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No total foram percorridos cinco países (Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina) cerca de 11.000 km, em estradas de asfalto, terra, areia, pedra, caminhos e trilhas. Andaram altitudes que variaram de 50 a 5.400 m.
Cruzando o Brasil do Mato Grosso do Sul ao Acre...
A 9ª Expedição da Gaia foi realizada com muito êxito. Fizemos o encontro dos participantes paulistas em Rio Verde do MS no dia 24/6. No mesmo dia, enquanto esperávamos alguns participantes, curtimos um pouco a cachoeira que tem pertinho da cidade. Saímos todos no dia 25 para Cáceres (onde encontramos o casal que faltava do grupo e que vinham de Belem, via Brasilia). No dia seguinte seguimos para Ji-Parana, já em Rondônia. Nesta cidade fizemos a manutenção das 3 Savanas (troca de óleo, graxa, etc) no revendedor Mitsubishi local e assistimos ao jogo do Brasil. Depois seguimos para Porto Velho, onde dormimos em um dos melhores hotéis da cidade, mas que deixa muito a desejar.
Dali seguiríamos para Brasiléia, já perto da fronteira Brasil/Bolívia. No entanto, depois que passamos uma balsa e logo na hora que o asfalto melhorou, a Toyota do Marcelo apresentou um entupimento na alimentação de diesel. Mudamos o plano e decidimos parar em Rio Branco. Um excelente mecânico de bombas injetoras resolveu o problema em meia hora e tivemos a oportunidade de conhecer a capital do Acre, Rio Branco, o que foi uma grata surpresa.
Rio Branco e uma cidade bonita, limpa, bem arrumada e com o centro antigo e o porto fluvial quase todo revitalizado. Gostamos muito e também encontramos bons hotéis e restaurantes. De Rio Branco seguimos para Brasiléia para os tramites alfandegários de saída, mas não nos avisaram que tínhamos que pegar um carimbo de saída nos passaportes na Polícia Federal. Seguimos para Assis Brasil, onde se construiu uma bela ponte, que une nada com coisa nenhuma, e descobrimos que teríamos que voltar os 115 km para pegar o tal carimbo. Uma conversa com o pessoal muito solicito da polícia federal e eu e Marcelo pudemos voltar com os passaportes de todo o grupo para carimbar. Isso nos atrasou 3 horas.
Os funcionários da imigração peruana e da aduana foram muito mal educados e incompetentes. Depois dos tramites (imigração e aduana) em Iñapari, já estava escuro e decidimos acampar na frente da única pensão do lugar. Como todos tinham barracas de teto não foi problema acampar, usamos os banheiros da pensão e cozinhamos nosso jantar na beira do Rio Acre. Somente os Hermanos Martinez dormiram na pensão.
A floresta Amazônica Peruana e a beleza da cordilheira dos Andes.
No dia 30/6, seguimos de Iñapari para Puerto Maldonado. Este percurso é feito pela amazônia peruana e a estrada está em obras. Em Puerto Maldonado aproveitamos para trocar comprar a moeda local, "Soles", e acampamos em um local bem acolhedor. De Puerto Maldonado seguimos para Quincemil (onde ficamos sabendo da derrota do Brasil), uma "cidade de primeira". Novamente, o percurso foi todo pela Amazônia peruana, a 150 m de altitude. Um dos carros chegou com o pneu furado e nós o consertamos pois o borracheiro local não sabia nem o que era um pneu sem câmara. Um outro estava com o pneu murcho pela manhã, mais um conserto com o remendo rápido para pneus sem câmara.
Acampamos na frente da prefeitura local e "los hermanos" se alojaram em um dos quartos da pensão local. De Quincemil seguimos para Cusco. Esse trajeto é incrível porque se passa da amazônia peruana para a cordilheira. A subida é lenta e gradual e muitíssimo bonita. Passamos por Marcapata, já na cordilheira, e chegamos a mais de 4.000 m de altitude. Nesse ponto tivemos que usar o cilindro de oxigênio que estava levando, pois ao levantar o galão de diesel fiquei completamente tonto. Com 10 minutos de puro O2 eu já estava novo em folha. O caminho para Cusco depois de Marcapapta é meio monótono. O Peru está construindo a Rodovia Transoceânica para ligar o Acre a um dos seus portos e este trecho está cheio de desvios. Chegamos a Cusco na noite do dia 2/7, depois de parar em um posto onde encontramos um grupo de caminhoneiros de Passo Fundo que estavam levando equipamentos para a construção da estrada. Alguns membros do nosso grupo (que não tomaram o O2) chegaram a Cusco com mal da altura (tontura, enjôo, vomito, etc).
Continua...
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Brotas-SP-Brasil Fotos: Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 09/08/2006
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