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Marly Maravalhas conta como foi o cicloturismo realizado pelos integrantes do Bike-RS, no Morro Grande/Reserva Ecológica dos Pachecões, no dia 02 de dezembro de 2006.
No dia 02 de dezembro de 2006, foi realizado um passeio pelos integrantes do Bike-RS (www.bike-rs.com), previamente agendado por e-mail. O destino era almoçar no Restaurante Barcelos, que fica em Morro Grande, na RS 040, parada 97. O ponto de encontro era Avenida Ipiranga com Cristiano Fischer, com saída prevista para 9h, quando grupo já contava com mais de dez participantes.
A saída se deu de forma tranqüila, em ritmo leve, percorrendo as avenidas Ipiranga e Bento Gonçalves. A primeira parada ocorreu próximo ao centro de Viamão, onde o grupo se reuniu para hidratar e alongar, seguindo em frente até o Pedágio, onde ocorreu nova parada, de forma mais breve. A última parada foi quando chegamos ao Barcelos, por volta de 11h, com pouco mais de 42 km percorridos.
O almoço foi bem servido, com muitas saladas, boa variedade de pratos quentes e grelhados, além do bom suco servido em grandes jarras, atencioso atendimento e bons preços, características que deram fama e bom número de freqüentadores ao local. O retorno se deu após as 13h30min. Aproveitamos o intervalo após do almoço para digestão e para uma boa conversa, enquanto o calor próprio do horário, diminuía.
Aí é que começa a segunda parte deste relato. Enquanto o grupo voltava pela estrada, sabendo que enfrentaríamos grande calor por aquele trajeto naquele horário, decidimos entrar na parada 94, indo em direção à Reserva dos Pachecões, cujo acesso é feito junto a um Assentamento do MST, também situado às margens da estrada. Convidamos mais alguns colegas para nos acompanhar, mas o fato de alguns amigos estarem com pneus finos ou de speed, impossibilitou que eles nos acompanhassem, pois o trajeto a partir dali é de chão batido e tem muita areia fofa.
Seguimos pela estrada de acesso, lembrando a última vez que passamos por ela, em março desse ano, quando mesmo não tendo muita noção de como seria, seguimos a indicação de um senhor, gaudério, vestido a rigor (que antes passou por nós de bike também...), nos informando que lá tinha uma lagoa bem limpa, e que o lugar era muito calmo e seguro e a estrada (de chão, era boa): "Passa a ponte de madeira, tem uma subida (curta), a Igreja e depois entra à esquerda..."
E assim, passamos por casas, pequenos sítios com belas plantações e logo chegamos a um lugar com uma placa que indicava Área de Preservação Ecológica Banhado dos Pachecões. Ali há um posto, que segundo nos informaram, é destinado a funcionários que, permanentemente, cuidam do lugar, mas que não estavam na ocasião. Do lugar se vê toda a extensão da represa, num belo visual que, segundo um morador local, se estende até Osório e tem até crocodilo...
Seguimos em frente, logo passamos a Igreja e dobramos à esquerda, vendo em seguida a pequena lagoa que antecede a represa. Como é costume, várias pessoas tomavam banho nas águas, entre elas, muitas crianças, pois estas aparentavam serem limpas e tinham temperatura agradável, sendo mais rasas na beira e mais profundas para o centro.
Quando a tarde foi caindo, fomos nos preparando para ir retornando. Aproveitamos para conversar com um casal de moradores da região e indagamos se a estrada tinha saída no sentido da represa ou se teríamos que voltar pelo acesso inicial. Para nossa surpresa, o rapaz nos informou que a estrada tinha continuação, contornando a barragem e tinha saída na RS 040, do lado do Pedágio de Águas Claras. Ele relatou que percorria, de bicicleta, parte desse trajeto quase que diariamente, deslocando-se até seu local de trabalho, um sítio que ficava há aproximadamente 17 km.
Decidimos percorrer este caminho. Inicialmente, a promessa de boas estradas se cumpriu, mas logo, nos deparamos com muitas marcas de pneus de trator, que deixavam sulcos profundos na terra e dificultavam a passagem e, depois, com muita areia fofa, que além de derrapar, nos obrigava a empurrar em alguns trechos, já que usávamos pneus 1.25.
Como o caminho parecia mais longo do que o indicado, passando por sítios e plantações, com alguns animais, mas não víamos pessoas ou casas. As águas da barragem são profundas e não se recomenda tomar banho nela. Porém, devido a sua vasta extensão, deserta e cercada de pedras, propicia um visual não só bonito, mas também assustador.
Começamos a nos preocupar com o cair da tarde e pedimos informações a um senhor que passava de carro. Segundo ele, faltavam ainda 7 km e já tínhamos feito mais de 20 km, sendo que há algum tempo, a água havia acabado. Nisso, chegamos a um local que parecia um centro de eventos e tinha a bandeira do MST. Ali, conseguimos água e um senhor nos informou que faltavam menos de dois km para a estrada, sendo que logo que saímos dela, avistamos o pedágio.
A RS 040 estava cheia de carros, como era de se prever. Próximo ao centro de Viamão, um grande congestionamento se formou, originário de um engavetamento, coisa comum nesta época na RS 040, pois o grande fluxo e a impaciência dos motoristas que retornam do litoral resultam em excesso de velocidade e manobras imprudentes, como trafegar no acostamento...
Logo que passamos Viamão, quase na Lomba do Sabão, paramos para tomar um chá gelado e comer umas bolachas, que dividimos com um cachorrinho abandonado que latia cada vez que a sua bolacha acabava... Chegamos em casa com pouco mais de 99 km rodados e media 19 km/h, muita poeira nas bikes e muita satisfação por tudo ter corrido bem em mais uma aventura!
Fonte:
Marly Maravalhas Gomes Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Marly Maravalhas Gomes Publicado: Renata Machado DATA: 14/12/2006
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