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Jihad Kohdr garantiu o título da histórica 20ª Edição do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional e ainda nos dias 14 e 15 de outubro de 2006, ganhou a etapa que fechou a temporada no Rio de Janeiro/RJ.
O paranaense Jihad Kohdr, 22 anos, fechou com chave-de-ouro a sua brilhante participação no SuperSurf 2006. Garantiu o título da histórica 20.a edição do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional ainda no sábado e no domingo ganhou a etapa que fechou a temporada no Rio de Janeiro (RJ). Na grande final, derrotou o recordista absoluto de pontos e notas nas ondas da Barra da Tijuca, o carioca Simão Romão, 20 anos, que ainda assim festejou o quinto lugar no ranking final de 2006. Na categoria feminina, a catarinense Juliana Quint, 26 anos, comemorou sua primeira vitória na carreira profissional na decisão contra a jovem paranaense de apenas 16 anos de idade, Bruna Schmitz, a grande surpresa do SuperSurf do Rio de Janeiro, que resgatou a Barra da Tijuca como grande palco de eventos importantes de surfe.
''Certamente, a grande final do ano que vem vai ser aqui também'', confirmou Evandro de Abreu, diretor de evento da Editora Abril, que organiza a divisão principal do circuito brasileiro desde a sua criação no ano 2000. ''Apesar de ter faltado onda nos primeiros dias, a Barra da Tijuca não pode ficar de fora do circuito e o SuperSurf estará aqui no ano que vem decidindo o título'', prometeu Evandro. E essa foi uma opinião unânime de todos os surfistas que disputaram a grande final do SuperSurf 2006 no Rio de Janeiro. Principalmente para Jihad Kohdr, que fez barba, cabelo e bigode, faturando os dois últimos títulos que ainda não haviam sido definidos: o de campeão brasileiro e o da etapa finalizada em boas ondas de meio metro de altura no domingo de Sol e calor na Cidade Maravilhosa.
''Não deu para conquistar o título antecipado lá em Itacaré (BA), mas eu sabia que aqui no Rio de Janeiro eu tinha mais potencial para ganhar e consegui mostrar meu surfe prá todo mundo, passando por grandes surfistas para realizar o meu sonho. Graças à Deus consegui fechar com chave-de-ouro, é mais um título para Matinhos, para o Paraná, ainda mais nessa praia maravilhosa, estou muito contente'', falou Jihad Kohdr, momentos antes de receber o cheque de 22.000 reais pela vitória no SuperSurf do Rio de Janeiro e as chaves do Volkswagen Cross Fox , prêmio que ganhou pela conquista do título brasileiro de 2006, com um impressionante índice de 93% de aproveitamento.
''Acho que esse foi o meu ano. No ano passado eu perdi de entrar no WCT por uma vaga e agora veio a recompensa, pois chegar em quatro finais num circuito tão disputado como esse é para festejar mesmo, estou muito feliz com este recorde. Ainda mais aqui, neste palco maravilhoso, é um maracanã do surfe também como Saquarema, altas ondas, água quente, grande público presente na praia, torcendo, foi muito show, nem estou acreditando que consegui uma vitória assim neste lugar'', falou Jihad Kohdr.
Depois de passar pelos paulistas Beto Fernandes nas quartas-de-final e Renato Galvão na semi, o paranaense enfrentou Simão Romão na grande final, que detinha todos os recordes do SuperSurf do Rio de Janeiro e vinha embalado de uma vitória espetacular contra o também carioca Marcelo Trekinho, virando o resultado com uma nota 9,40 nos últimos segundos, a maior do dia. ''Eu queria muito vencer esta etapa, aqui em casa, para o título ficar no Rio de Janeiro, mas estou contente com o resultado. Cheguei na final, surfei bem o campeonato todo e consegui ficar entre os cinco primeiros do ranking, que superou até minhas expectativas para este ano'', destacou Simão Romão, que contou com a torcida especial da esposa Diana Bouth, apresentadora do Sportv, e do filho recém-nascido, Pedro, nesta etapa.
Pelo vice-campeonato no SuperSurf do Rio de Janeiro, Simão Romão faturou um prêmio de 10.100 reais, apenas 100 a mais do que o catarinense Jean da Silva levou com o aéreo que apresentou na Nescau Expression Session, bateria especial envolvendo cerca de 20 surfistas tentando a manobra mais radical para ganhar a vultuosa soma de 10.000 reais. Já os dois surfistas eliminados nas semifinais dividiram o terceiro lugar no pódio, com cada um recebendo 5.000 reais. Com este resultado, Renato Galvão ultrapassou o também ubatubense Odirlei Coutinho e terminou como vice-campeão brasileiro do SuperSurf 2006. ''Esse já é o terceiro pódio seguido no SuperSurf e isso me deixa feliz, principalmente por terminar como vice-campeão brasileiro. Foi um bom final de ano para mim. Não comecei bem a temporada e eu queria terminar entre os primeiros do ranking. O título brasileiro ficou difícil e o segundo lugar então passou a ser a posição máxima deste objetivo. Estou satisfeito com o resultado sim, pois não é fácil você ser o segundo melhor surfista do Brasil'' valorizou Renato Galvão, que foi campeão brasileiro do SuperSurf em 2004, tendo o próprio Odirlei como vice.
O carioca Marcelo Trekinho também estava feliz por ter atingido um objetivo que buscava cumprir na Barra da Tijuca. ''Esse foi o melhor resultado que tive no ano e consegui atingir minha meta, que era permanecer entre os top-16 do ranking brasileiro. A disputa foi boa e o moleque pegou a última onda que foi irada e mereceu mesmo vencer a bateria'', elogiou Marcelo Trekinho, sobre a disputa contra o também carioca Simão Romão nas semifinais, considerada a melhor bateria do campeonato.
A categoria feminina também acabou em festa com a primeira vitória da catarinense Juliana Quint na inesperada decisão contra a mais jovem competidora do SuperSurf do Rio de Janeiro, a paranaense Bruna Schmitz, de apenas 16 anos de idade. ''Estou muito feliz, não sei nem o que dizer. Nunca venci nenhum evento profissional e isso acontecer aqui no Rio de Janeiro é demais. Passei todas as baterias em primeiro lugar, a vala aqui na Barra está muito boa, as ondas abrindo, proporcionando várias manobras, as condições hoje estavam alucinantes e estou muito feliz com o resultado'', vibrou Juliana Quint, que ofereceu a vitória especialmente para o técnico e namorado, Fernando Mota.
''Quero também mandar esta vitória para a minha família e ela também é do Fernando, que está sempre junto comigo me dando força para ultrapassar os obstáculos, que são muitos numa competição de alto nível como o SuperSurf. O campeonato começa com a Andréa (Lopes), Tita (Tavares), Taís (de Almeida), só fera, e ganhar a etapa foi muito massa, especialmente aqui, última etapa, todo mundo com a atenção voltada para cá, o Rio de Janeiro é alucinante, gosto muito daqui, água azul, a Barra da Tijuca é demais e estou muito feliz'', disse Juliana Quint, que ainda vai tentar o título brasileiro da divisão de acesso (está em segundo lugar no ranking) e depois embarca para sua primeira viagem para o Havaí, onde vai disputar a última etapa do WQS, já com o prêmio de 6.500 reais pela vitória na final do SuperSurf.
A vice-campeã Bruna Schmitz levou 2.900 reais e também comemorou o ótimo resultado em sua segunda participação na divisão principal do Circuito Brasileiro, elite que ela já confirmou presença no ano que vem, pois lidera o ranking de acesso para o SuperSurf 2007. ''Eu queria mesmo era passar algumas baterias para ganhar experiência e o que viesse agora já estava bom. Seria melhor se eu vencesse, mas estou muito feliz também com o vice-campeonato'', disse Bruna Schmitz.
O grande feito da linda paranaense de apenas 16 anos de idade foi ter barrado a tetracampeã brasileira Andréa Lopes nas quartas-de-final do SuperSurf do Rio de Janeiro. ''Foi meio inesperada para todo mundo a minha vitória sobre a Andréa (Lopes) nas quartas-de-final, até para mim, mas foi muito bom. No ano que vem, eu vou estar ai junto com elas disputando todas as etapas. Já vi que as meninas são bem experientes, mas vou vir com tudo para tentar bons resultados'', prometeu Bruninha. A surfista de Saquarema (RJ), Taís de Almeida, dividiu o terceiro lugar no pódio com a catarinense Larissa Barbieri e superou a paulista Cláudia Gonçalves na disputa pelo vice-campeonato brasileiro.
A Volkswagen, a TIM e a Nova Schin apresentaram o SUPER SURF 2006, que desde sua criação no ano 2000 é organizado pela Editora Abril e ABRASP (Associação Brasileira de Surf Profissional). A sétima edição da Divisão Principal do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional foi realizada também com co-patrocínio da Nescau, além do apoio das marcas Onbongo e Drop Dead, das lojas Overboard e Revista Fluir. Esta última etapa aconteceu ainda com a importante parceria da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Esportes do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro.
Fotos: Niltons Santos e Peter Hamblin /ASP Images
Fonte:
João Carvalho Cidade:
Rio de Janeiro-RJ-Brasil Fotos: Nilton Santos Publicado: Élen de Cássia Pereira Date: 16/10/2006
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