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Rogério Schröder chegou da Convenção Nacional da Yamaha 2006, realizada em Manaus, onde conheceu essa novidade. "Os japas capricharam, a moto tem um ótimo acabamento, é um doce para andar", afirma entusiasmado. Confira!
O motor é o mesmo da Fazer 250, com injeção eletrônica e um bom torque em baixas. Vem com freio a disco na traseira, painel digital completo, inclusive com contagiros. Suspensões com ótimo curso e peso de apenas 130kg também acompanham.
O problema é que a fábrica está com problemas e a chegada nas lojas deve demorar aproximadamente 60 dias. Assim que recebermos a moto vou convidar a galera para uma festinha na Motoryama, trocarmos uma idéia e tomarmos umas para comemorar.
Abaixo o relato que extraí do Motoonline.com.br
Aqui estão as primeiras impressões sobre a nova Yamaha XTZ 250 Lander que tive a chance de pilotar na terra em uma fazenda. O teste completo virá em breve. Graças à minha condição de piloto de teste da revista Duas Rodas, tive acesso à XTZ 250, no entanto, não considere como teste, pois não foi possível rodar em estrada de asfalto.
A primeira impressão foi impactante. A nova on-off da Yamaha é alta, fina e compacta. O estilo é totalmente inspirado na série XTZ, iniciada pela pequena 125, dessa forma a ''família'' XTZ está crescendo. A sigla XTZ vem de X = fora de estrada. T = motor quatro tempos e Z = esportividade.
Segundo o press-release da Yamaha, a XTZ 250 foi desenvolvida para o Brasil, mas contou com a ajuda da Yamaha-Japão. De acordo com o informativo quem explica é Yutaka Kubo, diretor da engenharia de projetos da Yamaha do Brasil: ''desenvolvemos um veículo off-road com excepcional estabilidade e dirigibilidade para ser utilizado com conforto no dia-a-dia nos deslocamentos urbanos onde geralmente a pavimentação e lombadas são obstáculos a serem transpostos. Utilizamos o mesmo conceito aplicado para o desenvolvimento da XT 660R, porém em menores dimensões e com um comportamento dinâmico otimizado para todo terreno, concluiu Kubo''.
De fato, percebem-se semelhanças entre a 125 e a 660. Do lado direito está escondido o radiador de óleo, enquanto do lado esquerdo tem um tubo que canaliza o ar para o cabeçote. Falando em cabeçote, o motor é exatamente o mesmo da Fazer. Segundo o release da Yamaha, ''como sua irmã street YS 250 Fazer, a tecnologia e know-how empregados são os mesmos utilizados nas Yamaha YZF-R1 e YZ 450F que fazem uso do pistão forjado e cilindro com revestimento cerâmico, maior resistência e melhor dissipação do calor. O funcionamento do propulsor monocilíndrico, quatro tempos, OHC (Over Head Camshaft) de exatos 249 cc que desenvolve 21 cv a 7.500 rpm e é comandado por um eficiente sistema que controla um conjunto de dez diferentes leituras''. A exemplo da Fazer, a XTZ também corta a alimentação quando inclina, mas em ângulo de 65º.
Pelo que observei neste primeiro contato, a Yamaha apostou suas fichas exatamente nas reclamações mais comuns entre donos de Honda XR 250 Tornado:
- Banco largo e macio. Uma das grandes reclamações de ''Tornadeiros'' é o banco fino e duro que incomoda em longas viagens. Eu sei porque viajei 5.000 km com a Tornado.
- Freio traseiro a disco. Por mais que os defensores da Tornado aleguem que o freio a tambor é eficiente isso não se justifica. O freio a disco é melhor, mais moderno, mais eficiente no molhado e aparece até nas scooters de 50cc.
- Farol maior. A lâmpada é a mesma potência de 35W (uma involução em relação à XT 225 que tinha lâmpada de 55W), mas a lente é maior e multifocal.
- Guidão apoiado em coxins e sem cross-bar. Menos vibração no guidão, sobretudo nas longas viagens e de conceito mais moderno.
- Painel com tacômetro. Apesar de menos informações que o painel da Tornado, o conta-giros é um item exigido pela maioria dos motociclistas. Mas devo admitir que a leitura das barras é difícil durante o dia.
- Corrente 428. Bom, aqui é a velha história: pode ser mais silenciosa que a 520 da Tornado, mas também dura menos e no fora-de-estrada pode quebrar mais facilmente.
- Suspensão traseira com fácil regulagem da tensão da mola. Enquanto a Tornado tem a possibilidade de regulagem da altura total, na Lander a tensão da mola é acessível e fácil de regular com a ferramenta original. Na Tornado é preciso desmontar meia moto pra chegar à regulagem.
Itens que podem gerar desgosto nos XTZeiros
- Rodas de aço. Realmente não tem justificativa, afinal o aro de alumínio também aparece até em motos mais baratas, como na recém lançada Honda CRF 230.
- Balança de aço. Apesar de ser 4 kg mais leve que a Tornado, a XTZ merecia uma balança de alumínio.
Alguns colegas jornalistas reclamaram do barulho excessivo do motor. Pilotei a moto e percebi que é normal. Na verdade cada vez que o escapamento fica mais silencioso, o ruído do motor se sobressai. Ninguém percebia a barulheira que o motor da XL 250 faz porque o escapamento fazia um estardalhaço dos infernos. Hoje o escape é muito silencioso e os ruídos mecânicos, principalmente na faixa de médias rotações, ficam mais sensíveis. No caso da XTZ 250 esse fenômeno é agravado porque as aletas laterais do tanque descem até metade do cilindro e forma uma concha acústica que colabora para o ruído amplificar! Paciência!
Na terra ela foi muito bem, agradável de pilotar principalmente pelo acelerador muito macio e a característica do motor de duas válvulas, notadamente mais torcudo em baixa rotação. As suspensão estão bem macias e progressivas e o silêncio de rodagem é impressionanate. A Yamaha optou pelos mesmos pneus Metzeler que equipam a Tornado. São muito bons na terra (fiz um rali de Tornado original), mas extremamente barulhentos no asfalto.
Não foi possível medir desempenho ou consumo, que será feito em breve. Mas por enquanto essas são as informações iniciais, agora tenha paciência e espere o teste completo!
Ficha Técnica
Comprimento total 2.125 mm
Largura total 830 mm
Altura total 1.180 mm
Altura do assento 875 mm
Distância entreeixos 1.390 mm
Altura mínima do solo 245 mm
Peso seco 130 kgv
Motor 4T, monocilindro, SOHC, refrigerado a ar + óleo, 2V, 249 cc (74 x 58 mm), Taxa de compressão 9.8:1
Potência 21 cv a 7.500 RPMv
Torque 2,10 kgf.m a 6.500 RPM
Partida Elétrica
Sistema de lubrificação Cárter úmido, com radiador de óleo
Tanque de combustível 11 litros
Injeção eletrônica AISAN
Bateria 12V 6 Ah
Transmissão primaria engrenagens
Transmissão secundária Corrente
Embreagem multidisco banhado a óleo
Câmbio 5 velocidades
Quadro Semi Berço duplo em aço
Cáster 26,50°
Trail 103 mm
Pneu diant. 80/90-21M/C 48S
Pneu traseiro 120/80-18M/C 62S
Freio dianteiro disco de 245 mm
Freio traseiro disco de 203 mm
Suspensão dianteira garfo telescópico (240 mm)
Suspensão traseira Monoamortecida com link (220mm)
Lâmpada do farol 12V 35/35 W (halógena)
Painel de instrumentos Cristal liquido multifuncional-hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), hodômetro do combustível (f-trip), marcador do nível de combustível digital e relógio. Luzes espias. Velocímetro e contagiros digital.
Cores Vermelha, azul e pretav
Geraldo Tite Simões
Fonte:
Rogério Schröder Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Rogério Schröder Publicado: Fabiane Castro DATA: 03/10/2006
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