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Veja como foi a aventura de queda livre realizada por Mário Pardo, em 2006.
Quem viu, não vai esquecer. Nunca mais. Vai ser tema de conversa durante muitos fins de tarde, nas esplanadas da marginal, ali, onde a vida sossega. Naquela calmaria, quando os olhos se passearem pelo céu, todos se irão lembrar dele. Do "louco" que se lançou lá de cima, da ponta do Cabo.
Mário Pardo, primeiro Base Jumper português (saltos de pontes, antenas, edifícios e penhascos), é o único no país a dedicar-se profissionalmente a esta actividade, considerada a mais radical da queda livre. Com um enorme percurso de saltos, dos sítios mais insólitos (ver CV anexo) Mário Pardo promete sempre, em cada novo desafio, superar-se, arriscando um pouco mais, indo um pouco mais além. E o prometido é devido!
Quem esteve presente no Cabo Girão - o maior promontório da Europa e o segundo maior do Mundo - susteve a respiração durante o salto que Mário Pardo lá executou. De mota, para ganhar distância entre ele e o limite natural da falésia, que desce vertiginosamente por 580 metros em direcção ao mar, Mário Pardo aparece na última curva, já a uma velocidade alucinante e quando entra na passadeira vermelha - colocada na rampa para melhor aderência "Já quase não se ouve a respiração da pequena multidão de curiosos, muitos deles turistas, que ali se juntou. Só o barulho da mota no enorme silêncio e, de repente, o vazio".
Ninguém acredita no que está a ver. Ali tão perto. E todos correm procurando o melhor ângulo para acompanhar a descida do "homem pássaro". E voltam os sons e os risos nervosos. Os ais e os credos. Há lágrimas também. São quinze segundos, eternos, em queda livre, chegando a alcançar cerca de duzentos e vinte quilómetros/hora. Após o alívio da abertura, foram mais uns quantos segundos, já de pára-quedas aberto, até à segurança da praia.
Apoiado pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos e pela Região de Turismo, ambos da Madeira, patrocinado como sempre pela Red Bull e PlayStation, e desta feita também pela Brisa (refrigerantes da Madeira), junto com o apoio da GET HIGH, que gere a sua carreira e projectos, e da Queda Livre (a sua escola de pára-quedismo), Mário Pardo viajou com a sua equipa até à Madeira, para executar mais um dos seus saltos fantásticos.
Não sabemos o que vai pela cabeça do Mário Pardo. Qual será o próximo salto, ou de onde será? Sabemos que a seguir a este virá outro, mais ousado, mais impressionante, porque sempre foi assim. Quem viu, não vai esquecer. Nunca mais! É caso para dizer: "Mário, mereces a passadeira vermelha".
Fonte:
Mario Pardo Cidade:
São Paulo-SP Fotos: Mario Pardo Publicado: Élen de Cássia Pereira DATA: 22/06/2006
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