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O engenheiro mecânico, Elcino Del Penho Júnior, 48 anos, do Rio de Janeiro-RJ, realizou entre os dias 23 de agosto e 23 de setembro de 2006 uma emocionante viagem rumo à Machu Pichu. Confira suas dicas.
Para quem deseja realizar essa aventura, Elcino sugere uma leitura prévia a respeito dos países e lugares onde vai passar, para conhecer, escolher os passeios e aproveitar o que há de melhor.
Um planejamento do roteiro e opções de mudanças eventuais, assim como ele foi obrigado a fazer por causa de nevasca. Revisão geral, troca de pneus e preparação da moto para uma longa viagem: tanque maior, parabrisa, banco mais largo e malas são importantes. Ele sugere providenciar:
-ferramentas e principais peças de reposição
-primeiros socorros
-seguro carta verde para os países do Mercosul
-levar dinheiro em espécie e em bom estado (dólares), pois a maioria dos postos de gasolina, hotéis e restaurantes (pequenas localidades) não aceitam cartões de crédito
-fazer uma previsão dos dias que permanecerá em cada país e estimar os gastos, para fazer câmbio nas fronteiras
- ter cuidado com os guardas rodoviários do Chaco (Argentina), pois todos têm que dar dinheiro para eles-são dois postos distantes 40 km um do outro, a 155 km da entrada de Pres. Roque Saenz Pena
-não hesitar em parar para fazer uma foto, talvez você não passe nunca mais por ali
-vá com espírito despojado, com a mente aberta, sem preconceitos e livre para conversar com qualquer pessoa.
Questionado por amigos, parentes e motociclistas de outros grupos sobre a decisão em viajar sozinho, os perigos e riscos, ele comenta que
o planejamento da viagem é mais cuidadoso, pois a pessoa terá que se virar sozinha em locais desérticos. Terá que dar conta de uma pane na moto, levantá-la em caso de tombo, se enfaixar em caso de fratura, acampar no local para pernoitar e esperar alguma ajuda, levar gasolina extra e materiais de reparo para problemas que uma boa revisão prévia não pode evitar (furo de pneus, quebra por tombos, etc).
Segundo Elcino, o que não pode faltar nunca é uma forte e inabalável fé. Além diso, ele aconselha fazer pela manhã no início de cada trecho uma fervorosa e poderosa oração para limpar o caminho, dar segurança e principalmente tranqüilidade. "Tudo isso resulta num exercício de planejamento, execução, auto-estima, auto-confiança e principalmente, em liberdade", avalia.
Os trechos de deslocamentos são de contemplação das belezas até então desconhecidas, de meditação e até auto-análise. Ninguém consegue parar de pensar. "Aproveite para por as coisas internas em dia, se abrir, mudar atitudes, se perdoar por erros idiotas e virar uma nova pessoa", sugere.
Além disso tudo, com a solidão, ele avalia que o viajante não fica limitado às brincadeiras e papos só com os colegas de uma viagem coletiva, procura e precisa se comunicar com as pessoas de cada local, conhece muito mais do que o visual que o cerca e fica mais descolado para tomar decisões onde ir, quando e como.
"Não sou contra viagem em grupo, porém, de vez em quando temos que fazer uma viagem sozinho. Penso que é necessário para todas as pessoas um momento de solidão para se desligarem de tudo que as cercam'', finaliza.
Equipe INEMA
Fonte:
Elcino Del Penho Júnior Cidade:
Machu Pichu-Peru-Ex-Peru Fotos: Elcino Del Penho Júnior Publicado: Fabiane Castro Date: 19/10/2006
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