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A 8ª Expedição GAIA - Amazônia aconteceu de 07 de abril a 01 de maio de 2006. Acompanhe a continuação do relato da expedição!
Por fim, fomos salvos por um trator 4x4 conhecido na Amazônia como "Jirico". Fizemos trenzinhos com dois ou três jipes e o trator nos levava fora desse atoleiro dimensões dantescas. Conseguimos, assim, vencer mais esse local e deixar para trás os dois carros fora do comboio que seriam rebocados até Rurópolis, a 20 quilômetros dali. A partir desse ponto seguimos por mais alguns trechos razoavelmente tranqüilos até chegarmos no último atoleiro antes de Rurópolis, onde o exército brasileiro "melhorava" a estrada com dois tratores de esteira e mais um Jirico.
Ficamos cerca de 3 horas ou mais esperando a liberação da pista. No comecinho da noite concluímos a travessia, mais uma vez com a ajuda do trator-salvador, pois os jipes, por mais equipados que estavam, não tinham condição de atravessar aquela subida enorme com terra solta e remexida pelas máquinas. Depois seguimos sem problemas até a pequena cidade de Rurópolis, no entrocamento da BR-163 norte com a Transamazônica, onde pudemos ter uma noite tranqüila de descanso. Esse relato serve como pano de fundo para a aventura que foi a 8a. Expedição Gaia Amazônia 2006 que teve seu início na cidade de Rio Verde, no Mato Grosso do Sul e percorreu cruzando três estados (MS, MT, RO) até atingir a capital rondonense, Porto Velho, onde o grupo inteiro se reuniu para dar a partida. Estávamos em nove veículos (duas L-200 Savana, uma L-200 GLS, uma L-200R preparada para andar nas ruas, dois jipes Toyota Bandeirante, dois jipes Troller e um Toyota Bandeirante Cabine Dupla) em um total de 15 pessoas, que se juntaram para percorrer os 2200 km da rodovia Transamazônica (BR-230) durante o final do inverno amazônico, em um ano de muitas chuvas e dezenas de cidades alagadas.
Partimos de Porto Velho até Humaitá, porta de entrada da rodovia. Adiante seguimos sentido leste pela Transamazônica e já pudemos sentir que os estragos esse ano nas estradas eram enormes. Os atoleiros eram vencidos a cada km e as pontes precárias vencidas uma a uma. Nesse trecho passamos pelos municípios de Apuí e Jacareacanga até atingir a cidade de Itaituba, na beira do Rio Tapajós. No trecho entre Humaitá e Apuí tivemos a ajuda de um amigo nosso morador da região, o Marquinhos, que teve um papel fundamental como profundo conhecedor da região, dos atoleiros e das pessoas locais que cruzavam com a gente na estrada.
A partir de Itaituba uma parte do grupo seguiu na balsa com os carros e outra parte seguiu nos barcos de passageiro. Foram quase 300 km percorridos no Rio Tapajós até a cidade de Santarém, já no norte do estado do Pará, às margens do Rio Amazonas. Aliás, é exatamente nesse local que o Rio Tapajós deságua no Rio Amazonas. De Santarém o grupo seguiu para Alter do Chão onde pode passar alguns dias descansando nas margens do Tapajós, curtindo esse lugar especial de indescritível beleza. Em seguida, a expedição começava a retornar, o que não significa final de viagem, e sim a continuação de muitas aventuras pela BR-163 e Rodovia Transamazônica como tratamos no início da matéria. A Transamazônica esse ano estava com um gostinho bastante especial devido ao volume das chuvas. Além de terem chegado atrasadas esse ano, as águas despencaram com uma força incrível, deixando dezenas de cidades em estado de calamidade pública e vários municípios isolados.
"A Defesa Civil divulgou na tarde desta segunda-feira (24/4) mais um relatório parcial sobre a situação dos municípios atingidos pelas cheias. Já são 3.792 famílias desalojadas e 1.265 famílias desabrigadas. Foram registradas 7 mortes. Ao todo, são 18 municípios em situação de emergência: Tucumã, Anapú, Rondon do Pará, Porto de Moz, Almeirim, Itaituba, Prainha, Parauapebas, Água Azul do Norte, Eldorado do Carajás, Óbidos, Marabá, Tucuruí, Novo Progresso, Altamira, Monte Alegre, Anajás e Santarém." - fonte Jornal O Liberal (Belém-Pará)
Continua
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Rurópolis-AM-Brasil Fotos: Fabiane De La Vega Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 23/05/2006
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