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Ronésio da Siva realizou uma emocionante aventura de moto com os amigos nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2006, em Cambará do Sul-RS. Confira o relato. Parte I.
Posso começar este relato com o seguinte:
Moto Tornado 2003, preparada para trilha-R$ 8.500,00
Roupa completa para a prática de off-road-R$ 2.000,00
Despesa de viagem-R$ 250,00
Rodar três dias, 680 km ida e volta até Cambará do Sul com os parceiros certos-Não tem preço!
Com certeza posso afirmar que os dias 25, 26 e 27 de setembro ficarão para sempre na memória dos trilheiros que participaram desta jornada. Nesta data, eu, mais os parceiros de jornada, Saulo, Mauro, Beto e o meu sobrinho Márcio realizamos uma viagem de três dias e 680 km, ida e volta até Cambará do Sul, onde desfrutamos de momentos inesquecíveis. Em janeiro, tentamos esta viagem, mas o gosto pela aventura nos desviou do caminho e terminou em uma aventura inesquecível .
Desta vez a proposta de ir de Canoas até Cambará do Sul para melhor conhecer a região e registrar tudo em fotos para o Inema foi plenamente cumprida, com lindas fotos dos diversos lugares onde passamos.
Nossa jornada começou em Canoas, de onde saímos eu e o Márcio às 6h15, pela Avenida Ozanan, Estrada do Nazário até a RS-118. Chegando na RS-118, senti o pneu traseiro da minha moto murcho e não deu outra. Pneu furado. Mal tínhamos começado a jornada e os primeiros problemas apareceram. Parei no posto, porém ainda era cedo para o borracheiro aparecer. Desmontamos o pneu e ficamos no aguardo. Às 7h30, apareceu o Cabeça Branca, um senhor muito simpático, ex-batedor de moto do exército que nos consertou o pneu, além de melhorar o nosso kit para concerto de pneus.
Chegamos a Santa Tecla onde encontramos o Saulo, o Mauro e o Beto nos esperando preocupados com a nossa demora. Como já estávamos atrasados, fomos tomar um café com pastel. Este é o grande espírito deste tipo de aventura. Não temos horário definido e nem esquentamos a cuca com os pequenos problemas.
Após as fotos iniciais, fomos pelo interior de Santa Tecla até Morungava, onde atravessamos a RS-020. Seguimos em direção a Glórinha pelo Passo do Pinto e chegamos a Imbiruçú.
Pegamos uma pequena trilha de pedra onde tivemos que puxar as motos para passar. Eu com o ligamento do joelho rompido no Endurela de Santa Cruz do Sul, não quis arriscar e deixei a moto para o Saulo subir. O Márcio, sem experiência em trilha, teve que receber ajuda. O destaque foi para o Beto, que fez bonito nas pedras, passando pelo lugar mais difícil, para cair mais a frente no ''facinho''. Claro que tudo devidamente registrado pela minha fiel câmara.
Passamos um atoleiro, onde a água cobria a roda dianteira. Na subida, o Márcio caiu. Tirei um bela foto. Sabe como é. Perco o sobrinho mas não perco a foto. Tudo isto sendo observado por um cavalo que devia estar pensando :'' Quem são estes loucos?''
Passamos pela localidade de Catanduva e pegamos a estrada em direção à Santo Antônio da Patrulha. Abastecemos no Monjolo e seguimos um novo caminho em direção a Riozinho por estradas vicinais e por trilhas, cada uma melhor que a outra. Nos perdemos em alguns trechos, mas quem tem boca vai a Riozinho e não foi difícil encontrar o caminho, chegando na cidade pelas 14 horas, com o estômago nas costas.
Após o merecido lanche seguimos até a Cascata do Chuvisqueiro, pois o Márcio e o Beto ainda não conheciam a cascata. Neste local, a paisagem é deslumbrante e fizemos outra sessão de fotos para o Inema. Cada qual querendo ficar mais bonito que o outro. Após a sessão de fotos, os modelos, digo os trilheiros seguiram pela localidade de Chuvisqueiro e subimos a serra por uma antiga estrada que virou uma excelente trilha, com belas paisagens e o arroio Chuvisqueiro no fundo do vale. Passamos pelo Quebra Cabo e chegamos na estrada São Francisco-Barra do Ouro, junto ao Rincão dos Kroeff.
É praticamente impossível descrever a beleza da região. A cada momento, parávamos para tirar fotos, pois não tínhamos pressa. Seguimos em direção a São Francisco e entramos no Potreiro Velho, seguindo por uma estrada de fazenda em direção a Tainhas.
Foi nesta estrada que tivemos um pequeno acidente. Em uma curva traiçoeira da estrada, o Beto sobrou nas duas rodas e deslizou no chão. O Márcio vinha logo atrás e para não atropelar o Beto, grudou nos freios e também foi ao chão. Como os dois estavam pilotando com o equipamento completo, apenas levaram um susto. O Beto ficou chateado, pois rasgou a roupa nova no joelho. O Márcio teve uma pequena contusão na mão, rachou a joelheira e também rasgou a roupa novinha no joelho. A importância de pilotar sempre equipado ficou evidente,pois as conseqüências poderiam ter sido maiores.
Batemos a poeira, fizemos os reparos necessários e seguimos em frente para Tainhas. Passamos por Tainhas e o sol já começava a se por quando chegamos a Cambará do Sul.
Encontramos pouso na Pousada Paraíso, onde fomos muito bem recebidos pelos proprietários. Deixamos as motos alinhadas no estacionamento da pousada e fomos tomar um merecido banho para o jantar. A temperatura caiu e fez um frio de renguear cusco durante a noite, anunciando o frio do dia seguinte.
Acordamos cedo, tomamos café na pousada e nos preparamos para ir até o Canyon Fortaleza. O trecho de 24 km de estrada de pedras foi facilmente vencido pelas motos. Chegamos ao canyon por volta das 10:00h. Não existem palavras para descrever a beleza do lugar. As fotos até mostram alguma coisa, mas para sentir o lugar é necessário estar lá. A natureza foi caprichosa para esculpir o canyon. A energia do local é muito grande, talvez, por estarmos a 1100m de altura nos sentíssemos mais perto de Deus. Foi um momento para curtir a natureza e agradecer cada momento que estávamos vivendo.
Falamos com um guia que acompanhava um grupo de turistas do Rio de Janeiro e ele nos deu boas dicas para visitar em Cambará do Sul. Voltamos para a cidade e após o almoço fomos explorar a região.
Fotos:Ronésio e Beto
Fonte:
Ronésio da Silva Cascaes Cidade:
Cambará do Sul-RS-Brasil Fotos: Ronésio da Silva Cascaes Publicado: Fabiane Castro Date: 30/10/2006
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