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No total foram percorridos cinco países (Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina) cerca de 11.000 km, em estradas de asfalto, terra, areia, pedra, caminhos e trilhas. Veja a parte III do relato da Expedição que aconteceu em julho de 2006.
A região do Deserto do Atacama e suas belas paisagens
Em Calama aproveitamos a manhã para trocar dinheiro, comprar mantimentos e abastecer os carros para o trajeto até o El Tatio, onde veríamos os geisers. De Calama seguimos primeiro por asfalto para Chiu-chiu e depois para Toconce, onde uma placa indicava LINZOR e EL TATIO. Tomamos este caminho e tivemos uma grande atividade off-road durante todo o trajeto. O caminho é bem estreito e vai pela encosta da montanha com algumas passagens que requerem muita calma e um pouco de perícia. Chegamos a passar por um fundo de vale que estava com uma camada de gelo, porém não foi necessário usar as correntes. Chegamos a El Tatio no horário do por do Sol e a paisagem estava maravilhosa, com os geisers jogando água para cima e fervendo.
O local estava deserto e pudemos curtir tudo isso sem a presença incomoda de uma multidão de turistas (o que ocorre no período da manhã). Seguimos para San Pedro, já no escuro, pela estrada de terra e com muita poeira. Mantínhamos uma boa distancia entre os carros e nos comunicávamos pelo rádio. O Marcelo e a Monika foram na frente para procurar alojamento para todos. Paramos no escuro, na entrada das termas de Puritama, para curtir o céu estrelado. A baixa umidade, a altitude e a ausência de iluminação proporcionam uma visão privilegiada do céu estrelado. Nossa assessora especial para assuntos de astronomia (a Maiara) nos ajudou a identificar as constelações. Seguimos para San Pedro e, pelo rádio, acertamos com o Marcelo a questão do alojamento.
Em San Pedro ficamos ''semi-acampados'' em uma pousada bem simples, porém com água quente para o banho e um local para fazermos o nosso café da manhã. Pela manhã o grupo aproveitou para conhecer o museu e a cidade e a tarde fomos visitar as dunas do Vale de Marte (ou vale da morte). Depois fomos para o Valle de la Luna curtir o por do Sol, junto com uma multidão enorme de turistas que subiu uma duna imensa e se postou encima de um morro para apreciar o espetáculo. Realmente vale a pena subir esta duna e observar o Lincancabur e as outras montanhas ao longe. À noite tivemos um jantar de confraternização em um restaurante local.
Retorno ao Brasil
No dia seguinte fizemos os tramites de saída do Chile logo que a aduana abriu, às 8 horas, e iniciamos a volta, subindo novamente em direção à cordilheira e o Paso Jama. A subida é longa e não adianta se apressar, pois o carro não passa de 60 - 70 km/h. Na aduana argentina os tramites foram relativamente simples e pudemos seguir para Jujuy. Um casal se despediu do grupo neste ponto, porque precisavam se adiantar na volta ao Brasil. No caminho ainda passamos por um imenso salar e várias montanhas multicoloridas. Chegamos a Jujuy relativamente cedo, 16 horas, e decidimos seguir para Salta, já que não poderíamos trocar o óleo dos carros naquele dia (domingo), como planejado. Tomamos uma estrada para Salta que passa por dentro de uma mata fechada. Foi uma transição incrível, do deserto para uma mata exuberante cheia de flores e bromélias. Chegamos a Salta ainda de dia, conseguimos nos alojar em um bom hotel e comer uma boa carne argentina.
Na segunda-feira de manhã em Salta levamos os carros a um local para troca de óleo, almoçamos e seguimos para J Gonzáles, a 220 km de Salta. Nesta cidade nos alojamos em um hotel para começar o estirão da volta no dia seguinte. De J. Gonzáles até Resistência há uma reta de 700 km. Três carros saíram as 5 da madrugada pois queriam chegar mais cedo ao Brasil (ainda faltavam quase 1500 km para a fronteira). O restante do grupo saiu às 8 horas em direção a Resistencia e Corrientes. Um dos carros seguiu adiante em Corrientes e nós rodamos até Ituzaingo, onde pretendíamos acampar. No entanto, o camping estava fechado e nos alojamos em um confortável hotel (o único) na cidade. De lá seguimos para a fronteira, em Puerto Iguazú, e depois para Campo Mourão, no Paraná. De Campo Mourão foi só seguir para casa.
No total rodamos em cinco países (Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina) cerca de 11.000 km, em estradas de asfalto, terra, areia, pedra, caminhos e trilhas. Andamos a altitudes que variaram de 50 a 5.400 m e tivemos temperaturas de -20 a +37 oC. A Expedição transcorreu sem problemas mecânicos em nenhum dos carros (3 Mitsubishi Savana, 2 Troller, 1 Land Rover Defender 110 e uma camionete Toyota Bandeirante cabine dupla) a não ser três pneus furados e a dificuldade de pegar no frio. Não tivemos nenhum acidente ou percalço. Como em outras expedições, foi preciso fazer alguns ajustes na programação para adequá-la às condições das estradas e ao cansaço ou entusiasmo do grupo.
por Marco-A. De Paoli
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 09/08/2006
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