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Maco Aurélio Braga Paim, 32 anos, de São Paulo-SP é vídeoreporter de aventura. Em entrevista ao INEMA no dia 4 de setembro de 2006 ele falou de suas experiências na profissão. Confira a importância de trabalhar fazendo o que ama.
Seu interesse pela vídeoreportagem surgiu através da vontade de documentar as viagens e a prática dos esportes. ''Vi que algumas pessoas faziam isso na TV, e me interessei em pesquisar como era essa profissão'', conta. Desde 1986 ele atua na área e comenta que além da captação das imagens, vários critérios devem ser trabalhados, entre eles, o roteiro, o texto e o áudio.
O esporte influenciou totalmente a sua opção profissional. Há 20 anos ele pratica esportes de ação. Braga iniciou com skate, depois foi para a escalada, rapel e montanhismo. Praticando rafting ele foi descobrindo diversos esportes outdoor. ''Nunca parei de praticar nenhum deles, e a TV me chamava muito a atenção'', afirma. Ele fez alguns trabalhos de propaganda, comerciais, participações em novelas e até cinema. Mas o que ele mais sonhava era trabalhar com esportes de aventura na TV. Sonho realizado.
Graduado em tecnologia em processamento de dados e pós-graduado em
análise de sistemas e especialização em vídeoreportagem. Ele aconselha àqueles que se identificam com as aventuras e pretendem exercer essa profissão, a perseguirem seus sonhos. Estudar, se especializar, ter humildade, mas sempre sabendo se posicionar. Ter paciência com relação ao dinheiro, aprender com os mais experientes e tomar cuidado pra não se machucar, literalmente. Esses são aspectos que devem ser observados. ''Segurança sempre'', aconselha.
Para captar as melhores imagens técnicamente, ele conta que é preciso
estudar e sempre estar atualizado. Fazer cursos tanto na área de vídeo como fotografia, cuidar bem de seu equipamento e ouvir a voz da experiência. Além disso, ser ousado, ir aonde ninguém vai e ao mesmo tempo ser cauteloso, usar equipamentos de segurança, estar bem preparado fisicamente e amar, amar muito o que faz.
Ele procura praticar o máximo de esportes de aventura possível e pratica
também os esportes não convencionais, como basquete, futebol society, natação e outros. Além disso, ele treina em academia com patrocínio da Cia Athletica, para sempre estar em forma no seu trabalho. Gostando de todos os esportes de ação, ele destaca um em especial, o paraquedismo. ''Saltar de paraquedas é uma experiência incrível'', afirma.
Lição de vida na profissão
Entre diversas experiências emocionantes em sua atividade, ele comenta a mais recente, o Rally dos Sertões 2006. Participar dos Sertões foi uma experiência única para ele. ''A sensação é quase indescritível'', comenta. Aqui vai um pequeno relato desse profissional que ama o que faz para termos uma idéia:
''Na cidade de Seabra, fiquei na casa de uma senhora que tinha três filhas e uma
neta. Ela preparou o quarto da neta para eu dormir, lavou e passou
minhas roupas, que por sinal estava na hora, ou seja, ela salvou minha pele.
Antes de dormir, sua neta me mostrou que tinha ganho uma camiseta de uma
equipe, foi aí que me toquei, peguei algumas camisetas com escritas de rally
e dei uma para cada integrante da família. Me emocionei quando vi a alegria delas, coisas que não vemos mais aqui em São Paulo, ainda mais com camisetas. Pela manhã, exatamente ás 6:00 horas, meu espanto foi tamanho quando vi elas desfilando vestidas com as camisetas. Fiquei meio sem jeito, nó na garganta, sorri e dei um tchau...Isso foi a alegria de um momento para elas e lição de vida pra mim!''.
Estar em contato com outras culturas, tanto no Brasil como em outros
países. Esse é um dos diferenciais de sua profissão. Essas atividades lhe possibilitam viajar muito e conhecer pessoas, lugares e costumes. ''É difícil um trabalho de escritório que possibilite enviar você para um povoado do sertão brasileiro, ou para um povoado no canto de qualquer país do mundo para ficar um tempo e registrar como eles vivem, o que fazem e etc'', exemplifica. Para ele o mais gratificante nessa atividade é fazer o que gosta. ''Não há nada melhor do que você fazer o que gosta e ainda ser pago por isso, é um sonho realizado'', afirma.
Amando o esporte e sabendo do esforço dos organizadores e dos atletas para a realização dos eventos, ele considera todas as realizações muito importantes em sua vida. Mas cita alguns dos quais já gravou, como o Rally dos Sertões, Pré Mundial de Parapente, Mundial de Skate Vertival, Brasileiro e Paulista de MTB e Rally Cross Country, Triatlon Internacional, Aventura em Punta Del Este, Copa Internacional de MTB, Brasil Wild, Rally 500 milhas, Recorde Mundial de Bungee Jump, entrevista com Sandro Dias e Fabíola da Silva, e a premiação para os envolvidos com esportes de aventura no Brasil.
Determinação para superar dificuldades
Sobre as dificuldades, ele comenta que a falta de patrocínio nessa área é sempre um obstáculo para superar. ''Creio que melhorou muito, mas ainda é complicado'', avalia. Paciência para ganhar o que você deseja e viver totalmente disso. Saber trabalhar com as pessoas certas, que se identificam, respeitam e admiram o seu trabalho. Esses são aspectos destacados para superar as dificuldades na profissão. Para ele Luís Naschibin é um exemplo que motiva os profissionais da área, ele tem um programa de viagens e cultura internacional no canal Futura, o que fomenta o reconhecimento da profissão.
Ele já se arriscou para gravar cenas de esportes radicais. No campeoanato paulista de rally cross coutry, ele subiu em um outdoor para fazer as imagens. Outra vez ele ficou bem na saída de uma curva de canavial para gravar os caminhões saindo. No mineiro de trekking, ele subiu em uma ponte por onde passariam os atletas e ficou no teto dela para fazer as imagens, entre outras. Mas tudo isso com muita segurança, ou seja, equipamentos, e também sem atrapalhar os competidores.
Se ele tivesse que escolher uma palavra para definir sua relação com a
vídeoreportagem ela seria ''Identificação''. Amando o que faz e com máxima dedicação, ele afirma que na videoreportagem tudo depende dele. Caprichando muito nas imagens, na edição, no roteiro, ele busca transmitir exatamente aquilo que viveu no momento.
Sobre a família e as atividades profissionais ele conta que no início foi muito difícil. Sua esposa não aceitava sua profissão. Mas ele começou a levá-la para algumas viagens e a situação melhorou. Depois disso, ela passou a ser a primeira pessoa a incentivá-lo para as viagens. O primeiro filho do casal, Pedro Henrique, já enfrentou a ausência do pai por 13 dias, por causa dos Sertões. ''Agora com 6 meses já vai começar a viajar junto comigo também'', afirma.
Quando não está na atividade de vídeoreportagem, Marco Braga fica com a família. ''O melhor presente que Deus me deu foi minha família'', destaca. Além disso, sair, curtir e assistir filmes com a esposa, brincar e interagir com o filho, saborear um gostoso churrasco com os parentes, sobrinhos, jogar vídeogame com seu cunhado e assistir Simpsons, Friends, 24 horas, Invasion e Lost também completam seus momentos de lazer.
Ele agradece a Deus, sua esposa, seu filho, Cia Athletica, Spy Sunglasses, Adventure Gears, SuperSession, Tvaovivo, MassMedia e WebSuite por todo o apoio em sua vida e profissão.
Para finalizar ele deixa um recado aos nossos internautas:
''Fiquem ligados no meu site www.reporteraventura.esp.br. Pratiquem esportes, respeitem a natureza , curtam o INEMA, fé em Deus e pé na tábua''.
Equipe INEMA
Fonte:
Repórter Aventura Cidade:
São Paulo-SP Fotos: Repórter Aventura Publicado: Fabiane Castro DATA: 04/09/2006
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