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Nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2006 foi realizada a 1º Travessia do Chuí, no sul do estado do Rio Grande do Sul. Maurício de Aguiar Torino marcou presença no evento. Confira o seu relato!
Novamente, me desloquei de Novo Hamburgo e fui visitar os amigos e parentes no extremo sul do Rio Grande, na minha cidade natal, Santa Vitória do Palmar, há 550 km, na fronteira com Chuí/Uruguai para a primeira Travessia do Chuí, nos dias 20, 21 e 22 de outubro, num Suzuki - Vitara preto.
É com pesar, mas não posso deixar de comentar, que um amigo nosso e amante desse tipo de aventura, o Sr. Fernando Roca, logo depois que saímos, sofreu um enfarto, foi prontamente socorrido por médicos e enfermeiros bem como pelos amigos jipeiros, entre estes destacou-se o "Rasga", mas mesmo com todo os esforços feitos não conseguimos reanimar o amigo, que veio a falecer, infelizmente. Ficam aqui os meus sinceros sentimentos a seus familiares em nome de todos os que participaram desse evento.
Diante de uma situação dessas o que se faz? Não existe atitude ou ato que nos devolva uma pessoa querida no nosso convívio mas, após consultar os familiares do mesmo e a pedido destes, a organização decidiu que deveríamos continuar o evento. Saímos nos arrastando do local, com a alma doída, mas necessitávamos prosseguir, pois era isso que "ele" gostaria de estar fazendo naquele momento.
Saímos no dia 20 de outubro, sexta-feira em torno do meio-dia do Chuí pela Barra Uruguaia - beira mar em direção a Coronilla e ao parque de Santa Teresa (Forte), com pernoite em Punta del Diablo (praia de pescadores muito aconchegante que deve ser visitada por todos, principalmente ver o pôr do sol) a 35 km da fronteira. Dunas, barros , caminhos no meio de matos pouco utilizados e sempre dentro de uma trilha previamente autorizada, convivendo com a natureza nesses três dias.
Cada turma se encarregou do seu almoço e fizemos um acampamento para os almoços em lugares que nunca pensaríamos em visitar, mesmo porque alguns não se pode ir sem a prévia autorização e o controle das autoridades locais, respeitando a natureza, mas desfrutando a sua beleza e procurando não deixar vestígios da nossa passada, a não ser as marcas das rodas dos veículos que o tempo se encarregará de apagar.
Veículos de todo o tipo participaram dessa travessia, uns adaptados, outros originais mesmo, pois o que importa é a vontade que cada um tem de conviver com pessoas amigas, pilotando um 4 x 4, ajudando e sendo ajudado quando necessário, sem a pressa de chegar, de ser o primeiro, o mais bonito (como sempre digo), mas sim aproveitar o que de mais belo existe na natureza e entre os homens, sendo solidário sempre com o seu amigo e jipeiro.
Essas atitudes, de ajudar o próximo e ser ajudado quando necessário é que faz com que esse esporte cresça a cada dia, pois quem participa uma primeira vez acaba gostando, não só da trilha, dos lugares que passamos que tornam essa aventura a bordo de um veículo 4 x 4 prazeirozo, muitas vezes com a família toda reunida. O que apaixona são as atitudes de amizade, de solidariedade, de desprendimento e vontade de ajudar o próximo que faz com que cada vez mais esses eventos cresçam e pessoas se tornem amigas, muitas até sem saber o nome umas das outras mas apenas por ter estendido a mão amiga e partilhado de uns momentos juntos, cada um auxiliando o seu próximo da maneira que estiver a seu alcance.
Foram três dias entre amigos, com uma organização impecável e uma recepção ainda melhor. Sem frescuras, com limpa trilhas até que o último passa-se, com tratores onde se fez necessário... Quero parabenizar o evento que com certeza terá vida longa.
No domingo, retornamos ao Chuí, exaustos e felizes por termos participado de um evento entre amigos.
Abraços a todos!
Fonte:
Maurício de Aguiar Torino Cidade:
Chuí-RS Fotos: Maurício de Aguiar Torino Publicado: Renata Machado DATA: 10/11/2006
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