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Instalados em Portugal para a cobertura da 1º Etapa do Campeonato Free Ride o INEMA visitou o Castelo de Óbidos localizado na vila de mesmo nome. As histórias que cercam esse antigo local são imperdíveis.
"A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original" é a frase escrita em uma das quatro portas da Vila de Óbidos, lugar pelo qual a equipe INEMA acessou o pomposo castelo de Óbidos. A frase foi feita a pedido do Rei D. João IV em agradecimento pela proteção da Padroeira durante a Restauração da Independência do país, em 1640.
A muralha do castelo de Óbidos cerca a vila onde nossa equipe passou o dia visitando e aproveitou para fazer uma bela refeição em meio a esse aconchegante lugar. O castelo ergueu-se 79 metros a cima do nível do mar e mistura elementos dos estilos romântico, gótico, manuelino e barroco. O perímetro das muralhas reforçadas por torres alcança 1.565 metros sendo em alguns trechos elevado a 13 metros de altura. Fruto de diversas intervenções arquitetônicas ao longo dos séculos integra o conjunto da vila que preserva suas características medievais de maneiras quase que cenográfica.
A origem da Vila remete ao século I na cidade de Eburobrittium onde romanos, visigodos e árabes marcaram a localidade: No século I destaca-se a permanência romana. Entre o século V e VIII os visigodos são o povo dominante e até ao século XII os árabes marcaram presença com a edificação ou reedificação do castelo. Em 1148 D. Afonso Henriques toma Óbidos dos Mouros. Em1210 constitui o ano em que a vila é doada por D. Afonso II à Rainha D. Urraca. Com D. Fernando a muralha é ampliada e uma nova torre construída. O primeiro condado de Óbidos é instituído em 1636 e sete anos mais tarde D. João IV manda reparar novamente as muralhas.
A vila de Óbidos foi, noutros tempos, local de preferência dos nossos reis e rainhas para descanso ou refúgio das desavenças da Corte. Cada canto desta vila medieval esconde histórias de amantes que confiaram as suas memórias. Óbidos passou a ser pertença da Casa das Rainhas de Portugal quando D. Afonso II doa esta vila a D. Urraca. Mais tarde D. Dinis, um rei apaixonado, oferece Óbidos a D. Isabel de Aragão, sua rainha. Desde então e até ao século XIX Óbidos e a aura de romance que o envolve, fizeram parte do dote recebido por todas as rainhas de Portugal.
Durante os últimos anos do reinado de D. Afonso IV, D. Inês de Castro, fugindo da fúria do rei, escondeu-se nas muralhas do castelo de Óbidos. Lá permaneceu durante algum tempo escapando às intenções de assassinato que contra ela se iam definindo. Mais tarde e como forma de agradecimento D. Pedro faz a doação de alguns terrenos hoje conhecidos por Várzea da Rainha à população de Óbidos. Ainda hoje, observando estas terras do alto da muralha é possível sentir a envolvência que mistura as memórias confusas de uma trágica história de amor.
Óbidos esconde ainda as lágrimas de muitas rainhas se deslocavam para recuperar das tristezas que assolavam as suas almas. Foi o que aconteceu com D. Leonor com a morte trágica do seu filho, o príncipe D. Afonso. Vítima de um acidente a cavalo D. Afonso era o único herdeiro legítimo do trono. A sua morte provocou um profundo desgosto em D. João II e D. Leonor e terá sido provavelmente a causa do falecimento precoce do monarca, quatro anos depois da tragédia, com apenas 40 anos de idade.
D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro e D. Maria I, D. Leonor, D. Catarina de Áustria, D. Carlos, foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando, de uma maneira ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém.
Essas são penas algumas das várias histórias que o INEMA leva até você durante a cobertura das etapas do Campeonato de Free Ride. Não perca.
Equipe INEMA
Fonte:
Internet Cidade:
Obidos - Portugal-EX-Portugal Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Raquel Wainstein Date: 27/04/2006
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