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Membro da Equipe do piloto Sacha Haim - patrocinado pela Reebok - Daniel Bonucci Bonilha, 23, fez em 2006 sua primeira participação no Festival de Balonismo de Torres, RS, realizado entre os dias 27 de abril e 1º de maio.
"Foi a primeira vez que estive em Torres. Pretendo voltar outras mais," fala o fisioterapeuta de São Paulo, Daniel Bonucci Bonilha após ter participado do 18º Festival de Balonismo como membro do resgate da equipe da Reebok. Indicado pela piloto Grabriela Slavec, Daniel foi chamado por Sacha Haim, especialmente para ser parte do grupo que iria ao Rio Grande do Sul.
Para ele, novato no festival de Torres, tudo decorreu dentro do esperado, a estrutura oferecida pela organização "estava perfeita" e as provas, não muito variadas, mas bastante disputadas. A equipe a qual o balonista integrava, encerrou o evento na 5º colocação, resultado definido no último instante. "O vencedor foi decidido apenas na prova final e não tivemos sorte com o vento, o que nos fez perder algumas colocações."
O grupo que trabalhou com um piloto mais duas pessoas responsáveis por dirigir o carro de resgate até o local de pouso e auxiliar na montagem, desmontagem do balão e na navegação, de acordo com Daniel, caracteriza-se pelo seu trabalho em conjunto objetivando a vitória. Sacha Haim e sua equipe participam de inúmeros eventos - festivais campeonatos brasileiros, sul-americano e eventualmente o mundial.
Sete anos de balonismo
A primeira participação de Daniel no balonismo foi em 1999, quando um colega (Jurij, irmão de Gabriela Slavec) o convidou para o Campeonato Brasileiro. "Ele alegou que seria uma viagem com tudo pago, era preciso apenas fazer algumas anotações e eu ainda poderia voar de balão," lembra. Assim conheceu o esporte que defini como "um hobby como nenhum outro" e passou a atuar como observador (acompanha o piloto desde o preparo para a decolagem, até o pouso final. Durante esse tempo precisa anotar tudo o que acontece. Mede distância ao alvo e se certifica de que não foi cometida nenhuma infração das regras pré-estabelecidas).
Já no seu primeiro vôo, que foi "um pouco turbulento", o fisioterapeuta descobriu que lá de cima, podia ter outra visão do mundo. A oportunidade de estar no silêncio de céu e ser o último da cidade a ver o sol se pôr o atraiu definitivamente ao balonismo. Hoje são sete anos no esporte. Daniel já conheceu inúmeras cidades paulistanas, foi a Curitiba, PR e a Torres, RS, passou por dificuldades, momentos engraçados e aumentou seu círculo de amigos.
Situação divertida, ele cita uma que viveu quando acompanhava o piloto Fábio Passos: "O balão 'pegou uma térmica', ficou sem gás e foi necessário ir pra pouso no meio de uma floresta bem densa, em cima de um morro, aonde não chegava carro. Tivemos que descer o balão morro abaixo nas costas por uns 500 metros. Quando terminamos estava tão calor que entramos de cabeça num córrego imundo, que na ocasião parecia limpinho."
A convivência com tantos pilotos diferentes, na função de observador, trouxe inúmeras amizades e rendeu boas histórias. Com apenas uma experiência em equipe - no festival de balonismo - Daniel ainda prefere ser observador. "Você interage com diversos pilotos diferentes e ainda tem mais chance de voar de balão!" afirma.
Daniel que trabalha como fisioterapeuta, enfrenta dificuldades cada vez maiores para conciliar a profissão com o esporte. "Quanto mais passam os anos, mais trabalho surge e a dificuldade aumenta progressivamente", conta. Assim, sempre que possível, ele procura marcar férias em épocas que coincidam com os campeonatos.
Equipe INEMA
Fotos: Michele Fernandes, Elen Pereira, Daniel Bonilha
Fonte:
Daniel Bonucci Bonilha Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Daniel Bonucci Bonilha Publicado: Michele Wesner Fernandes Date: 15/05/2006
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