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Edson da Silveira e seu amor pelo 4x4

O gerente industrial de Gravataí/RS Edson Geovane da Silveira, 39 anos é apaixonado por jipes. Há oito anos que ele participa de trilhas, passeios e expedições. Confira a entrevista dada pelo Jipeiro à equipe INEMA, em dezembro de 2006.

O interesse por jipes surgiu em 1998 quando Silveira participou do primeiro Passeio da Solidariedade (na estrada entre Rio Grande e Mostardas), organizado pelo jipe Clube de Porto Alegre, com seu cunhado Jaime, que na época tinha um Suzuki Vitara.

Silveira lembra como foi a compra de seu primeiro jipe: "Foi uma compra difícil, pois na época não tinha dinheiro para comprar estes 'brinquedinhos', então propus uma sociedade com meu pai e ele topou. Compramos um Jeep Willis 1969, todo original, azul calcinha com roxo, vermelho, amarelo... Parecia uma Saira." Esse veículo rendeu o nome do Jeep e o apelido de Silveira entre os jipeiros de Gravataí: "Sairão".

A parte financeira foi a maior dificuldade do jipeiro, o resto ele afirma ter tirado de letra, pois sempre observava muito, pedia conselhos aos mais antigos e teve bastante cautela. Entre as expedições que participa, está passeios pelas cidades de Palmares, Osório, Tramandaí, Rolante, Gravataí...

A trilha de Palmares do Sul foi a mais interessante que ele já fez, pois foi uma trilha pesada com muita água e a noite caiu logo: "Muitos jipes se perderam na escuridão e ficaram sem saber para onde ir na beira da lago, andavam de um lado para outro e não conseguiam achar a trilha. Alguns jipes estavam ficando sem gasolina e a galera dividia o pouco que tinha, até que decidiram reunir todos os jipes em uma duna com os faróis ligados para que os outros os achassem. Isso já era mais de meia-noite, o pessoal já estava faminto e as mulheres e crianças apavorados, o pessoal da organização foi até ás 10h trabalhando com tratores 4x4 dos granjeiros da redondeza para tirar todos de lá, foi uma experiência inesquecível", conta.

Antes de realizar qualquer trilha, o jipeiro sempre tenta manter a elétrica e a mecânica do jipe em dia para não ter problemas no meio da trilha e nem dar trabalho para os companheiros. Para ele, uma trilha perfeita tem que testar os conhecimentos, equipamentos, inteligência e criatividade para sair dos apuros que inevitavelmente acontecem, assim como a união dos companheiros e a oferecer a oportunidade para fazer amigos e conhecer lugares maravilhosos.

Conhecer lugares e pessoas diferentes, trocar idéias e conhecimentos é o principal objetivo. Silveira afirma que sua família lhe apóia e lhe acompanha nesses percursos: "Somente meu filhotão que tem sete anos e desde os quatro anos me acompanha e meu pai de 65 anos, minha esposa já participou, mas não é a praia dela." Para conciliar família, esporte e trabalho, o jipeiro diz que cada um tem suas preferências e se respeitamos quanto a isso: "Dividimos os períodos por igual para cada preferência e nos mantemos juntos", explica.

Silveira destaca que os lugares por onde os jipeiros passam, as pessoas e o desafio de superar os limites da natureza x homem x máquina são o que mais lhe atraem nas trilhas. Liberação de adrenalina a todo o momento é o que ele sente quando está de aventurando dentro de um jipe: "Fico muito relaxado após uma trilha, isso me dá força para suportar o dia-a-dia do meu trabalho", afirma. Silveira acrescenta que o jipe já se tornou um companheiro inseparável em qualquer lugar e ocasião: "Troco de carro, mas nunca não deixo de ter um 4x4!"

Ele acredita que esse esporte ainda não é bastante difundido no país por se tratar de um esporte coletivo onde só consegue ver quem participa, mas quem participa nunca deixa de ir. "As montadoras somente nos últimos cinco anos se acordaram para este público, talvez daqui a cinco ou dez anos tenhamos trilhas organizadas e patrocinadas por empresas de grande porte, talvez tenhamos a divulgação que sempre esperamos", declara.

Para quem deseja ingressar no mundo do Off Road 4x4, Silveira aconselha ter muita cautela após adquirir seu primeiro jipe, pedir conselhos e observar mais do que tentar fazer o impossível: "Os resultados de principiantes que tentam imitar os veteranos, muitas vezes não são muito agradáveis para seu jipe", acredita.

Silveira nunca conseguiu patrocínio, embora já tenha pedido para várias empresas e empresários. "Não querem investir nesse esporte, porque o retorno é baixo. Se por acaso algum empresário queira patrocinar um Suzuki Vitara e seu piloto, estou à disposição para adesivar todo meu jipe", brinca.

O jipeiro encerra agradecendo ao INEMA pelas coberturas dos eventos que realiza: "Graças a vocês, tenho muitas fotos digitais como recordações e posso mostrá-las a meus amigos e a parentes. Parabéns a toda a equipe!"

Equipe INEMA

Fonte: Edson Geovane da Silveira
Cidade: Gravataí-RS
Fotos: Edson Geovane da Silveira
Publicado: Renata Machado
DATA: 12/12/2006 <%insert_data_here%>

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