Ao cruzar um desses trechos tudo vira diversão e vale até banho de barro, com direito a braçadas e tudo mais. Foi o que fez Mauricio Rossato, ao ver seu jipe totalmente atolado em um dos últimos obstáculos antes do almoço, aproveitou e tomou um belo banho de lama em companhia do primo Leandro Casara. Afinal o que todos buscam ali mesmo é diversão e para jipeiro que se preze isso pe sinônimo de barro.
O almoço foi um dos destaques da organização, localizado em um trecho estratégico bem na metade da trilha, o salão acomodou os participantes de forma organizada. A fome era evidente, a manhã de aventuras foi desgastante e todos precisavam recompor as energias para uma tarde que prometia.
Foram servidos galinhada quentinha, saladas diversas e churrasco aos aventureiros, com direito a sorvete de sobremesa. Alguns aproveitaram o intervalo para descansar à sombra e até tirar um cochilo. Enquanto muitos já voltavam para o jipe, retomando a trilha.
Nos trechos mais complicados a trilha parava por alguns minutos, em muitos lugares passava apenas um jipe de cada vez, sendo que poderia atolar. Nesses momentos a integração entre os participantes ficava explicita através das conversas e risadas.
Um ambiente totalmente saudável para as famílias que estavam presentes. Muitos jipeiros levam esposa e filhos para esses encontros. É o caso de Diogo, o garotinho com apenas dois anos já se identifica com o esporte do pai, que tem uma gaiola. A família de São Jose da Hortência aproveitou cada momento da trilha de Rolante. Ele estava tão empolgado que acordou de madruga sonhando com o barro, contou a mãe do pequeno.
Para um bom desempenho em meio à todos os obstáculos que fazem parte do trajeto é fundamental um bom motor e, claro tração nas quatro rodas. Segundo Márcio, um dos organizadores e participantes que também fez o percurso a altura do veiculo é outro aspecto importante.
Depois um dia de emoção o que valeu mesmo foi pisar fundo no acelerador e curtir os trechos do percurso em meio à natureza. Os participantes foram recebidos de volta ao parque com chopp, e para petiscar como cuca com lingüiça, culinária típica da cidade. Mas o alimento dessa galera mesmo foi a adrenalina e a aventura e, essas eles garantiram em um belo dia na cidade de Rolante.
Texto: Suellen Machado
Fonte:
Adriano Alvício Bauer Cidade:
Rolante-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 10/04/2006
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