|
Nei Maldaner partiu de Porto Alegre no dia 11 de novembro de 2006 para uma aventura incrível. Cruzar o continente Antártico, a bordo do quebra gelo Kapitan Khlebnikov. Confira o relato da passagem por Drake, um dos pontos mais incríveis dessa aventura!
A passagem do Drake sempre é uma grande aventura e se tiver tempestade fica mais emocionante ainda! Durante o Drake, como já eu conhecia, esperava que enfrentássemos alguma tempestade. Como iria balançar bastante, tomei um "Dramin" e a maioria das pessoas colocaram um adesivo contra enjôo de balanço.
Acabei dormindo direto, acordei por volta das 6h da manhã, estava frio porque deixei a janela um pouco aberta em função do GPS. Consegui dar um jeito de fechar a janela e coloquei a antena do GPS grudada no vidro, às vezes perdia o sinal mas era melhor. Assim dormi mais, até às 9h, o café iria até às 10h. Tomei café, geralmente não tomo café, pois fico até tarde acordado e aproveito a manhã para dormir. Bom, após o café fui assistir uma palestra sobre a nossa viagem, o que iria ter e o que poderia ser mudado, devido ao clima. Enfim, o plano da viagem!
Descobri que meu inglês tinha que melhorar muito! Fui então para a cabine meu quarto, novamente verifiquei o GPS e dei uma organizada nas minhas coisas, tinha entrado água pela janela que eu não tinha fechado muito bem!
Sai para olhar como estava o tempo e a ponte de comando, de lá dava para ver o temporal se aproximando, não muito forte, mas que já balançava muito o barco.
Já acostumado com os balancos, eu curtia, mas para dormir o corpo se movia, era muito interessante, quando o balanco chegava ao ponto mais estremo ele fazia a gente se mover quando estava deitado. E no caminhar se nao se firmavamos podiamos nos bater. O elevador neste momento não funcionava. Também no refeitorio vi uma tecnica interessante para os pratos e copos, talheres nao cairem da mesa, molharam a toalha, incrível isso, assim nada escorregava, só era incomodo quando tocava na mesa aquilo umido.
Depois que almoçamos, resolvi voltar para o quarto. Procurei descansar nestes momentos porque depois iríamos estar na Antártida e deve ter muita coisa para fazer! Tranqüilo, após a cesteada, fui para a ponte tirar algumas fotos do barco e da inclinação que era possível ver. Tentei filmar, mas não consegui porque o vento tava muito forte.
As 16h foi servido um lanche legal, tomamos café e voltei ao quarto. Muito feliz com a viagem e a tranqüilidade de estar sozinho em uma cabina, bem organizado, com tomadas, computadores... Mas quando cheguei na cabine tudo estava no chão, na maior bagunça, ainda bem que já tinha colocado computador, câmaras, lentes tudo em lugares que não estraga. A cadeira para não voar tinha uma cinta, que apertei mais para virar.
Realmente estou de férias!!! Até o nervosismo e o estress da semana anterior a viagem, passou. Optei por não assistir algumas palestras, preferi ficar lendo algumas coisas e estudando um pouco do meu inglês. Até porque certas palestras, já tinha assistido na outra viagem que fiz para a Antártida em 2004.
Ao meio dia já tínhamos feito quase 600 quilômetros, a uma velocidade de 29 km/h, no final da tarde, em torno das 17h, estávamos com 700 quilômetros. O barco jogava bastante mas a tempestade estava fraca. Muitas pessoas não estavam se sentindo bem e ficavam deitadas no quarto.
À noite uma excelente janta foi servida com, sopa, queijos, vinho, Explorer, a sobremesa excelente. Ainda mais para mim, que adoro doce! As amizades aumentavam cada vez mais, mantinha bem o relacionamento com Peter, o Holandês. E agora com outras pessoas da Holanda, da Espanha, dos Estados Unidos.
Por causa das ondas o pessoal ficava lá em cima, na ponte, ou ainda na parte superior da ponte, que seria o 10º ou o 11º andar. Esse era o ponto de encontro ou no Deck 5, onde se localizava o bar, a biblioteca e a área de estar, dava para ver as ondas batendo de frente com o navio. Eu estava só com a máquina pequena e esperava uma tempestade maior para tirar fotos melhores.
Na cobertura conheci novas pessoas: Um rapaz de cavanhaque ruivo, Americano e com muitos equipamentos fotográficos. Também uma mulher simpática, Australiana, mas que vivia no Egito, na cidade do Cairo. Tiramos um monte de fotos dos pássaros que voavam junto ao navio o tempo todo, e dos Albatrozes.
Mais gente aparecia e com muito equipamento! Um fotógrafo Americano que mora na Tailândia. Outra Holandesa que conheci durante o almoço e na janta, chamada Ina, bastante festeira. Alguns casais mais idosos, reservados e um casal jovem de Barcelona, muito simpático, com quem eu já tinha conversado lá no hotel. Tem também uma senhora adorável que conheci na janta, Americana, moradora de Miami Beach, a Anelise e ainda um senhor tímido, mas muito legal da África do Sul, bom de papo, o Aschie.
Assim nos passamos o primeiro e segundo dia no grande quebra-gelo Kapitan Khlebnikov, conhecendo nossos companheiros de aventura, fazendo novas amizades e dividindo bons momentos juntos!
Só acabei com isso não tirando mais fotos das ondas gigantes que cobriam todo o convés do barco.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Passage Drake - Antártida-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Renata Machado Date: 13/12/2006
<%insert_data_here%>
|
balanço
|
John
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|