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No total foram percorridos cinco países (Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina) cerca de 11.000 km, em estradas de asfalto, terra, areia, pedra, caminhos e trilhas. Veja a parte II do relato da Expedição que aconteceu em julho de 2006.
Cusco e Machu Picchu: suas belezas, curiosidades e encantamentos.
Em Cusco nos alojamos no Hotel Ruinas, que tem instalações excelentes e nos tratou muito bem. No dia seguinte fomos para Macchu Pichu em um passeio organizado pela Agencia Ruína, foi ótimo e muito bem organizado, passamos o dia visitando as ruínas do povo Quechua e nos encantando com a beleza, o misticismo e as histórias da região. Em Cusco tivemos temperaturas bem baixas a noite, chegando a 2o C pela manhã. No dia seguinte ao passeio, a maior parte dos participantes aproveitou para limpar os carros pela manhã e à tarde fazer um passeio a pé, visitando as ruínas mais próximas a Cusco. Já no terceiro dia fizemos um passeio ao Valle Sagrado com os nossos carros, parando nas ruínas de Pisac, na cidade de Pisac e indo até as ruínas de Ollantaitanbo. Depois da caminhada nas ruínas de Pisac fizemos uma rodada de O2 para recuperar o fôlego.
No dia 6/7 saímos de Cusco em direção sul, por asfalto, para chegar em Puno e seguir para Copacabana na Bolívia. No dia anterior havia ocorrido uma greve geral de camponeses e a estrada estava fechada com pedras em alguns trechos, o que nos obrigava a dirigir com muito cuidado. Em certa altura do caminho havia um bloqueio e tivemos que tomar um caminho de terra alternativo para chegar a Puno. Isso incluiu o cruzamento de um rio e muita poeira. Chegamos a Puno e contornamos a cidade por uma avenida externa, tomando o rumo da fronteira com a Bolívia, para chegar a Copacabana. Na saída do Peru fomos extorquidos pelos policiais e pelos militares peruanos. Os funcionários de fronteira bolivianos, ao contrário dos peruanos, nos trataram muito bem, ficando inclusive além do horário para nos atender. Seguimos para um hotel em Copacabana à beira do Lago Titicaca. O frio era intenso, o hotel não tinha calefação nos quartos e a água quente era uma questão de sorte.
Cruzando a Bolívia do Lago Titicaca ao Deserto do Salar.
Em Copacabana fizemos um passeio de barco à Ilha do Sol para visitar umas ruínas incas e a "fonte da Juventude". À noite jantamos todos juntos em um restaurante local que servia trutas. No dia seguinte saímos cedo para tentar chegar a Sucre. Logo na saída tivemos que pagar um pedágio municipal e logo depois passamos nas balsas, que levam um ou dois carros por vez, dependendo do humor do balseiro. Passamos por La Paz, onde abastecemos, e seguimos para Oruro. De Oruro pegamos a estrada para Potosi (para chegar em Sucre é preciso passar por Potosi). Na parada antes de Oruro havíamos constatado que um dos carros estava com um pneu furado e tivemos que consertá-lo. Não foi difícil, mas perdemos um bom tempo. O trecho de Oruro a Potosi é belíssimo e passa por grandes altitudes.
Acabamos chegando a Potosi no escuro por volta das 19 horas. Depois de consultar o hotel El Libertador, confirmando a possibilidade de alojamento, decidimos abortar a ida a Sucre e ficar em Potosi. Em Potosi aproveitamos para visitar o museu Casa de la Moneda, que é muito bem organizado e bonito. Havia a possibilidade de visitar as minas de prata, mas nenhuma pessoa do grupo se interessou pelo passeio, preferindo visitar a cidade e comer um bom bife de Llama.
No dia 10/7 seguimos de Potosi para Uyuni, agora por estrada de terra com muita poeira. O caminho também é lindíssimo, com o detalhe que há um pedágio (que chamamos de "taxa de off-road"). A chegada na cidade de Uyuni se deu por volta das 16 horas e nos alojamos no Hotel Los Girasoles, que é um verdadeiro "oásis" no deserto. Aproveitamos para fazer os tramites de saída da Bolívia (com validez de três dias), porque o dia seguinte seria feriado na cidade, e para combinar o passeio ao Salar de Uyuni com uma agência local. No dia seguinte bem cedo saímos em três Toyotas Land Cruiser em direção ao cemitério dos trens e a Ilha do Pescado, ou Incahuasi (casa do Inca), no meio do Salar de Uyuni. O passeio foi muito bem organizado pela agencia Licancabur e incluía um almoço em pleno salar. Retornamos a cidade para jantar e descansar para a travessia do dia seguinte.
A travessia do Salar de Uyuni (Bolívia) para o Deserto do Atacama (região norte do Chile)
A travessia de Uyuni para San Pedro do Atacama foi o ponto alto de nossa Expedição. Tentamos sair bem cedo, mas alguns carros não pegava devido à baixa temperatura da noite (-15 oC), pois seus motores não possuem velas de pré-aquecimento. Com um pouco de paciência e alguns carros rebocados conseguimos sair por volta das 10 horas. Alguns carros ainda não conseguiam desenvolver a plena capacidade de rotação porque o diesel fica muito denso nestas temperaturas e os respectivos motores não estavam dimensionados para estas condições. Deslocamos-nos lentamente no começo, curtindo as miragens na superfície do salar, para depois andar em velocidade normal. Depois de uma parada para comer chegamos ao ponto onde se avistava o Vulcão Ollagüe, que faz a fronteira com o Chile.
Dali tomamos uma trilha cheia de pedras em direção às diversas lagunas do caminho. Quando passou das 16 horas começamos a procurar um local para acampar e encontramos um lugar abrigado na Laguna Hedionda (ao contrário do nome, o local é lindo e cheio de flamingos). Armamos as barracas ao lado da construção de uma pousada, onde havia a possibilidade de usar banheiros. Los hermanos decidiram alugar um quarto com duas camas (10 US$ por pessoa) e cozinhamos o jantar enquanto havia sol. Quando escureceu a temperatura começou a baixar rapidamente e, por volta das 20 horas, já estávamos todos dentro das barracas e dentro de tudo quanto é coberta que tínhamos. Muitos não conseguiram dormir com o frio intenso que fez aquela noite. A umidade da respiração condensava na forma de gelo no teto interno das barracas. Só fomos recuperar a nossa temperatura normal pela manhã, depois que o Sol saiu de trás das montanhas.
Tomamos o nosso café da manhã, desarmamos o acampamento e começamos a tentar a ligar os carros. Aos poucos fomos conseguindo ligá-los um por um e pudemos seguir em direção à Laguna Colorada, onde pagamos (30 bolivianos por pessoa, algo como menos de US$ 4,00) para entrar no parque nacional que existe ali no caminho da fronteira. Também passamos pela aduana boliviana, que está localizada no escritório de uma companhia de mineração a 5.400 m de altitude. Nesta aduana também fomos bem atendidos. De lá seguimos para a Laguna Verde e a fronteira, onde fomos novamente muito bem atendidos pelo funcionário boliviano da imigração. Logo depois atingimos o asfalto que levava, em descida, até San Pedro do Atacama e a aduana chilena.
Chegamos a San Pedro no final do dia 13/7 e paramos na repartição de fronteira (imigração, aduana e fiscalização sanitária). Na aduana tivemos o azar de chegar depois de dois ônibus e perdemos um tempão. Mas, seguimos para Calama tranquilamente (100 km) por uma excelente estrada asfaltada e conseguimos nos alojar em um hotel muito confortável e com boa calefação.
Continua
Fonte:
Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Cidade:
Machu Picchu -Peru-EX-Peru Fotos: Marcelo Fuzinato - GAIA Expedições Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 09/08/2006
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