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Nei Maldaner partiu de Porto Alegre no dia 11 de novembro de 2006 para uma aventura incrível. Ele cruzou a Antártida, a bordo do quebra gelo Kapitan Khlebnikov. Confira o relato sobre os primeiros momentos da viagem e o reconhecimento do navio.
Cheguei no navio e me deparei com a escada íngreme para subir. Logo na entrada pegaram os nossos passaportes, que ficariam com eles até chegarmos na Nova Zelândia. Assim que embarcamos cada um foi procurar a sua cabine.
O navio tinha oito andares que são os decks, o terceiro é destinado para a área de ginástica, sauna e piscina. No quarto há as salas de jantar e a base do navio: popa e heliporto, no quinto andar há a biblioteca, a área de café e lanches, além do bar e mais algumas cabines. Já o sexto, é apenas para as cabines, no sétimo há as cabines e o auditório que chamávamos de "Lecture". No oitavo andar, mais cabines, inclusive dos oficiais, acima a sala de comunicação com a rádio e acesso ao e-mail. Acima, ainda tínhamos a "Bridge", a ponte de navegação e por último, a ponte aberta, que seria o local onde ficaríamos mais tempo.
Em todos os andares havia saída para a parte de traz, o que permitia uma bela visão externa e com bastante facilidade! Fiz um reconhecimento e fiquei feliz ao perceber que seria fácil entrar e sair nos andares pelo lado externo ou interno, além do elevador, disponível do terceiro ao oitavo andar.
A minha cabine no oitavo andar, seria meu quarto por 30 dias, e para minha surpresa só minhas malas ocupavam grande parte daquele espaço. Fiquei ansioso para saber se tinha outra pessoa ou não, pois precisava ver como faria para acomodar todas as minhas coisas. Eu tinha quatro malas mais a lente grande! Fui para o primeiro briefing, que era no Deck Sete, logo abaixo de onde eu estava, pela lista de presença percebi que só eu estava naquele quarto! Fiquei muito feliz, pois poderia me organizar muito bem e ter mais privacidade. Passei de quarto triplo para single!
No briefing descobri que meu inlgês era muito ruim, não entendia nada. Fiquei apavorado, o jeito era estudar, os sotaques e forma de apresentar as palestras eram um inlgês muito ruim. Mas tinha esperança de acostumar o ouvido e logo estaria bem. Bom tinha levado dicionário eletronico no notebook, tamém uns cds de treinamento que seriam bem uteis.
Logo após, fizemos mais um briefing com os salva-vidas, que mostraram todos os procedimentos necessários e explicaram o risco de cair na água gelada. Então fomos simular na prática o uso dos barcos de salva-vidas. Eram quatro barcos, onde aprendemos como entrar, se acomodar, fechar as portas, como lançar na água e qual seria seu barco. Os barcos têm autonomia para vários dias, também são motorizados, além de serem todo fechado, para suportar as ondas gigantes.
Depois fui ao coquetel de boas vindas onde brindamos e conhecemos os companheiros de viagens, que viriam a ser novos amigos. Voltei para o quarto e arrumei mais um pouco das minhas coisas. Ajeitei o GPS, as tomadas, os adaptadores e a antena do GPS enrolada na janela. Olhei para aquele pôr do sol, sabendo que logo não veria mais pôr do sol por um mês! Seria uma aventura incrível que exigiria muita persistência de todos que estavam partindo.
No final da tarde fui jantar e a comida era super bem apresentada, com entradas, sopas, saladas, tinha quatro alternativas de prato principal (Sailor, Ocean, Explorer ou Vegetariano), sobremesa e alguns chocolates, além do buffê de queijos e frutas. Uma taça de vinho francês incluído, água e chá, finalizando com café. Escolhi o Explorer e comi muito bem, adorei a sobremesa!
Já havia escurecido bastante quando voltei para o quarto, fui dormir cedo, era em torno de meia noite. Devido à ansiedade, eu estava muito cansado, assim logo adormeci. Seria uma incrível e inesquecível aventura, que poucas pessoas teriam a chance de realizar!
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Ushuaia - Drake-EX-Argentina Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Renata Machado Date: 12/12/2006
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