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O empresário Gunnar Hagelberg, 52 anos realizou mais uma incrível viagem. Em outubro de 2005 ele realizou a expedição Trans Sahara, de Tunísia até Benin, no continente africano. Confira o relato do aventureiro!
Tamanrasset é um grande centro. É a passagem para Hoggar Mountaisn, o lugar mais visitado no Sahara central. O Hoggars são velhos vulcões, o famoso Father Foucauld é enterrado no topo mais alto, a 2.800 metros do nível do mar. Aquela tarde nós escalamos o topo da montanha e vimos o mais inacreditável pôr do sol com 30 turistas franceses. Dormimos em barracas nas rochas depois de um jantar árabe e chá com os motoristas dos jeeps.
Assim que nos aproximávamos do limite com a Nigéria, nosso caminhão ficou parado na areia inúmeras vezes. Nos todos tivemos que trabalhar muito pesado para ajudar em cada vez. Havia centenas de quilômetros de areia plana e dunas em todas as direções. Mesmo com toda a tecnologia disponível hoje, é fácil se perder naquele imenso deserto. Nosso motorista discutia direções com o guia local, e mesmo assim, fez uns 300 km errados. Nos tivemos que voltar e pegar outra direção. Tudo que nos víamos na areia eram carros abandonados, camelos mortos e ruínas de caminhões.
Depois de passar 30 km de terra na divisa entre Algeria e Nigéria, nos finalmente chegamos, nos estávamos na África negra e num dos países mais pobres do mundo. Em todas as paradas nos éramos surpreendidos por centenas de crianças mendigando o tempo todo. É muito difícil lidar com esse tipo de situação porque você não pode ajudar a todas. Eu dei um monte de moedas para um grupo de crianças pequenas e para outro grupo, dei roupas e dinheiro. Mas num ponto, uma das crianças atirou uma pedra em nosso ônibus, quebrando uma janela. Quando grandes grupos de pessoas enlouquecem, coisas podem sair do controle, então nos tivemos que deixar o centro imediatamente.
Camelos, casas de lama e fóssil de dinossauro
Chegamos em Agadez, um importante centro onde tudo vem da Nigéria central. Nos estávamos fascinados com o grande mercado de camelos, onde centenas deles estavam sendo vendidos ou trocados. Um bom camelo sai por 600 euros e até 1.000 euros se for um animal forte e para o trabalho. Burros, gados e cabra com chifres como eu nunca havia visto antes, também estavam à venda no mercado. Havia também ossos de dinossauros. Em Agadez há uma bela mesquita de lama com cerdas de madeiras. Há apenas dois mosteiros na África como esse, um outro está localizado em Timbuctoo, Mali. Nos caminhamos em torno das estreitas "ruelas" entre as paredes das casas, uma incrível visão.
Continuando no sul, nos alcançamos o limite entre Nigéria e Benin, atravessando Rio Niger, o terceiro maior da África, nos entramos nos trópicos, nos rendemos as bananeiras e árvores de manga, cana de açúcar e muitas flores. Benin tem 7 milhões de habitantes que vivem ao longo da única estrada que corta o país de norte a sul. É como dirigir através de um grande mercado. Milhares de pessoas vendem qualquer coisa que você pode imaginar ao longo da estrada. Foi muito interessante ver os homens e mulheres vestidas com as africanas roupas coloridas. O mercado local era fascinante de se ver.
Abomey é um grande centro. Aqui nos visitamos o palácio do Rei de Dahomey, do século 18. O palácio tinha muitos quartos onde o rei mantinha suas 900 esposas. Nos ficamos um dia inteiro num bote a motor excursionando pelo Ganvie, um centro onde os escravos fugiam para construções empilhadas no meio do lago Nokouesse para evitar de serem recapturados. Isso tem uma mesquita, restaurantes, um hotel, lojas de souvenir e mercados flutuantes. Ganvie está localizado onde alega ser a "Veneza da África". Hoje, milhares de pessoas fazem a vida pescando no lago, um mundo de água que contrasta duramente com o deserto do Sahara.
Visitamos o mercado de Cotonou, a maior cidade de Benin, e passamos nosso último dia na praia de Grand Popo, um bonito e quieto resort no Golfo de Guinea, no oceano Atlântico. O sol estava brilhando e quente, nos todos ficamos queimados, a noite dançamos ao som dos tambores africanos, bebendo a boa e gelada cerveja de Benin. Mais tarde, aprendemos que aquela festa de despedida foi a parte mais perigosa da nossa aventura. O líder da expedição e dois outros membros do grupo pegaram malária, devida a picada de mosquito, naquela noite em Cotonou.
Fonte:
Gunnar & Zelfa Silva Cidade:
Tunísia-Nigéria-Benin- África-EX-Tunisia Fotos: Sven Sabrowski Publicado: Renata Machado Date: 26/10/2006
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