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A grande final da temporada começa no dia 11 de outubro de 2006, na Barra da Tijuca/RJ, com a enome arena do maior circuito nacional do mundo instalada em frente ao Barramares.
Enquanto o paranaense Jihad Kohdr e o paulista Odirlei Coutinho ainda vão brigar pelo título brasileiro do SuperSurf 2006, a carioca Andréa Lopes chega na última etapa com mais uma conquista inédita na brilhante carreira já garantida. Ninguém tinha conseguido quatro títulos brasileiros na história da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), que está encerrando a vigésima edição do circuito inaugurado em 1987, quando a surfista de 32 anos de idade estava começando a surfar. O primeiro título brasileiro veio no seu ano de glória, 1999, depois foi bicampeã do SuperSurf em 2001 e 2002 e agora supera o paranaense Peterson Rosa (1994, 1999 e 2000) com o tetracampeonato confirmado na Bahia.
E sua primeira apresentação depois do feito inédito em Itacaré será em casa, pois Andréa mora em frente ao lugar escolhido para sediar a etapa final do SuperSurf 2006. ''Foi aqui mesmo na Barra da Tijuca que eu corri o primeiro campeonato da minha vida em dezembro de 1987, onde consegui minha vaga para o Mundial Amador de 1990 no Japão e onde ganhei o WCT em 1999'', relembra a maior vencedora do surfe feminino no Brasil. ''Mas, ainda bem que o título já foi decidido, porque não gosto muito de competir em casa, fico nervosa'', emenda a primeira brasileira a conquistar uma etapa do WCT e primeira do mundo competindo como convidada, mas sua história no esporte continua a ser escrita.
Chegou a ser divulgado que ela abandonaria a carreira com o tetracampeonato, mas Andréa disse não ter sido interpretada corretamente pela repórter. ''Eu contei que tive um sonho que ia me despedir depois de mais um título, mas foi um sonho... e que se concretizou lá na Bahia. Só que estou vivendo o melhor momento da minha carreira e da minha vida também. Como surfista profissional, quero tentar igualar o número de cinco títulos brasileiros que conquistei como amadora. E como pessoa, quero ter mais tempo para fazer outras coisas que sempre tive vontade, mas a carreira não possibilitava, como cursos, uma faculdade, de administração que é o que quero, cursos de dança, enfim, outras coisas''....
Apesar da força da nova geração, a carioca continua firme ampliando suas próprias marcas que encabeçam algumas listas de recordes da história da divisão principal criada no ano 2000. Além do inédito terceiro título brasileiro conquistado no SuperSurf (o outro foi em 1999), as outras que superam até os principais destaques da categoria masculina são as de maior número de baterias disputadas, completando 118 na Bahia, e o de 14 finais nas etapas, faturando o título em metade delas. Só entre as meninas, foi quem mais venceu baterias (71) e neste ano registrou a maior somatória em baterias com duas notas computadas, atingindo 17,57 pontos nas quartas-de-final em Ubatuba (SP).
''Sempre estamos aprendendo e neste ano destaco duas coisas importantes que acho terem sido decisivas para a volta dos bons resultados, pois fiquei uns 3 anos sem ganhar nenhuma etapa. Comecei a surfar com pranchas do Henneck (Wetworks), fiz um preparo físico direcionado para as pernas e neste ano consegui minhas maiores notas na história. Senti que estava surfando com mais força nas manobras e só em Maresias (segunda etapa) não acertei na escolha da prancha certa'', analisou Andréa.
Surfar com alegria, como destaca o heptacampeão mundial Kelly Slater no filme Letting Go!, surfar se divertindo, sem tanta pressão nas competições, mas sem perder a concentração, e trabalhar muito para alcançar os objetivos, foram ensinamentos aplicados por Andréa Lopes neste ano. ''Existem cinco momentos marcantes na minha vida! Este que vou viver nesta semana na Barra da Tijuca é o quinto e cada vez mais procuro esbanjar alegria, contagiar as pessoas com isso, com alegria e com surfe!!''....
Andréa Lopes é uma das atrações da etapa final do SuperSurf 2006, que começa nesta quarta-feira e vai até domingo na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ), onde serão distribuidos mais 134.000 reais em prêmios e decidido o campeão brasileiro da temporada. O paranaense Jihad Kohdr e o paulista Odirlei Coutinho são os únicos na briga por um Volkswagen Cross Fox zero quilômetro, porque o outro a carioca Andréa Lopes já faturou com o tetracampeonato brasileiro conquistado por antecipação na Bahia.
A Volkswagen, a TIM e a Nova Schin apresentam o SUPER SURF 2006, que desde sua criação no ano 2000 é organizado pela Editora Abril e ABRASP (Associação Brasileira de Surf Profissional). A sétima edição da Divisão Principal do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional é realizada também com co-patrocínio da Nescau, além do apoio das marcas Onbongo e Drop Dead, das lojas Overboard e Revista Fluir. Esta última etapa acontece ainda com a importante parceria da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Esportes do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte:
João Carvalho Cidade:
Barra da Tijuca-RJ-Brasil Fotos: Nilton Santos Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 10/10/2006
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